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Boa leitura!
O período de transição é crucial para o desempenho e a lucratividade das vacas leiteiras, além de impactar diretamente a rentabilidade do produtor. Durante os 21 dias anteriores ao parto até os 21 dias seguintes, ocorrem mudanças metabólicas e fisiológicas significativas nas fêmeas, que estão se preparando para a lactação. Nesse sentido, garantir uma boa adaptação do sistema digestivo das vacas é fundamental para evitar problemas de saúde e garantir a absorção adequada de nutrientes.
Uma das questões mais importantes nesse período é a transição da dieta. Antes do parto, a alimentação das vacas é composta principalmente por volumoso, mas após o início da lactação, há um aumento na proporção de alimentos concentrados, que possuem maior potencial de fermentação. No entanto, o rúmen e as papilas ruminais não conseguem se adaptar rapidamente a essa mudança, o que pode resultar em acidose ruminal e/ou intestinal.
Durante a adaptação à nova dieta, o rúmen fica despreparado para receber uma maior quantidade de material fermentável, o que pode levar ao desenvolvimento de acidose ruminal clínica ou subclínica. Além disso, ocorre o escape indesejável de grãos fermentáveis do rúmen para o intestino, o que contribui para a acidose intestinal. Essas duas condições podem ocorrer simultaneamente e apresentam sintomas diferentes, como fezes moles, espumosas e cheias de muco.
Um problema relacionado à acidose intestinal é a síndrome do intestino permeável, que ocorre quando as junções entre as células do revestimento intestinal ficam mais permeáveis que o normal. Isso permite que bactérias e toxinas passem da luz intestinal para a corrente sanguínea, acionando o sistema imunológico e causando quadros inflamatórios. Esse processo demanda um alto gasto energético para a vaca, comprometendo sua saúde e desempenho, e consequentemente, impactando a rentabilidade do produtor.
Além da acidose intestinal, a síndrome do intestino permeável também pode ser causada por estresse e desequilíbrios nutricionais. Portanto, a prevenção dessa condição envolve a implementação de práticas de manejo adequadas, incluindo uma dieta balanceada e o monitoramento regular da saúde digestiva do rebanho. É fundamental entender que a saúde intestinal, a fermentação de carboidratos e as respostas inflamatórias estão interligadas, e por isso, abordagens nutricionais e de manejo otimizam a saúde digestiva e a produção de leite.
Recomenda-se o uso de aditivos que ajudem a tamponar e alcalinizar o rúmen, assim como a introdução de silagens de grãos úmidos ou reidratados após o período de transição, para minimizar os riscos de acidose. O uso de hidroximinerais também é altamente recomendado, pois eles apresentam alta estabilidade e biodisponibilidade, preservam a integridade intestinal dos animais e auxiliam na adaptação da microbiota, otimizando a digestão e o desempenho.
Em resumo, o período de transição é fundamental para o desempenho e a lucratividade das vacas leiteiras e, portanto, requer cuidados especiais. A dieta balanceada, o monitoramento da saúde digestiva, o uso de aditivos e hidroximinerais são medidas essenciais para garantir a adaptação adequada do sistema digestivo, prevenindo a acidose ruminal e intestinal, bem como a síndrome do intestino permeável.
Agora, vamos às 5 perguntas com respostas que gerarão alta demanda de visualizações:
1. Quais são as principais mudanças que ocorrem durante o período de transição em vacas leiteiras?
Durante o período de transição, ocorrem mudanças metabólicas e fisiológicas significativas nas vacas leiteiras, que estão se preparando para a lactação.
2. O que é acidose ruminal e como ela pode afetar a saúde das vacas?
A acidose ruminal é um distúrbio caracterizado pelo acúmulo excessivo de ácidos no rúmen, resultando em sintomas como fezes moles, espumosas e cheias de muco. Esse problema pode comprometer a saúde das vacas e afetar negativamente a produção de leite.
3. O que é síndrome do intestino permeável e como ela pode afetar a rentabilidade do produtor?
A síndrome do intestino permeável ocorre quando as junções entre as células do revestimento intestinal ficam mais permeáveis que o normal, permitindo que bactérias e toxinas passem para a corrente sanguínea. Isso afeta a saúde e o desempenho das vacas leiteiras, prejudicando a rentabilidade do produtor.
4. Como prevenir a acidose ruminal e a síndrome do intestino permeável?
A prevenção da acidose ruminal e da síndrome do intestino permeável envolve a implementação de práticas de manejo adequadas, como o uso de aditivos que ajudem a tamponar e alcalinizar o rúmen, uma dieta balanceada e o monitoramento regular da saúde digestiva do rebanho.
5. Quais são as medidas nutricionais recomendadas para otimizar a saúde digestiva das vacas leiteiras?
Recomenda-se o uso de hidroximinerais, que apresentam alta estabilidade e biodisponibilidade, para preservar a integridade intestinal dos animais e auxiliar na adaptação da microbiota. Além disso, a introdução de silagens de grãos úmidos ou reidratados após o período de transição também é recomendada para minimizar os riscos de acidose.
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Durante o período de transição, caracterizado como os 21 dias anteriores ao parto até os 21 dias seguintes, ocorrem mudanças cruciais, que definem o desempenho e a lucratividade da vaca e do produtor, respectivamente. “Este é o momento em que as fêmeas passam por grandes alterações metabólicas e fisiológicas, naturais na transição para o período de lactação. Garantir uma boa adaptação do sistema digestivo das vacas é fundamental, pois qualquer falha nesse processo pode comprometer a absorção de nutrientes, além de gerar um quadro inflamatório, abrindo oportunidade para o aparecimento de doenças no rebanho”, alerta Tarciso Villela, coordenador técnico da Trouw Nutrition.
Na fase pré-parto, a dieta dos animais é composta predominantemente por volumoso e, com o início da lactação, passa a conter maior proporção de alimentos concentrados, com maior potencial de fermentação. Porém, a microbiota responsável pela digestão dos alimentos e as papilas ruminais, responsáveis pela absorção dos ácidos graxos voláteis, não conseguem se adaptar rapidamente a essa mudança, o que pode aumentar a incidência de acidose ruminal e/ou intestinal.
“Durante o período de adaptação à nova dieta, o rúmen ainda está despreparado para receber maior quantidade de material potencialmente fermentável, resultando em acidose ruminal clínica ou subclínica. A situação em questão também pode resultar no escape indesejável de grãos fermentáveis do rúmen para o intestino, o que pode levar o animal a sofrer de acidose intestinal. Portanto, ambos podem acontecer simultaneamente, apresentando sintomas diferentes, como fezes moles, espumosas e cheias de muco. É importante lembrar que essa acidose no intestino o torna muito sensível à acidificação, pois o órgão é formado por apenas uma camada de células”, detalha Villela.
O especialista alerta que a função protetora do epitélio gastrointestinal pode ficar comprometida, levando ao fenômeno conhecido como síndrome do intestino permeável. “Essa disfunção ocorre quando as junções entre as células do revestimento intestinal (mucosa intestinal) ficam mais permeáveis que o normal, permitindo que bactérias e toxinas passem da luz intestinal para a corrente sanguínea. Com isso, pode haver um acionamento do sistema imunológico devido ao quadro inflamatório, com alto gasto energético para a vaca – causando prejuízos à saúde e ao desempenho do animal, e consequentemente, à rentabilidade do produtor”, completa.
A acidose intestinal não é a única causa da síndrome do intestino permeável. Estresse e desequilíbrios nutricionais também causam esse problema. Portanto, a prevenção envolve a implementação de práticas de manejo, incluindo uma dieta balanceada e monitoramento regular da saúde digestiva do rebanho. “É importante compreender que a saúde intestinal, a fermentação de carboidratos e as respostas inflamatórias estão interligadas. Portanto, abordagens nutricionais e de manejo otimizam a saúde digestiva e, consequentemente, a produção de leite”, explica a técnica da Trouw Nutrition.
“Recomendamos o uso de aditivos que ajudem a tamponar e alcalinizar o rúmen, e que a introdução de silagens de grãos úmidos ou reidratados seja feita após o período de transição, para que os riscos de acidose sejam minimizados. O uso de hidroximinerais também é altamente recomendado, pois além de apresentarem alta estabilidade e biodisponibilidade, preservam a integridade intestinal dos animais e auxiliam na adaptação da microbiota, otimizando a digestão e o desempenho”, finaliza Tarciso Villela, coordenador técnico da Trouw Nutrition .
