Protocolo 1953: o que significa para a pecuária de corte na Bahia
O Protocolo 1953 é um regime de término da pecuária de corte usado na Bahia para alcançar carcaças mais uniformes. O foco é terminar animais em confinamento por cerca de 110 dias, buscando peso de carcaça por volta de 18 arrobas e alta taxa de aprovação do protocolo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Como funciona
O protocolo privilegia genética adequada, com animais F1 Angus em muitos casos. O manejo começa com o treino de confinamento, assegurando espaço, água, sombra e alimentação controlada. A dieta é balanceada para ganho de músculo e pouca gordura excessiva. O monitoramento semanal de peso ajuda a ajustar a ração. A qualidade de carcaça é visada desde o início, com foco na uniformidade entre os lotes e no acabamento final.
Benefícios esperados
- Carcaça mais uniforme e previsível
- Melhoria na eficiência de ganho de peso
- Potencial de melhor preço por arroba devido a acabamento superior
- Maior confiabilidade nos lotes de venda
- Redução de variação entre animais
Requisitos práticos para implementação
- Instalações de confinamento adequadas (espaço suficiente, piso limpo, boa ventilação)
- Plano alimentar balanceado com ração base, proteínas e minerais
- Rotina de manejo incluindo vacinações, vermífagos e manejo de estresse
- Sistema de pesagem e registro de dados
- Equipe treinada para monitorar saúde e bem‑estar
Passos para iniciar
- Selecione o grupo de animais com boa genética, priorizando F1 Angus quando possível
- Projete 110 dias de confinamento e o cronograma de etapas
- Monte a ração e os suplementos necessários para cada fase
- Instale balanças de pesagem e fichas de controle
- Treine a equipe e mantenha registros de peso, consumo e saúde
Riscos e mitigação
- Estresse do confinamento: ofereça abrigo, água fresca e manejo suave
- Problemas respiratórios: vacinação, higiene e ventilação adequadas
- Flutuações de preço: acompanhe o custo da ração e planeje venda de animais prontos
- Custos operacionais: avalie o ROI com base no ganho de peso e na qualidade da carcaça
Com planejamento cuidadoso, o Protocolo 1953 pode aumentar a lucratividade sem colocar em risco a saúde do rebanho. A chave é alinhar genética, alimentação e manejo ao objetivo de carcaça de qualidade.
Captar West Bahia Farm: genética e manejo que entregam novilhas de qualidade
Na Captar West Bahia Farm, a genética certa transforma o potencial de cada novilha. Aqui, priorizamos novilhas F1 Angus quando possível, buscando musculatura equilibrada e robustez tropical.
Seleção genética
Optamos por linhas maternas com fertilidade alta e vigor na desmama. Também buscamos ganho de peso estável para manter lotes uniformes.
- Maternas com boa lactação
- Conformação de carcaça equilibrada
- Genética adaptada ao clima baiano
Manejo e alimentação
Mantenha uma rotina simples, porém eficaz. A ração base oferece proteína suficiente para ganho de peso sem exceder gordura indesejada. Água limpa, sombra e conforto térmico reduzem o estresse dos animais.
Resultados práticos
Novilhas com acabamento uniforme, melhor conversão de ração e maior consistência entre lotes.
Como replicar no seu rebanho
- Avalie a base genética atual e identifique lacunas.
- Defina metas de peso e tempo de terminação para o seu rebanho.
- Implemente um plano de alimentação e manejo, com registros simples.
- Faça pilotos com lotes pequenos antes de ampliar.
Com integração entre genética, manejo e ambiente, Captar West Bahia Farm entrega novilhas de qualidade.
O peso de carcaça: 18,4 arrobas como referência de acabamento
O peso de carcaça de 18,4 arrobas é uma referência prática para o acabamento na terminação dos animais. Cada arroba representa 15 kg, então 18,4 arrobas equivalem a cerca de 276 kg de carcaça pronta. Esse peso busca equilíbrio entre ganho de músculo e gordura, para gerar carcaças competitivas.
Como chegar nesse peso
É preciso combinar genética, alimentação, tempo de confinamento e manejo diário. Em muitas propriedades, novilhas F1 Angus ajudam a alcançar acabamento estável. Um confinamento de aproximadamente 110 dias costuma ser o caminho para esse objetivo, sempre ajustando conforme o desempenho do lote.
A dieta deve ser balanceada, com proteína adequada e fontes de energia suficientes. Água limpa, sombra e conforto térmico reduzem o estresse e melhoram o ganho de peso. O monitoramento de peso semanal orienta os ajustes na ração e evita surpresas no final.
Gestão prática para o acabamento
- Defina metas claras de peso e de tempo de terminação para o rebanho.
- Ajuste a ração com base no ganho de peso real, não apenas no criado.
- Registre peso, consumo e saúde de cada lote para detectar desvios.
- Faça pilotos em pequenos grupos antes de ampliar o manejo.
Cuidados com a carcaça e o preço
Um acabamento adequado evita gordura excessiva que desvaloriza a carcaça. Marmoreio moderado e boa gordura de cobertura melhoram o preço por arroba. A qualidade da carcaça influencia o retorno financeiro tanto quanto o peso.
Relação peso x preço
Pesos mais altos tendem a vender por mais arrobas, mas a carne precisa estar bem distribuída. O objetivo é somar peso com qualidade, não apenas mais volume.
Com planejamento, genética alinhada e manejo atento, chegar a 18,4 arrobas de acabamento é realista para o sistema de terminação descrito.
Confinamento de 110 dias e 90% de aprovação no protocolo
Confinar por 110 dias é a base do Protocolo 1953, criado para terminar animais com acabamento uniforme. Essa estratégia busca carcaças estáveis e alta uniformidade entre os lotes. A meta prática é alcançar 90% de aprovação dos lotes no protocolo.
Como chegar aos 110 dias
O caminho envolve genética adequada, manejo disciplinado e alimentação balanceada. Use novilhas F1 Angus quando possível para melhorar o acabamento. Defina um cronograma com fases: adaptação, ganho de peso e acabamento. Um confinamento de 110 dias funciona melhor quando ajustado conforme o desempenho do grupo.
Nutrição e manejo
Uma ração balanceada atende proteína e energia sem exceder gordura indesejada. Água limpa, sombra e conforto térmico reduzem o estresse e ajudam no ganho de peso. Monitore o peso semanal para ajustar a ração com precisão. Registre consumo, peso e saúde de cada lote para detectar desvios rapidamente.
Monitore para manter 90% de aprovação
Para manter a taxa alta, siga o plano e avalie cada lote com critério. Use registros simples de peso, consumo e estado de saúde para decisões rápidas.
Riscos e mitigação
- Custos operacionais elevados: planeje o ROI com base no ganho de peso e na qualidade da carcaça.
- Estresse do confinamento: ofereça abrigo, água fresca e manejo suave.
- Variabilidade climática: ajuste alimentação e ventilação para dias quentes.
- Doenças ou deficiência: mantenha vacinação em dia e monitoramento médico veterinário.
Com disciplina e integração entre genética, alimentação e manejo, o Protocolo 1953 pode entregar carcaças de alta qualidade e lucratividade estável.
Impactos para o segmento Angus no Brasil e expectativas futuras
O Angus no Brasil está moldando o mercado de carne com acabamento superior. A demanda por cortes macios e carcaças homogêneas impulsiona o segmento. Frigoríficos buscam consistência entre lotes e previsibilidade de peso, o que favorece o crescimento do rebanho Angus no país.
Mercado e demanda
A valorização das carcaças Angus vem de uma carne de textura uniforme e boa maciez. Consumidores e varejo reconhecem esse diferencial, elevando o preço por arroba e a margem para produtores com manejo adequado. A gestão de marca e certificações de qualidade ganham importância na conquista de mercados premium.
Genética, desempenho e adaptação
A genética Angus de qualidade melhora ganho de peso, conformação da carcaça e fertilidade. No Brasil, combina-se Angus com práticas de manejo locais para suportar variações climáticas. Novilhas F1 Angus costumam oferecer acabamento estável e bom desempenho reprodutivo, facilitando a seleção de touros para próximos cruzamentos.
Eficiência econômica
- Investimento em genética de qualidade eleva a lucratividade por arroba.
- Rotina de registro de peso, ganho de peso e consumo facilita ajustes de manejo.
- Confinamento bem pilotado reduz desperdícios e melhora o ROI.
Exportação e posicionamento internacional
Mercados estrangeiros valorizam a rastreabilidade e a qualidade da carne Angus brasileira. Para manter competitividade, produtores devem investir em certificações, pistas de apresentação e conformidade sanitária, ampliando oportunidades de exportação.
Expectativas futuras
- Expansão do light Angus no Brasil, com ênfase em acabamento uniforme.
- Adoção de cruzamentos estratégicos para combinar adaptabilidade com qualidade de carne.
- Aumento do foco em sustentabilidade, rastreabilidade e bem-estar animal como diferenciais de mercado.
Recomendações práticas para produtores
- Avalie a genética atual e busque linhas que priorizem acabamento e fertilidade.
- Implemente um sistema simples de registro de peso, consumo e saúde por lote.
- Priorize manejo nutricional para alcançar acabamento de forma estável.
- Busque parcerias com criatórios de referência e programas de certificação.
- Monitore tendências de preço e demanda para planejar investimentos com ROI claro.
Com enfoque em genética de qualidade, manejo eficiente e rastreabilidade, o segmento Angus no Brasil projeta crescimento sólido e oportunidades cada vez maiores.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
