O que é adubo de cobertura
Adubo de cobertura é a prática de aplicar fertilizantes após o plantio para complementar a nutrição da cultura durante o crescimento. Ele ajuda a manter o desenvolvimento uniforme, aumenta a produção e reduz deficiências de nutrientes.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Quando usar
Use quando o solo, apesar do preparo, não fornece nutrientes suficientes para a planta durante o ciclo. É comum em culturas como milho, soja e pastagens. Solos com baixa reserva de nitrogênio, fósforo ou potássio também se beneficiam. Se a análise de solo mostra deficiência, planeje adubação de cobertura conforme a necessidade da lavoura.
Quais nutrientes aplicar
O nitrogênio (N) é o nutriente mais comum em adubos de cobertura. Podem entrar fontes como ureia ou nitrato de amônio. Fósforo (P) e potássio (K) também são usados conforme exigência da cultura e do solo. Micronutrientes podem ser incluídos conforme orientação técnica.
Como aplicar
- Planeje a aplicação para não estressar a planta.
- Utilize doses ajustadas pela análise de solo e pela fase de desenvolvimento da cultura.
- Concentre parte do nitrogênio próximo às linhas de plantio quando apropriado, evitando perdas por volatilização.
- Intercale a aplicação com chuva ou irrigação para facilitar a incorporação ao solo.
Boas práticas
- Faça a análise de solo antes de adubar para ajustar as doses.
- Divida a aplicação em parcelas, reduzindo perdas.
- Calibre bem o equipamento para distribuição uniforme.
- Evite adubar plantas estressadas ou em condições de seca extrema.
Benefícios e sustentabilidade
Quando bem planejada, a adubação de cobertura aumenta a eficiência do uso de nutrientes, ajuda a manter a fertilidade do solo a longo prazo e reduz impactos ambientais. Combine com manejo de irrigação, rotação de culturas e proteção de solo para melhores resultados.
Riscos para o gado após a aplicação
Riscos para o gado após a aplicação aparecem quando o gado consome forragem tratada ou entra no campo antes do tempo indicado pelo rótulo.
Principais riscos
Resíduos de agroquímicos na pastagem e no feno podem causar intoxicação. Ingestão pode provocar diarreia, saliva excessiva, fraqueza, tremores e queda de produção. A inalação de vapores ou deriva de aplicação também irrita pulmões e olhos, causando tosse ou queda de ganho de peso. Em casos graves, pode ocorrer aborto ou morte. Fatores como temperatura, umidade, modo de aplicação e tipo de produto influenciam o risco.
Como prevenir
- Respeite o intervalo de reentrada indicado no rótulo antes que o gado entre no campo.
- Evite pastejo logo após a aplicação, principalmente em dias úmidos ou ventos fortes.
- Instale barreiras temporárias e sinalização nas áreas tratadas.
- Ofereça pastagens não tratadas ou feno seguro durante o período de espera.
- Lave ou troque o equipamento para evitar resíduos na forragem.
- Monitore o crescimento da planta e siga as orientações técnicas.
- Consulte agrônomo ou veterinário para orientação específica da sua lavoura.
Sinais de intoxicação e ação imediata
Se notar sinais como saliva excessiva, tremores, fraqueza ou recusa de alimento, retire o animal e procure um veterinário. Isole-o, ofereça água fresca e remova qualquer forragem contaminada. Não tente tratar o problema sozinho.
Boas práticas de manejo
- Reserve pastagens tratadas para períodos sem pastejo ou utilize rotação de áreas.
- Evite aplicações quando houver pasto verde próximo do gado.
- Use barreiras físicas, registre as aplicações e o intervalo de reentrada com precisão.
Períodos de segurança e reentrada
Períodos de segurança e reentrada definem o tempo mínimo para entrar na área tratada após a aplicação, protegendo o gado e a equipe.
O que é o intervalo de reentrada (REI)?
O REI, ou intervalo de reentrada, é o tempo de espera entre a aplicação e a entrada no campo. Ele vem no rótulo do produto e varia com a substância, a dose e o método de aplicação. Condições como calor, vento e chuva também afetam o risco.
Como identificar o período de segurança
- Leia o rótulo e procure pelo REI, que pode aparecer em horas ou dias.
- Considere a área tratada; diferentes atividades podem ter REI diferentes.
- Verifique as condições climáticas, pois chuva e vento alteram a presença de resíduos.
- Avalie se há gado sensível no momento, como gestantes ou bezerros recém-nascidos.
- Planeje o retorno apenas quando todas as áreas tratadas tiverem terminado o REI.
Boas práticas para proteger o gado e a equipe
- Impeça pastejo na área tratada durante o REI; use cercas e sinalização.
- Guarde forragem de áreas tratadas até o término do REI para evitar contaminação.
- Treine a equipe para seguir o rótulo e registrar o tempo de reentrada.
- Verifique equipamentos para evitar resíduos nas ferramentas usadas na alimentação.
- Documente os intervalos de reentrada por lote para auditorias de segurança.
Quando a reentrada antecipada é necessária
Se não houver alternativa, minimize riscos: use EPI (equipamento de proteção individual), entre sob supervisão e evite manusear forragem da área tratada. Consulte o agrônomo ou veterinário para orientação específica. Não alimente o gado com forragem proveniente de áreas ainda no REI.
Boas práticas de manejo
Boas práticas de manejo são o coração de uma lavoura eficiente. Elas reduzem custos, elevam a produtividade e ajudam a proteger o solo, a água e quem trabalha na fazenda.
Planejamento e organização
Deixe tudo por escrito. Mapas das áreas, cronogramas de manejo e metas de produção ajudam a manter o foco. Registre atividades simples, como plantio, adubação e colheita. A organização evita retrabalho e aumenta a precisão.
Gestão de insumos
- Armazene defensivos, fertilizantes e sementes em locais secos e protegidos.
- Rotule cada item com data de validade e lote para rastreabilidade.
- Calibre equipamentos de aplicação para evitar perdas e garantir distribuição uniforme.
Conservação do solo e água
Pratique rotação de culturas e uso de cobertura de solo sempre que possível. Esofrem as perdas de umidade com manejo adequado da água. Evite revolver o solo em excesso após chuvas pesadas para não destruir estruturas úteis.
Segurança e bem-estar
- Treine a equipe no uso de EPIs e procedimentos de emergência.
- Tenha kits de primeiros socorros à mão e acessíveis.
- Defina áreas seguras para manejo de animais e água disponível em todos os piquetes.
Monitoramento e melhoria contínua
Faça vistorias periódicas e use indicadores simples, como consumo de insumos por hectare, produtividade por área e eficiência hídrica. Use esses dados para ajustar as práticas e evoluir o sistema.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
