Acordo Mercosul-EFTA pode impulsionar o agronegócio brasileiro, diz CNA

Acordo Mercosul-EFTA pode impulsionar o agronegócio brasileiro, diz CNA

O que é o acordo Mercosul-EFTA e por que importa para o Brasil

Mercosul-EFTA é um acordo que pode ampliar o mercado para o seu agronegócio. Ele busca reduzir tarifas e simplificar regras para exportar para países da Europa, mantendo padrões de qualidade e segurança que o produtor já utiliza no dia a dia.

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Quem está envolvido? o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e a EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). O objetivo é aumentar o comércio entre os dois lados com menos barreiras, estimulando investimentos e inovação no campo.

Como funciona na prática

  • Tarifas: muitas linhas de produtos agro vão para tarifas menores ou zero, o que pode tornar seus produtos mais competitivos na Europa.
  • Regras de origem: para aproveitar os benefícios, o produto precisa demonstrar que é produzido localmente, com etapas de transformação no Brasil ou nos países do Mercosul.
  • Procedimentos fitossanitários: o acordo prevê simplificações e alinhamento de padrões, mantendo a saúde das plantas e a sanidade animal.
  • Investimentos e inovação: o acordo incentiva tecnologia, rastreabilidade e melhorias logísticas que ajudam a cumprir requisitos de compradores estrangeiros.
  • Como se preparar: compreender quais produtos têm maior acesso imediato, ajustar embalagens, certificações e documentação de exportação.

Impactos práticos para o Brasil

  • Maior abertura de mercados europeus para soja, carne, laticínios, frutas e derivados.
  • Redução de custos logísticos e de conformidade para quem já vende para o exterior.
  • Estímulo a investimentos em tecnologia de produção, rastreabilidade e qualidade, beneficiando produtores de médio e pequeno porte.
  • Aumento da competição externa, o que pode exigir melhorias contínuas na eficiência e na conformidade sanitária.

O que o produtor pode fazer agora

  • Identificar seus itens com maior potencial de acesso europeu e mapear tarifas futuras.
  • Investir em certificações de qualidade, rastreabilidade e sanidade que facilitem a entrada em mercados exigentes.
  • Participar de associações setoriais para ficar atento a regras de origem e aos prazos de implementação.
  • Manter uma agenda de monitoramento de novidades regulatórias e de acordo com o setor. A comunicação com agentes de comércio exterior pode acelerar o aproveitamento das oportunidades.

Em resumo, o Mercosul-EFTA representa oportunidades reais para quem produz com qualidade e está preparado para atender padrões internacionais. O desafio é começar agora a alinhar processos internos e estratégias de venda para aproveitar os benefícios quando as tarifas caírem.

Produtos com maior potencial de acesso e valorização

No cenário Mercosul-EFTA, produtos com maior potencial de acesso representam a rota mais rápida para ampliar negócios na Europa. Soja, carne, laticínios e frutas tropicais aparecem como prioridade, alinhando qualidade, rastreabilidade e custos competitivos.

Essa priorização se baseia em demanda estável, padrões de qualidade exigidos e a possibilidade de ganhos por meio de tarifas reduzidas e regras de origem simples. A preparação adequada pode transformar esforço em ganho real na próxima safra de exportação.

Produtos com maior potencial de acesso

  1. Soja e derivados: demanda europeia por grãos, farelo e óleo é longa, com margens melhores quando a qualidade é certificada.
  2. Carne e derivados: cortes selecionados e carne processada ganham espaço com rastreabilidade e bem‑estar animal bem documentados.
  3. Laticínios: leite em pó, queijos e derivados têm boa aceitação desde que haja higiene, rastreabilidade e origem clara.
  4. Frutas tropicais e sucos: mangas, laranjas e sucos prontos se beneficiam de embalagens adequadas e conformidade sanitária.

Por que esses produtos se destacam

  • Mercados europeus valorizam qualidade, rastreabilidade e conformidade sanitária. Esses elementos reduzem barreiras comerciais.
  • A demanda por produção com origem local e práticas sustentáveis aumenta a competitividade.
  • Há potencial para cadeia de valor com processamento, marca e informação de origem confiável.
  • Regras de origem determinam se o benefício de tarifa zero chega ao produtor. Entender os critérios evita perdas.

Como se preparar para aproveitar o acesso

  • Identifique itens com maior probabilidade de acesso europeu e elabore um mapa de compradores.
  • Invista em certificações de qualidade, rastreabilidade e sanidade para facilitar a entrada no mercado.
  • Fortaleça a embalagem e a documentação de exportação, incluindo certificados de origem e inspeção sanitária.
  • Participe de associações setoriais para acompanhar regras de origem, prazos e atualizações regulatórias.

Casos práticos e próximos passos

  • Crie um plano de melhoria de qualidade para os itens prioritários, com metas mensuráveis.
  • Implemente rastreabilidade por lote e registre informações de transporte para facilitar auditorias.
  • Negocie com logística que mantenha a integridade do produto durante o transporte até a UE.

Com foco, organização e parcerias estratégicas, os produtos com maior potencial de acesso podem aumentar a rentabilidade e a presença do seu agro na Europa.

Benefícios imediatos: eliminação de tarifas e pre-listing sanitário

Os benefícios imediatos aparecem no caixa logo na prática: tarifas eliminadas reduzem custos de exportação e tornam seus lotes mais competitivos no exterior.

Quando as tarifas somem, você pode vender o mesmo produto por menos custo ou exigir preços melhores, abrindo espaço para lucrar mais com a mesma produção. Além disso, a pre-listing sanitário acelera a liberação das cargas nos mercados importadores, reduzindo atrasos e filas na fronteira.

O que significa eliminação de tarifas

  • Custos menores: menos despesas de exportação por tonelada, o que eleva a margem líquida.
  • Competitividade: produtos brasileiros ganham vantagem frente a concorrentes sem acesso tarifário preferencial.
  • Previsibilidade: contratos com compradores internacionais ficam mais estáveis quando tarifas são estáveis ou zeradas.

Pre-listing sanitário: como funciona

A pre-listing sanitário é a etapa anterior à autorização formal de entrada em mercados estrangeiros. Ela confirma que seus produtos atendem aos padrões de higiene, sanidade animal e fitossanidade exigidos.

Nesse processo, entram documentos como certificados de origem, certificados sanitários e, se aplicável, análises de qualidade. A ideia é antecipar inspeções e certificações para evitar surpresas na importação.

Com a pre-listing bem estruturada, a aprovação de novos lotes acontece mais rápido, reduzindo custos com armazenagem e reduzindo riscos de devoluções.

Como se preparar para aproveitar os benefícios

  • Identifique os itens com maior chance de acesso tarifário zero e quais mercados mais pedem pre-listing.
  • Padronize qualidade: implemente rastreabilidade, certificações de qualidade e de sanidade.
  • Atualize embalagens e rotulagem para atender requisitos de importadores e países-alvo.
  • Documentação em dia: certifique-se de ter origem, inspeção sanitária, certificados de analises e demais documentos solicitados.
  • Conecte-se com associações setoriais e operadores logísticos para acompanhar atualizações regulatórias, prazos e procedimentos.

Benefícios práticos a curto prazo

  • Melhora no fluxo de caixa com margens mais altas.
  • Redução de atrasos na liberação de cargas na exportação.
  • Mais previsibilidade de venda e planejamento logístico.
  • Necessidade menor de capital de giro para períodos de ajuste regulatório.

Com foco, organização e parcerias certas, os benefícios imediatos podem acelerar a atuação do seu negócio externo, trazendo resultados mais rápidos e estáveis.

Caminhos para ratificação, investimentos e inovação no agro

Ratificação, investimentos e inovação vão transformar o agro brasileiro. Entender esses caminhos ajuda você a planejar a próxima safra com mais segurança. Vamos ver como isso funciona na prática para o seu negócio.

Caminhos para a ratificação

A ratificação de acordos internacionais envolve etapas públicas. Primeiro, o texto é assinado pelos chefes de governo. Em seguida, o poder legislativo precisa aprovar o acordo. Por fim, o governo implementa as regras no comércio e na produção. O prazo varia, mas a preparação começa cedo.

Para o produtor, isso significa previsibilidade e acesso a novos mercados. Aseguir, destacam-se as ações que ajudam na adaptação prática.

  1. Mapear impactos: identifique quais produtos têm maior potencial de acesso aos mercados parceiros.
  2. Ajustar conformidade: adequar etiquetas, certificações e documentação às exigências externas.
  3. Participar de entidades: envolva-se com associações que acompanham as mudanças regulatórias.
  4. Monitorar prazos: fique atento aos calendários de implementação para planejar investimentos.

Investimentos para o agro

Investimentos bem direcionados aumentam produtividade e reduzem custos. O ecossistema inclui crédito rural, incentivos fiscais, parcerias público-privadas e financiamento privado para tecnologia.

  • Linhas de crédito para maquinário, armazéns, irrigação e melhoria de infraestrutura.
  • Rastreamento e qualidade com certificados, testes de sanidade e controle de origem que agradam compradores.
  • Parcerias com universidades, incubadoras e empresas de tecnologia para desenvolver soluções locais.
  • Incentivos fiscais e programas de inovação que reduzem o custo de entrada de novas tecnologias.

Inovação no campo

A inovação no campo não é coisa de futuro distante; ela começa hoje. Técnicas simples, como manejo de dados, já impactam a produtividade. NDVI, por exemplo, é um índice que mostra a saúde das plantas usando imagens de satélite ou drone.

Outras inovações úteis incluem sensores de solo, irrigação inteligente, e softwares de gestão de fazenda. Eles ajudam a reduzir desperdícios, confirmar a qualidade do produto e melhorar a rastreabilidade.

  • Monitoramento remoto para detectar estresse de plantas e ajustar a irrigação.
  • Automação leve como sistemas simples de irrigação controlados por app.
  • Rastreabilidade total desde a fazenda até o comprador.
  • Parcerias de inovação com universidades e startups locais para adaptar tecnologias à realidade da sua região.

Como se preparar na prática

  • Identifique itens com maior potencial de melhoria e alinhe com compradores internacionais.
  • Invista em certificações de qualidade, rastreabilidade e sanidade para facilitar a entrada em mercados exigentes.
  • Crie pilotos de inovação em áreas-chave da fazenda e avalie resultados com dados reais.
  • Conecte-se a redes setoriais para acompanhar mudanças regulatórias e oportunidades de financiamento.

Ao articular ratificação, investimentos e inovação, o produtor ganha vantagem competitiva, maior previsibilidade de receitas e portas abertas para novos mercados. Ação planejada, parcerias estratégicas e uso inteligente de dados são a base desse avanço.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.