A crise da Elisa Agro e a necessidade de recuperação judicial
A Justiça de Goiás, por meio da Comarca de Aruanã, aceitou nesta quarta-feira (7/2) o pedido de recuperação judicial da Elisa Agro, uma das maiores empresas de agricultura irrigada do país. A companhia soma dívidas de R$ 680 milhões, sendo R$ 327 milhões com detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), papéis que emitiu para financiar sua expansão.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Impactos da pandemia e a escolha difícil da recuperação judicial
Em 2020 e 2021 a empresa concentrou grande parte de seus esforços para ampliar a área instalada com pivôs de irrigação. Como a pandemia desorganizou a logística do comércio global, a chegada de muitos dos equipamentos atrasou. “Entrar com o pedido de recuperação judicial foi uma escolha difícil, mas necessária para preservar a companhia e os empregos”, disse à reportagem Fabrício Mitre, principal executivo da Elisa Agro.
Medidas tomadas e futuros planos da empresa
A Elia Agro possui mais de 13 mil hectares de área de plantio, entre fazendas arrendadas e próprias, além de 7,2 mil hectares de área irrigada em operação, com 76 pivôs instalados e 180 colaboradores diretos. Concentra suas atividades na região do Vale do Araguaia, no nordeste de Goiás. Adepta da agricultura regenerativa, instala lavouras em áreas de pastagem degradada, nas quais cultiva algodão, feijão, milho, e, principalmente, soja.
Repercussões no mercado e mudanças na estrutura de capital
Os controladores haviam dado ações da Mitre como garantia para empréstimos que a Elisa tomou, e, agora, a família fez acordo com os bancos credores para desvincular as ações da incorporadora. O movimento exigiu a negociação de uma fatia dos papéis da empresa do segmento imobiliário, mas, de acordo com o executivo, assegurou a segregação completa dos dois negócios.
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Expansão da Elisa Agro
A Elisa Agro, nos anos de 2020 e 2021, concentrou seus esforços na ampliação da área instalada com pivôs de irrigação, visando expandir suas operações no mercado de agricultura irrigada. No entanto, a pandemia impactou a logística do comércio global, resultando em atrasos na chegada de equipamentos necessários para essa expansão.
Escolha difícil: recuperação judicial
Diante do cenário de dificuldades financeiras, a empresa tomou a difícil, porém necessária, decisão de entrar com o pedido de recuperação judicial. O principal executivo da Elisa Agro, Fabrício Mitre, ressaltou que essa medida foi essencial para preservar a companhia e os empregos, mas também indicou que a empresa está avaliando ofertas para vender seu controle, dando início a um processo de reorganização dos débitos.
Diversificação de atividades e negociações
Com mais de 13 mil hectares de área de plantio e fazendas próprias e arrendadas, a Elisa Agro se destaca na agricultura regenerativa, cultivando algodão, feijão, milho e soja. Além disso, a empresa pertence à família que também controla a Mitre, incorporadora de São Paulo, e recentemente vendeu parte do capital da incorporadora, como parte dos ajustes necessários em sua estrutura de capital.
Desvinculação de negócios
Os controladores da Elisa Agro fizeram acordos com os bancos credores para desvincular as ações da Mitre, que haviam sido dadas como garantia para empréstimos da empresa. Esse movimento exigiu a negociação de uma fatia dos papéis da empresa do setor imobiliário, mas assegurou a segregação completa dos dois negócios, garantindo maior estabilidade para a Elisa Agro durante seu processo de recuperação judicial.
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Desafios da Recuperação Judicial
A recuperação judicial da Elisa Agro traz à tona os desafios enfrentados por grandes empresas do setor agrícola. O acúmulo de dívidas, as dificuldades logísticas, e a necessidade de reorganização financeira são questões complexas que exigem soluções cuidadosas e estratégicas.
Importância da Preservação de Empregos e Ativos
A decisão de entrar com o pedido de recuperação judicial foi motivada pela necessidade de preservar a companhia e os empregos. A Elisa Agro, assim como muitas outras empresas, enfrenta um momento crítico, e a reorganização dos débitos é crucial para evitar impactos negativos ainda maiores.
Perspectivas para o Futuro da Elisa Agro
A empresa tem avaliado ofertas para vender seu controle, o que mostra que há um olhar atento para o futuro e a busca por saídas que possam garantir a continuidade das operações. A Elisa Agro possui potencial e recursos valiosos, e a recuperação judicial é uma oportunidade de reestruturação e fortalecimento.
Conclusão
A recuperação judicial da Elisa Agro reflete a complexidade e os desafios enfrentados por empresas do setor agrícola. A preservação de empregos e ativos, aliada às perspectivas para o futuro da companhia, mostram a importância de estratégias bem planejadas e a busca por soluções que possam garantir a sustentabilidade e o crescimento do negócio.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
Recuperação Judicial da Elisa Agro: O Que Você Precisa Saber
A Justiça de Goiás, por meio da Comarca de Aruanã, aceitou nesta quarta-feira (7/2) o pedido de recuperação judicial da Elisa Agro, uma das maiores empresas de agricultura irrigada do país. A companhia soma dívidas de R$ 680 milhões, sendo R$ 327 milhões com detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), papéis que emitiu para financiar sua expansão.
FAQs sobre a Recuperação Judicial da Elisa Agro
1. O que é recuperação judicial?
Recuperação judicial é um processo legal pelo qual uma empresa em dificuldades financeiras busca reorganizar suas dívidas e atividades, com o objetivo de evitar a falência.
2. Como a pandemia afetou a Elisa Agro?
A pandemia desorganizou a logística do comércio global, atrasando a chegada de equipamentos importantes para o crescimento da empresa.
3. Qual é o impacto da recuperação judicial na empresa e seus colaboradores?
O processo de recuperação judicial pode ajudar a preservar a empresa e seus empregos, fornecendo uma estrutura legal para reorganizar as dívidas e atividades da empresa.
4. A Elisa Agro está considerando a venda de seu controle?
Sim, a empresa está avaliando ofertas para vender seu controle como parte do processo de recuperação judicial.
5. Quais são as atividades e a área de atuação da Elisa Agro?
A Elisa Agro concentra suas atividades na região do Vale do Araguaia, no nordeste de Goiás, e cultiva algodão, feijão, milho e soja em áreas de pastagem degradada.
Em 2020 e 2021, a empresa concentrou esforços para ampliar a área instalada com pivôs de irrigação, mas enfrentou desafios devido à pandemia. Entrar com o pedido de recuperação judicial foi uma escolha difícil, mas necessária para preservar a companhia e seus empregos”, disse à reportagem Fabrício Mitre, principal executivo da Elisa Agro. A empresa está também avaliando ofertas para vender seu controle, como parte do processo de reestruturação de dívidas. A companhia pertence à mesma família que controla a Mitre, incorporadora de São Paulo, e está tomando medidas para ajustar sua estrutura de capital e separar completamente seus negócios de agronegócio e imobiliário.
As notícias sobre a Elisa Agro e sua recuperação judicial continuam a se desenrolar, então fique atento para mais atualizações sobre o assunto.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
A Justiça de Goiás, por meio da Comarca de Aruanã, aceitou nesta quarta-feira (7/2) o pedido de recuperação judicial da Elisa Agro, uma das maiores empresas de agricultura irrigada do país. A companhia soma dívidas de R$ 680 milhões, sendo R$ 327 milhões com detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), papéis que emitiu para financiar sua expansão.
Meia mais sobre as empresas do agro
Em 2020 e 2021 a empresa concentrou grande parte de seus esforços para ampliar a área instalada com pivôs de irrigação. Como a pandemia desorganizou a logística do comércio global, a chegada de muitos dos equipamentos atrasou.
“Entrar com o pedido de recuperação judicial foi uma escolha difícil, mas necessária para preservar a companhia e os empregos”, disse à reportagem Fabrício Mitre, principal executivo da Elisa Agro. Em um processo que correrá em paralelo com a reorganização dos débitos, a empresa tem avaliado ofertas para vender seu controle.
A Elia Agro possui mais de 13 mil hectares de área de plantio, entre fazendas arrendadas e próprias, além de 7,2 mil hectares de área irrigada em operação, com 76 pivôs instalados e 180 colaboradores diretos. Concentra suas atividades na região do Vale do Araguaia, no nordeste de Goiás. Adepta da agricultura regenerativa, instala lavouras em áreas de pastagem degradada, nas quais cultiva algodão, feijão, milho, e, principalmente, soja.
A companhia pertence à família que também controla a Mitre, incorporadora de São Paulo especializada no mercado de imóveis de alto padrão. Em janeiro, como parte dos ajustes necessários na estrutura de capital da Elisa, a família vendeu quase 10% do capital da incorporadora.
Os controladores haviam dado ações da Mitre como garantia para empréstimos que a Elisa tomou, e, agora, a família fez acordo com os bancos credores para desvincular as ações da incorporadora. O movimento exigiu a negociação de uma fatia dos papéis da empresa do segmento imobiliário, mas, de acordo com o executivo, assegurou a segregação completa dos dois negócios.
