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Boa leitura!
Deseja se manter atualizado sobre o agronegócio brasileiro e receber as últimas notícias do setor em primeira mão? Então você está no lugar certo! Neste artigo, vamos abordar um estudo realizado pela Embrapa que revela uma interessante descoberta capaz de aumentar o peso dos animais no pasto em 60% e reduzir o tempo de abate em 30%.
O estudo, publicado recentemente na revista Ciência da Grama e Forragem, traz informações valiosas sobre a combinação do capim marandu com a leguminosa forrageira desmodium. De acordo com o pesquisador da Embrapa Agrobiologia, Robert Boddey, a introdução das leguminosas nos pastos teve um impacto equivalente à aplicação de 150 quilos de fertilizante nitrogenado por hectare por ano. Essa descoberta mostra que é possível melhorar a produtividade dos animais no campo sem utilizar grandes quantidades de fertilizantes químicos.
Além disso, o estudo também aponta que o uso do desmodium pode reduzir as emissões de metano entérico, ou seja, o arroto do animal, em até 60 quilos por ano. Essa redução é bastante significativa se considerarmos o impacto ambiental causado por essa emissão de gases de efeito estufa. O desmodium também contribui para a diminuição das emissões de óxido nitroso, que é o gás de efeito estufa mais potente. Cada quilograma de nitrogênio aplicado no campo emite óxido nitroso equivalente a pelo menos quatro quilogramas de CO2. Portanto, o uso do desmodium não apenas beneficia a produtividade do pasto, mas também o meio ambiente.
Outro ponto importante destacado pelos pesquisadores é que o uso das leguminosas em pastagens não é uma opção amplamente adotada pelos criadores devido ao custo das sementes e à baixa persistência das espécies. No entanto, o desmodium se destaca nesse aspecto, pois sua capacidade de reprodução a partir de estolões permite que ele seja mantido no pasto por mais de nove anos sem a necessidade de renovação. Esse fator contribui para a redução dos custos e do trabalho para os produtores.
Os resultados desse estudo podem revolucionar a forma como as pastagens são manejadas no Brasil. Além de melhorar a produtividade dos animais, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e economizar nos gastos com fertilizantes, o uso do desmodium torna as pastagens mais sustentáveis e menos dependentes de insumos químicos.
Diante de tantas vantagens, é importante que mais produtores adotem esse sistema em suas propriedades. Para isso, é necessário disseminar informações sobre os benefícios do desmodium e mostrar como ele pode melhorar a produtividade e reduzir os impactos ambientais. A Embrapa tem um papel fundamental nesse processo, promovendo pesquisas e divulgando os resultados obtidos para auxiliar os produtores a tomarem decisões mais sustentáveis.
Portanto, se você tem interesse em acompanhar as novidades do agronegócio brasileiro e ficar por dentro das tecnologias que podem beneficiar o setor, não deixe de nos seguir e receber em primeira mão as principais notícias do campo. Compartilhe esse artigo com outros produtores e contribua para a disseminação dessas informações tão importantes para o desenvolvimento do setor. Juntos, podemos tornar o agronegócio brasileiro cada vez mais sustentável e produtivo.
Perguntas com respostas:
1. Quais são os benefícios do uso combinado de capim marandu e desmodium para os animais no pasto?
R: O uso combinado de capim marandu e desmodium aumenta em até 60% o peso dos animais no pasto e reduz o tempo de abate em 30%.
2. Reduzir o tempo de abate dos animais também traz que benefício?
R: Além de reduzir o tempo de abate, essa prática também contribui para a diminuição das emissões de metano entérico (arroto de touro) na atmosfera.
3. Como o uso do desmodium na pastagem contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa?
R: O desmodium reduz as emissões de metano entérico e óxido nitroso, dois gases de efeito estufa bastante prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, seu uso também possibilita a redução do uso de fertilizantes nitrogenados, o que ajuda a diminuir as emissões de CO2 fóssil resultante da fabricação, transporte e aplicação no campo.
4. Por que o uso de leguminosas em pastagens ainda é limitado no Brasil?
R: O uso de leguminosas em pastagens é limitado devido ao custo das sementes e à baixa persistência das espécies. No entanto, o desmodium se destaca por sua capacidade de reprodução a partir de estolões, o que permite que ele seja mantido no pasto por mais de nove anos sem a necessidade de renovação.
5. Quais são os próximos passos após o estudo realizado pela Embrapa?
R: Os pesquisadores estão realizando estudos de emissões de gases de efeito estufa em campo e em laboratórios, avaliando os impactos do uso do desmodium na digestão dos animais. Os resultados preliminares mostram que a redução das emissões de metano pode ser superior a 10%. A pesquisa continuará buscando formas de incorporar nitrogênio ao sistema, reduzir as emissões de gases e tornar as pastagens brasileiras mais produtivas.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
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Estudo realizado pela Embrapa revela que o uso combinado do capim marandu, com a leguminosa forrageira desmodium aumenta o peso do animal no pasto em 60%. O número corresponde a uma comparação com uma pastagem sem uso de nitrogênio.
“A introdução de leguminosas teve o mesmo impacto que a aplicação de 150 quilos de fertilizante nitrogenado por hectare por ano na pastagem“, Explicar Robert Bodeypesquisador em Embrapa Agrobiologia (RJ).
Estudar
Publicado recentemente na revista Ciência da Grama e Forragemum dos mais importantes na área de forragicultura, o estudo aponta ainda que o uso de Desmodium ovalifolium pode reduzir o tempo de abate de animais em 30%, o que representa menor custo para o criador.
“Reduzir o tempo de abate também significa menos emissões de metano entérico (arroto de touro) na atmosfera”, acrescenta Boddey. Um animal adulto a pasto emite entre 50 e 60 quilos de metano por ano.
O uso do desmodium na pastagem não só reduz a emissão de metano entérico, mas também de óxido nitroso por permitir a redução do uso de fertilizantes nitrogenados na pastagem. O óxido nitroso é o gás de efeito estufa mais potente. Segundo pesquisas, cada quilograma de nitrogênio aplicado no campo emite óxido nitroso equivalente a pelo menos quatro quilogramas de CO2.
A redução do uso de fertilizantes nitrogenados nas pastagens também possibilita eliminar emissões de CO2 fóssil resultante da fabricação, transporte e aplicação no campo. Estima-se que para cada 100 quilogramas de nitrogênio fertilizante são emitidos 450 quilogramas de CO.2 equivalente.
“Além desse ganho para o meio ambiente, existe a possibilidade de redução de gastos com fertilizantes. Atualmente, isso gira em torno de 300 dólares por hectare de pastagem”, lembra o cientista.
O pesquisador De acordo com Urquiagatambém da Embrapa, destaca que os resultados obtidos com o desmodium são especialmente importantes porque o alto custo dos fertilizantes faz com que as pastagens do país tenham uma adoção limitada de fertilizantes nitrogenados.
“Atualmente, estima-se que menos de 5% das pastagens brasileiras recebam algum tipo de fertilizante nitrogenado”, enfatiza Urquiaga.
Resistência ao uso de leguminosas
A utilização de leguminosas em pastagens não é uma opção amplamente adotada pelos criadores.
“Há resistência dos produtores porque além das sementes serem caras, as espécies utilizadas até agora, principalmente as estilosanas, não apresentam boa persistência associada à braquiária”, explica Boddey. Depois de algum tempo no campo, a leguminosa diminui ou morre, sendo necessária a renovação do pasto, o que significa custo e trabalho.
O pesquisador da Embrapa afirma que com o desmodium isso não acontece e é possível manter a leguminosa no pasto há mais de nove anos.
“Por ser uma planta estolonífera, ou seja, suas raízes ou caules crescem rente ao solo e dão origem a uma nova planta, não é necessário ficar renovando a pastagem”, explica Boddey.
Segundo ele, se as leguminosas que se reproduzem a partir de seus estolões forem manejadas adequadamente na pastagem, elas persistirão na pastagem.
“No caso do desmodium, a solução é trazer o gado quando a altura atingir 30 centímetros e retirar os animais quando a altura média for de 15 centímetros”, recomenda.
Próximos passos
Os cientistas explicam que uma das principais fontes de emissões de gás metano na atmosfera é o “arroto do touro”. Dependendo da dieta do gado, pode ser mais ou menos intensa.
Desmodium, objeto do estudo, Pode auxiliar na digestão e também contribuir para a redução da emissão desse gás.
Alguns estudos de emissões de GEE já estão sendo realizados em campo e em laboratórios.
“Avaliar o animal é bastante complicado, pois também é necessário avaliar o consumo de forragem e o desempenho do animal”, relata Boddey. Por conta disso, os pesquisadores utilizam uma espécie de coletor acoplado ao animal. Ele coleta o gás emitido ao longo de um período de tempo, que é então avaliado em laboratório. Dados preliminares mostram que a redução poderá ser superior a 10%.
A pesquisa
Realizando o estudo durou quatro anos e contou com a participação da Embrapa Agrobiologia, na Estação Experimental de Zootecnia da Comissão Executiva do Plano de Cultivo Cacaueiro (Ceplac), no município de Itabela, sul da Bahia.
Foram comparadas três áreas de pastagem.
Mistura com desmodium e braquiária (capim marandu) sem aplicação de fertilizante nitrogenado.
O outro com monocultivo de braquiária com aplicação de 150 kg de nitrogênio por hectare por ano (pasto adubado),
E, por fim, uma terceira área com monocultivo de braquiária sem adubação nitrogenada.
O uso de desmodium em pastagens nesta região da Mata Atlântica tem sido avaliado desde 2009 pela Embrapa.
Segundo Boddey, o objetivo da pesquisa é verificar a capacidade de incorporar nitrogênio ao sistema, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como tornar as pastagens brasileiras mais produtivas.
“É importante destacar que os resultados obtidos com o desmodium ovalifolium são para esse bioma”, complementa o pesquisador.
