Os principais destaques das visitas à Confina Brasil 2023 em São Paulo e Paraná, pesquisa expedicionária promovida pela Scot Consultoria (Bebedouro, SP), foram dietas bem definidas para engorda de bovinos, uso de tecnologia para identificar o rebanho, produção de carne gourmet com a raça Wagyu, conhecida pelo seu potencial na produção de carne marmorizada, resultando em um produto final com qualidade superior, além de direcionar a proteína produzida para abastecer o próprio supermercado.
De 19 a 23 de junho, profissionais da Confina Brasil, especializada em pecuária, estiveram em nove cidades, onde estão localizados dez sistemas de produção, intensivos ou semi-intensivos.
Bem estar animal – Em visita à Agropecuária Cachoeirinha, em Guarapuava (PR), a zootecnista Jayne Costa, analista de mercado da Scot Consultoria, relatou a adoção de tecnologia na identificação do rebanho para reduzir o estresse e consequentemente gerar conforto ao gado.
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“O rebanho Cachoeirinha, predominantemente Angus, é 100% identificado com etiqueta eletrônica. A equipe reconhece a importância do bem-estar animal para aumentar a produção”.
O gado de reposição, enviado pelos parceiros, também recebe o mesmo padrão de jogo. Em confinamento, também é comum o uso tábua para organização dos lotes, com o objetivo de separar o gado para engorda e entrada na recria.
“Vale ressaltar que o bem-estar animal é um item muito importante para os gestores das propriedades, o que motivou o investimento em um curral antiestresse”informa Jayne.
carne nobre – Os gerentes Paulo e Paula Mendonça, da Estância São Miguel, em Siqueira Campos (PR), trabalham com gado Angus, Braford e Wagyu.
Vinda do Japão, a raça Wagyu possui predisposição genética para o marmoreio da carne, o que a torna uma opção diferenciada no mercado.
Com capacidade estática para dois mil bovinos (principalmente Angus), a Estância São Miguel tem carne de marca própria. Para comercializar um produto de qualidade bem definida, o confinamento aposta na aquisição de animais geneticamente superiores.
Dieta – Localizada em Guarapuava (PR), a Chácara Bela Vista faz parte da CooperAliança, da qual seu proprietário é um dos sócios fundadores. Com um plantel bem dividido entre machos e fêmeas, a alimentação recebe atenção especial, com o uso de ingredientes diferenciados.
“Observamos que a silagem de trigo reduz o rendimento da carcaça da fêmea, porém aumenta o consumo, colaborando com o ganho de peso. Portanto, a dieta inclui 55% de concentrado peletizado produzido pela cooperativa agrária, juntamente com 45% de silagem de trigo. No entanto, os níveis de inclusão na dieta variam de acordo com as categorias”comenta a equipe do Confina Brasil.
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A Bela Vista usa ultrassom de carcaça para fazer a seleção genética de bovinos – a maioria Angus.
O ultrassom é utilizado principalmente na entrada do confinamento e para definir o sêmen que será utilizado nas fêmeas (acasalamento). Além disso, a reposição é feita com rigor para garantir a inclusão de bovinos com qualidade genética superior.
Abastecimento próprio para supermercado – A rede de supermercados Bergamini, com lojas nos bairros Jacanã e Jardim Brasil, na Zona Norte de São Paulo, se abastece com carne produzida na Fazenda Bergamini.
A capacidade estática do confinamento é de 7 mil bovinos, todos da raça Nelore. Ao chegarem ao ponto de abate, os bovinos são levados para o abatedouro próprio da empresa e, posteriormente, os produtos são encaminhados para armazéns na cidade de São Paulo.
“A estrutura do confinamento é excelente. Está muito bem organizado. A propriedade também se destaca pela criação a pasto e engorda intensiva. O foco dos sistemas de produção é a qualidade de seus produtos, para abastecer seus próprios Supermercados Bergamini”destaca Diego Rossin, veterinário e técnico da Confina Brasil.
Fonte: Ascom Confina Brasil
