Preço do boi gordo em algumas regiões tem Maior oferta

Preço do boi gordo em algumas regiões tem Maior oferta
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A maior oferta em algumas regiões do país interfere no preço do boi gordo

O preço do boi gordo vem sofrendo quedas nas últimas semanas em algumas regiões do país, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste. Segundo analistas, a maior oferta de animais terminados nessas áreas, aliada à demanda fraca no mercado interno e à retração das exportações, pressionou as cotações para baixo.

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De acordo com o indicador Esalq/B3, o preço médio do boi gordo no estado de São Paulo caiu 4,6% em abril, fechando a R$ 300,50 por arroba no dia 22. Em Mato Grosso do Sul, a queda foi de 5,2%, com a arroba a R$ 281,00. Em Goiás, o recuo foi de 3,9%, com a arroba a R$ 285,00.

O mercado interno continua difícil devido à queda do poder aquisitivo da população, que substituiu a carne do boi pela do frango, mais em conta. Além disso, as medidas restritivas impostas pela pandemia reduziram o consumo fora do lar, afetando o desempenho do setor de food service.

Já as exportações de carne bovina também apresentaram queda em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana do mês, foram embarcadas 88 mil toneladas de carne bovina in natura, com uma média diária de 6,3 mil toneladas. O volume é 8% menor que o registrado em março e 4% menor que o de abril de 2022.

A expectativa é que o cenário mude nos próximos meses, com a entrada da entressafra do boi e a redução da oferta de animais. Além disso, a demanda externa pode se aquecer com a recuperação da economia mundial e a abertura de novos mercados para a carne brasileira.

Maior oferta de boi gordo em algumas regiões do país afeta o preço

Uma maior oferta de bovinos em algumas regiões do País vem interferindo no preço do boi gordo. No Paraná, a queda foi de 1,5% nos últimos sete dias. Na Bolsa Brasileira (B3), a redução foi maior, chegando a 2,5%.

Este é um dos assuntos tratados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 14 a 21 de abril.

Além da maior disponibilidade de animais para terminação, a proximidade com o inverno pode estar estimulando pecuaristas a venderem os rebanhos, preparando-se para o costumeiro aumento no custo de nutrição nesse período.

O levantamento feito pelos técnicos do Deral aponta que, no atacado, os cortes dianteiro e traseiro são comercializados, em média, a R$ 15,43 e R$ 23,40, respectivamente.

AVES – O boletim registra ainda o aumento em 16,8% no volume de carne de frango exportada pelo Brasil no primeiro trimestre de 2023, com pouco mais de 1,2 milhão de toneladas, e de 27,1% em faturamento, que chegou a US$ 1,9 bilhão.

Os dados do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio (Agrostat Brasil), do Ministério da Agricultura e Pecuária, apontam que o Paraná, maior produtor e exportador nacional, teve participação de 42,1% no volume enviado ao Exterior e de 38,5% na receita cambial.

SOJA E MILHO – Ainda em relação à exportação, o milho paranaense teve incremento de 360% no trimestre, o que representa volume de 1,19 milhão de toneladas embarcadas. No mesmo período do ano passado foram 260 mil toneladas. As exportações nacionais do produto aumentaram 178%, alcançando 9,78 milhões de toneladas.

No entanto, houve redução de 6% no volume nacional de exportação de soja. No Paraná, a queda foi mais acentuada, com redução de 22%. No campo, a colheita da soja chegou a 97%, enquanto a do milho primeira safra atingiu 82% da área total.

TRIGO E FEIJÃO – A semeadura do trigo chegou a 1% da área, impulsionada pelo volume de chuvas registrado no Estado. Ainda que os produtores tenham aumentado a área de plantio neste ano, há preocupação com a desvalorização do produto. A maioria das praças paranaenses trabalha com valores de R$ 77,00, que é 5% abaixo dos R$ 81,00 praticados há uma semana.

A área plantada de feijão na segunda safra no Paraná foi de 296 mil hectares, com produção estimada em 589 mil toneladas. Mesmo que a área tenha se reduzido em 12% comparativamente ao ano anterior, a produção prevista representa aumento de 5%.

FRUTICULTURA – O boletim do Deral discorre ainda sobre a cultura do kiwi, 25ª fruta mais produzida no mundo. Em 2020 foram colhidas 4,3 milhões de toneladas em 270,5 mil hectares, o que representa 0,5% das 971,5 milhões de toneladas da fruticultura mundial.

A China é o principal produtor, com 68,2% da área e 50,6% das colheitas. O Censo Agropecuário 2017, do IBGE, mostrou que a fruta foi cultivada em 422 hectares no Brasil, com 5,6 mil toneladas colhidas. No Paraná, nos últimos dez anos, a área gira em torno de 200 hectares, que resultam em 3 mil toneladas de frutas.

(Com AEN)

(Emanuely/Sou Agro)



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