Nesta terça-feira (24/1), o mercado físico do boi gordo voltou a registrar quedas nos preços da arroba em praças importantes do País, ainda efeito da fraca procura por animais terminados.
“Com as escalas de abate prontas até o começo de fevereiro, a estratégia das indústrias frigoríficas é regular ainda mais o fluxo de aquisições, testando novos negócios a valores abaixo das máximas vigentes”, declaram os analistas da S&P Global.
Porém, a pressão de baixa imposta pelos compradores tem afastado muitos pecuaristas dos negócios, o que pode evitar um movimento de queda mais intenso nas praças pecuárias.
Segundo a S&P Global, a inconsistência das vendas de carne bovina no atacado brasileiro ainda traz muita cautela na efetivação de novas aquisições por parte das unidades de abate espalhadas pelo País.
Porém, as perspectivas em relação às exportações são positivas atualmente, mas o setor frigoríficos prefere aguardar uma maior consistência no mercado doméstico.
Boa parte da oferta de boiada gorda liquidada em janeiro foi oriunda de lotes remanescentes de confinamento, afirmam os analistas.
Além disso, muitas indústrias também possuíam alguns lotes de animais negociados por meio de contratos a termo (vendas antecipadas) para liquidar neste mês, fatores, juntos, estimularam as recentes quedas nos preços do boi gordo.
Na avaliação da S&P Global, já há relatos, em algumas regiões, de que as escalas de abate não estão avançando para além do dia 4 de fevereiro.
Paralelamente, a boa qualidade do pasto na faixa central do Brasil e a retomada das vendas externas são fatores que devem devolver maior liquidez ao mercado do boi no curto e médio prazos, prevê a S&P Global.
Dados Scot – Com o escoamento de carne contido e o aumento da oferta de bovinos, as cotações do boi gordo em São Paulo seguem pressionadas.
Porém, nesta terça-feira, os preços dos animais terminados nas fazendas do interior de São Paulo ficaram estáveis.
Com isso, o boi gordo está cotado em R$ 270/@, a vaca em R$ 259/@ e a novilha em R$ 265/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.
O “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, segue valendo R$ 275/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), com negócios esporádicos abaixo da referência, acrescenta a Scot.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 24/1
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 234/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 244/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 241/@ (à vista)
vaca a R$ 231/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca R$ 241/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 267/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 232/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 232/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 254/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 226/@ (à vista)
