Gil Reis: Plantas comestíveis precisam ser cada vez mais estudadas para aumentar a oferta de alimentos

Gil Reis: Plantas comestíveis precisam ser cada vez mais estudadas para aumentar a oferta de alimentos

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Gil Reis*

O desenvolvimento de novas técnicas para criar outras propriedades para plantas comestíveis tem sido estudado em vários países por cientistas sérios. O grande obstáculo nesses estudos é a falta de transparência para os consumidores. O conhecimento fica restrito ao meio científico e surpreende o consumidor quando novas variedades são apresentadas para consumo. Inevitavelmente, há uma grande rejeição. O ser humano teme o que não conhece, é uma reação natural, mas temos que apoiar essas pesquisas para aumentar a oferta de alimentos para a humanidade.

A grande mídia ocidental, que tem todos os seus espaços ocupados por teses ambientais, climatológicas e de destruição do planeta pela humanidade e guerras, nem sempre dá a devida atenção a esses estudos na medida em que o consumidor de alimentos precisa estar bem informado. Por isso, é cada vez mais necessário garimpar informações para conhecer trabalhos científicos sérios que não se proponham a substituir um tipo de alimento por outro, mas que busquem aprimorar e utilizar os já existentes. Invariavelmente, tais informações estão disponíveis apenas em publicações científicas ou em veículos que focam na cobertura desses temas.

O site AZO Life Sciences publicou, no dia 23 de março deste ano, um artigo sob o título “Pesquisadores investigam novas propriedades de plantas comestíveis que melhoram a produção de alimentos”, dos quais Transcrevo alguns trechos:

“À medida que milhões de pessoas enfrentam a fome em todo o mundo, novas propriedades de plantas comestíveis importantes que podem melhorar a produção de alimentos no futuro estão sendo investigadas por pesquisadores da Flinders University. A nova pesquisa, com parceiros australianos e internacionais, investiga de forma independente a maneira como as leguminosas usam uma “respiração” substituta como resposta ao estresse – e a maneira como a leguminosa ganha força em um “ménage à trois” – um método de três frentes. vias de relacionamento, com o solo e os sistemas radiculares.

A deterioração da segurança alimentar e nutricional de pessoas em todo o mundo com conflitos políticos, crises econômicas e pandemias, agravando os problemas da cadeia de suprimentos devido às mudanças climáticas, está incluída nas previsões da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação para 2030. Estudos recentes da Flinders University open criar novos caminhos potenciais para o cultivo de culturas de crescimento mais rápido com maior resistência a estresses como calor, seca e salinidade em um ponto em que as mudanças climáticas e os extremos estão pressionando a produção de alimentos.

No primeiro estudo, especialistas da Flinders University se concentraram nos processos complicados pelos quais os pulsos devem passar para obter um backup ou substituto para a respiração. Dr. Crystal Sweetman, o primeiro autor do estudo, diz que pode servir da mesma forma que um antioxidante, que previne danos em situações estressantes ou condições complicadas. O estudo foi publicado na Frontiers in Plant Science.

Dr. Crystal Sweetman acrescenta: ‘Também pode haver variação dentro das populações da mesma espécie, tornando-se um candidato interessante para a criação de novas variedades de culturas com maior tolerância ao calor, seca, salinidade e outros estresses. E esse é o nosso objetivo final com esta pesquisa.’

Em outro artigo, os cientistas do Flinders se concentraram em como as plantas leguminosas alistam microorganismos favoráveis ​​no solo para melhorar o desenvolvimento e a tolerância ao estresse. A investigação recente da simbiose “tripartida” em plantas de grão de bico continua com um exame de longo prazo de actinobactérias, que aumentam as capacidades de fixação de N das raízes de rizóbios no desenvolvimento do grão de bico e na produção de grãos. Este artigo foi publicado em Plant and Soil. O professor Chris Franco, pesquisador sênior, diz que a pesquisa é crucial para entender melhor o manejo da produção de grão de bico quando nutrientes flexíveis, pH do solo, umidade e clima mais quente são cada vez mais comuns na Austrália, que é o segundo maior produtor de grão de bico do mundo depois da Índia.”

A previsão da ONU de que a população chegará a 10 bilhões de habitantes em 2050 levantou o alarme para as pessoas mais conscientes. O que mais impressiona não é o aumento da população, mas a velocidade com que esse crescimento está ocorrendo. Deve ficar claro para todos que a área que ocupamos no planeta é apenas 1/3 de sua superfície e, mesmo assim, a compartilhamos com outras espécies, vulcões, desertos, pântanos, montanhas e florestas.

Se observássemos a superfície do planeta como se fosse um bolo, seríamos as fatias. Neste caso, temos que estar muito atentos para que o bolo não cresça e que as fatias aumentem cada vez mais rápido. Estudos como os citados no artigo da AZO são extremamente necessários para que possamos cada vez mais, no espaço limitado que ocupamos, aumentar nossas lavouras para termos alimentos suficientes, já que o ano de 2050 não é o marco final do crescimento populacional. A humanidade continuará crescendo, cada vez mais, nos próximos anos, séculos e milênios, e precisará de segurança alimentar para continuar sua trajetória.

“Estamos ficando sem espaço aqui e os únicos lugares disponíveis para irmos são em outros planetas, outros universos. É hora de explorar outros sistemas solares. Tentar espalhar é talvez a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra.” – Stephen Hawking, físico e cosmólogo britânico.

*Consultor de Agronegócios

**Este texto não reflete necessariamente a opinião da AGROemDIA

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