Diferença regional: SP cai enquanto GO avança
Diferença regional: em SP (São Paulo), o custo do confinamento cai; em GO (Goiás), ele avança. Isso vem da oferta de ração, do preço dos grãos e da logística de cada estado.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O que está puxando a queda em SP?
Em SP, o milho e o sorgo ficaram mais baratos. A maior concorrência entre fornecedores ajudou a baixar o preço da ração. Silagens bem armazenadas reduzem o gasto por cabeça. Pastagens estáveis também aliviam a suplementação.
Por que Goiás vê alta de custos?
Em Goiás, a demanda por confinamento cresce. Variações no preço da ração elevam os custos. O transporte de insumos pesa em algumas regiões. Diferenças climáticas podem dificultar a reposição de estoque, aumentando o custo por arroba.
O que o produtor pode fazer?
- Em SP: planeje o ciclo com antecedência, renegocie ração e invista em silagem de milho bem armazenada.
- Em GO: busque eficiência no confinamento, use fontes locais de alimento e renegocie frete.
- Acompanhe o custo por arroba para ajustar o manejo e a venda.
A diferença regional entre SP e GO cria oportunidades para quem observa o mercado com atenção e age com planejamento.
Insumos pressionam custos: sorgo e milho
Insumos como sorgo e milho puxam para cima o custo da ração. Isso afeta o confinamento, elevando o custo por cabeça. Mercados, câmbio e frete também influenciam.
Fatores que elevam os custos
O sorgo e o milho respondem a oferta, clima e câmbio. Quando a safrinha não rende, o preço sobe. A logística encarece o frete. Crédito caro aumenta o custo do armazenamento.
Além disso, variações sazonais elevam o custo de compra. Isso ocorre especialmente em períodos de seca ou enchentes.
Estratégias para reduzir o impacto
- Busque fontes locais estáveis e compare fornecedores com antecedência.
- Negocie frete, prazo e condições de pagamento para reduzir custos.
- Use sorgo como alternativa ao milho quando a oferta estiver apertada.
- Adquira silagem de milho pronta ou faça silagem de milho para reduzir desperdícios.
- Armazene bem a ração para evitar perdas por umidade ou pragas.
Práticas de manejo no dia a dia
- Calcule o custo por arroba de boi e ajuste a dieta conforme preço.
- Renegocie contratos anualmente e busque fornecedores locais.
- Acompanhe o mercado de grãos e planeje o mix de rações.
Com planejamento e escolhas simples, é possível manter a rentabilidade mesmo quando os insumos sobem.
Arroba em alta amplia margem de confinamento
Quando a arroba está em alta, a margem de confinamento tende a ampliar. A renda por cabeça aumenta, desde que os custos não subam na mesma proporção. É a combinação certa entre preço de venda e controle de gasto que decide o lucro final.
Por que a alta da arroba melhora a margem?
Com o preço recebido por animal maior, cada vaca ou boi confinado rende mais. Se a ração, a mão de obra e o frete não acompanharem esse incremento, o lucro cresce de forma mais estável. Por isso, o segredo está em manter os custos sob controle enquanto a arroba sobe.
Fatores que acompanham essa alta
- Demanda do mercado interno e externo para carne
- Preço dos grãos e da silagem
- Custos logísticos e frete
- Câmbio e condições climáticas que afetam a reposição de animais
Estratégias para preservar e ampliar a margem
- Planeje a dieta para ganho de peso eficiente sem desperdícios
- Renegocie contratos de ração e fortaleça parcerias locais
- Venda com contratos antecipados para garantir preço
- Monitore o peso e ajuste a alimentação com regularidade
- Cuide da saúde do rebanho para reduzir perdas
- Optimize o confinamento com boa ventilação, higiene e manejo de lotes
Práticas diárias que fazem a diferença
- Pesagens quinzenais para ajustar a dieta conforme o ganho
- Controle de estoque de insumos para evitar picos de preço
- Avalie sempre o custo por arroba e compare com a receita
Quando a arroba está alta, a gente tem a oportunidade de lucrar mais, desde que o manejo seja atento e o custo esteja sob controle. A chave é combinar preço bom com disciplina operacional.
Gestão de custos no confinamento: lições do ICBC
Gestão de custos no confinamento é o eixo da lucratividade. O ICBC mostra que as variações aparecem onde o bolso dói: ração, frete, mão de obra e manutenção. Controlar esses itens com planejamento é o caminho para manter o lucro estável.
Componentes de custo no confinamento
No confinamento, os custos principais são ração e silagem, mão de obra e frete, energia e depreciação de equipamentos. Os custos com água, aditivos e vacinas também contam, mas costumam ser menores. Manter um controle diário ajuda a ver onde é possível economizar.
- Ração e silagem: o custo por cabeça depende da qualidade e da conversão alimentar.
- Mão de obra: salários, turnos e encargos; otimize com rotação de equipes.
- Frete e logística: transporte de grãos, ração e silagem; renegocie contratos e prefira fornecedores locais.
- Energia: energia elétrica para arrefecimento, ventilação e iluminação; busque eficiência.
- Equipamentos e depreciação: tratores, silos, grades; planeje reposições e aproveitamento.
- Saúde e manejo: dietas balanceadas e prevenção reduzem perdas por doenças.
Lições do ICBC para redução de custos
- Planeje a dieta com antecedência e renegocie contratos de ração.
- Priorize silagem de qualidade para reduzir perdas.
- Explore fontes locais de alimento para evitar frete alto.
- Renegocie fretes e condições de pagamento com fornecedores.
- Monitore o custo por arroba regularmente para ajustar a dieta.
Rotina de controle diário
- Registre gastos diários por cabeça para identificar variações.
- Pesagens quinzenais para ajustar a dieta e o ganho de peso.
- Controle de estoque de insumos para evitar escassez ou desperdício.
- Avalie o custo por arroba ao final de cada fase de confinamento.
- Monitore a saúde do rebanho para reduzir perdas.
Com disciplina, é possível manter a rentabilidade, mesmo com oscilações de preço de grãos. O ICBC mostra que cada real economizado conta no resultado final.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
