Carne bovina: Brasil bate recorde com US$ 11,4 bi em exportações jan-set/25

Carne bovina: Brasil bate recorde com US$ 11,4 bi em exportações jan-set/25

China e EUA impulsionam recorde histórico de exportação de carne bovina

Os embarques de carne bovina do Brasil atingiram um recorde histórico, impulsionados pela demanda de China e EUA. Em 2025, as exportações chegaram a US$ 11,4 bilhões no acumulado jan-set, evidenciando o peso desses compradores internacionais.

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A demanda externa mantém a pressão de preço e guia o planejamento de produção. Com o mercado externo aquecido, o peso do animal, a qualidade da carcaça e a rastreabilidade são fatores decisivos para o faturamento da fazenda.

Nesta seção, vamos destrinchar quem compra, como compram e o que isso significa para você, produtor rural.

Dinâmica da demanda externa

China se tornou cliente crucial para cortes específicos. Ela exige grandes volumes e rastreabilidade. Os EUA também consomem carne de primeira linha. O fluxo de exportação passa por frigoríficos certificados internacionalmente. A variação cambial influencia diretamente o preço recebido pelo produtor.

Implicações para o produtor

Para o produtor, o recorde cria oportunidades, mas exige planejamento cuidadoso. Manter qualidade e rastreabilidade aumenta o valor da arroba. O manejo de peso, a alimentação adequada e o bem-estar animal ganham importância. Contratos estáveis com frigoríficos credenciados reduzem riscos de interrupção na venda.

A prática recomendada é simples: alinhar a produção aos requisitos dos compradores e às janelas de envio. Pequenas melhorias na eficiência resultam em ganhos reais no lucro.

Práticas recomendadas para o produtor

  • Rastreabilidade completa, do nascimento ao frigorífico.
  • Alimentação balanceada para alcançar o peso de abate na janela de exportação.
  • Gestão de lotes para atender picos de demanda sem custos excessivos.
  • Manter contratos estáveis com frigoríficos certificados.

O que observar nos próximos meses

  • Variação do câmbio e seu efeito no pagamento.
  • Novas exigências sanitárias e certificações demandadas pelos compradores.
  • Capacidade portuária e rotas logísticas para exportação contínua.

Volume das exportações atinge 2,1 milhões de toneladas no acumulado jan-set/25

O volume das exportações de carne bovina atingiu 2,1 milhões de toneladas no acumulado jan-set/25, reforçando a demanda global pelos cortes brasileiros.

A China e os EUA puxam esse movimento. Contratos estáveis, prazos de envio e rastreabilidade de qualidade ajudam a manter o fluxo elevado.

Para o produtor, isso traz oportunidades de venda com bons preços, mas também exige planejamento para manter peso, qualidade e logística. A variação cambial pode influenciar o retorno por arroba.

O que explica esse volume

Esse volume é resultado da demanda de compradores exigentes e de acordos sanitários estáveis. A rastreabilidade e a qualidade da carne ajudam a fechar contratos longos. A capacidade portuária e o câmbio também influenciam o tamanho do fluxo.

Impactos práticos para o produtor

  • Rastreabilidade completa, do nascimento ao frigorífico, aumenta confiança dos compradores.
  • Alimentação adequada ajuda a atingir o peso de abate na janela de exportação.
  • Planejamento de lotes evita custos extras e reduz risos de faltar volumo.
  • Contratos estáveis com frigoríficos credenciados garantem demanda contínua.
  • Manter qualidade e bem-estar animal aumenta o valor da arroba.

Estratégias para aproveitar o momento

  1. Planeje lotes alinhados às janelas de exportação.
  2. Garanta suprimento de alimentação suficiente para o peso desejado.
  3. Monitore o câmbio para proteger margens de negócio.
  4. Invista em rastreabilidade e certificações para facilitar contratos.

O que observar nos próximos meses

  • Variação do câmbio e seus impactos na remuneração.
  • Novas exigências sanitárias e certificações solicitadas pelos compradores.
  • Capacidade portuária e rotas logísticas para exportação contínua.

Filipinas e Indonésia surgem como novos compradores

As Filipinas e a Indonésia estão surgindo como novos compradores de carne bovina brasileira. A demanda é estável, buscando carne de qualidade e fornecimento confiável.

A Indonésia valoriza Halal e rastreabilidade; a Filipinas foca em volume estável.

Esses mercados exigem acordos de longo prazo, com prazos previsíveis e documentação sanitária.

Para o produtor, surge a chance de contratos estáveis, mas é preciso preparar a operação para atender Halal, custos e prazos.

Perfil de demanda e requisitos

Na Indonésia, Halal é essencial. Fornecedores precisam de certificação válida e verificação de procedência. Rastreabilidade desde o nascimento até o frigorífico aumenta a confiança dos importadores.

Na Filipinas, o foco está na consistência de entrega e na qualidade da carne. Certificações sanitárias ajudam a fechar contratos.

Como se preparar

  • Obtenha certificação Halal para o frigorífico e a planta.
  • Implemente rastreabilidade completa da carcaça ao consumidor.
  • Consolide parcerias com importadores e frigoríficos locais.
  • Padronize cortes e peso de abate para a demanda local.
  • Treine a equipe para atender padrões sanitários e de higiene.

Estratégias de venda

  • Negocie contratos de entrega regulares com cláusulas de qualidade.
  • Ofereça flexibilidade de mix de cortes para mercados específicos.
  • Invista em certificações adicionais para facilitar auditorias.
  • Desenvolva logística de exportação que reduza tempo de transporte.

Desafios e próximos passos

  • Custos de certificação Halal e auditorias podem aumentar o custo.
  • Logística e tempo de envio podem impactar prazos.
  • Variação cambial pode afetar margens.

Preço médio da carne in natura sobe 18% e eleva receita

O preço da carne in natura subiu 18% neste trimestre, aumentando a renda da fazenda.

Esse movimento eleva a receita por arroba, especialmente quando a qualidade acompanha.

Essa alta abre oportunidades, mas exige planejamento para manter o lucro estável. A gente vê mais dinheiro quando peso, abate e logística estão alinhados com a demanda.

Como esse aumento se reflete no seu caixa

Isso se reflete no caixa como maior faturamento por lote de abate. Mas o lucro depende de custos bem controlados.

Estratégias práticas para maximizar a receita

  • Rastreabilidade completa da carcaça ao consumidor aumenta a confiança dos compradores.
  • Ajuste o peso de abate para a janela de demanda.
  • Conquiste contratos com preços previsíveis para estabilizar o caixa.
  • Melhore a alimentação para manter ganho de peso com custo eficiente.
  • Otimize a logística para reduzir o tempo entre abate e entrega.

O que observar nos próximos meses

  • Variação do câmbio e seus impactos na remuneração.
  • Novas exigências sanitárias e certificações dos compradores.
  • Capacidade portuária e logística para exportação contínua.

Agrifatto aponta fatores-chave para o desempenho de setembro/25

Setembro/25 mostrou que o desempenho do setor depende de vários pilares. A Agrifatto apontou fatores-chave que moldam margens e decisões do produtor. A demanda externa, o clima, o custo de insumos e a logística foram os principais determinantes. Agora vamos ver cada bloco com detalhes práticos.

Fatores de demanda externa

A demanda global por carne brasileira segue estável, favorecida por cortes de qualidade. Países compradores valorizam consistência de fornecimento. China e EUA continuam a importar volumes relevantes, com contratos de longo prazo que reduzem a volatilidade. O câmbio influencia o preço recebido pelo produtor, pois a receita depende da moeda de referência.

Condições climáticas e produção

As condições do tempo em setembro afetam o peso de abate e o volume de pastagem. Chuvas bem distribuídas ajudam a manter o ganho de peso sem custos extras. Em áreas com seca, o pasto cresce mais lento e a necessidade de suplementação aumenta. Planeje o manejo de pasto com rotação de piquetes e reserva de água para evitar perdas.

Custos e insumos

Custos de alimentação, energia e insumos seguem em movimento. Quando o fornecimento fica mais caro, vale buscar fontes alternativas e renegociar com fornecedores. Economizar sem perder qualidade é a chave; pequenas reduções de desperdício rendem lucros maiores.

Logística e portos

A eficiência logística continua a impactar o resultado. Entregas rápidas reduzem juros e perdas por deterioração. Mantenha estoque de segurança para evitar faltas. Contratos com transportadoras confiáveis ajudam a manter prazos.

Práticas recomendadas para o produtor

  • Rastreabilidade até o consumidor aumenta a confiança dos compradores.
  • Alinhe o peso de abate com a janela de demanda para maximizar o preço.
  • Renegocie contratos com cláusulas de qualidade e entregas previsíveis.
  • Invista em eficiência de alimentação para manter ganho de peso com custo controlado.
  • Fortaleça a logística para reduzir o tempo entre abate e entrega.

Observações para os próximos meses

  • Variação cambial pode ampliar ou reduzir margens; proteja-se com contratos de câmbio quando possível.
  • Novas exigências sanitárias e certificações podem surgir; prepare auditorias com antecedência.
  • Clima e eventos geopolíticos podem impactar a demanda; diversifique mercados.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.