Sindirações: crescimento do setor de alimentação animal no 1º semestre de 2025

Sindirações: crescimento do setor de alimentação animal no 1º semestre de 2025

Panorama do crescimento da alimentação animal no 1º semestre de 2025

O panorama da alimentação animal no 1º semestre de 2025 aponta crescimento constante. A produção de rações subiu 2,2% frente ao mesmo período do ano passado, totalizando cerca de 43,4 milhões de toneladas. Esse desempenho reflete demanda firme e ajustes de oferta.

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Entre os fatores que impulsionam esse avanço estão a recuperação da demanda por frangos, suínos e vacas leiteiras, aliada a uma base de preços estáveis para grãos usados na ração. O milho e o farelo de soja continuam influentes, mas ganhos de eficiência e o uso de ingredientes alternativos ajudam a conter o custo unitário.

Desempenho por setor

Na avicultura, o consumo de rações segue elevado, com crescimento sólido na produção de frangos de corte e postura. Na bovinocultura, a demanda por rações de alto desempenho cresce em fazendas leiteiras e em confinamento. Na suinocultura, há recuperação de margem com planejamento de dietas mais eficientes.

Desafios e riscos

  • Volatilidade de preços dos ingredientes, sobretudo milho e soja, que impacta a rentabilidade.
  • Frete e custos logísticos com variações cambiais.
  • Clima e safra, que podem atrasar entrega de grãos ou reduzir a disponibilidade de pastagens.

Práticas recomendadas para produtores

  • Planeje a formulação das rações para equilibrar custo e desempenho.
  • Negocie compras e estoques com antecedência para evitar picos de preço.
  • Monitore o consumo e o ganho de peso para ajustar a dieta rapidamente.
  • Considere fontes proteicas alternativas para reduzir custos sem perder performance.

Avicultura de Corte: consumo de rações e impacto de embargos

A avicultura de corte depende de rações de alto desempenho. Quando embargos limitam milho ou farelo de soja, o custo sobe. A disponibilidade de rações fica apertada e a margem fica pressionada.

A gente precisa entender como cada ingrediente impacta o ganho de peso. A demanda por rações não acompanha apenas a produção; acompanha o preço.

Como embargos afetam a oferta de ingredientes essenciais

Milho e farelo de soja são pilares da ração de corte. Embargos reduzem importação, elevam preços e atrasam entregas. Essa pressão exige planejamento de compras e diversidade de fornecedores.

Estrategias para manter desempenho diante de embargos

Diversifique fornecedores nacionais e internacionais para não depender de uma única fonte. Busque ingredientes alternativos com boa digestibilidade e boa proteína. Teste formulações com menores teores de ingredientes sensíveis sem perder ganho de peso. Faça contratos de preço com margens estáveis e horários de entrega. Monitore o desempenho do lote e ajuste rapidamente a dieta.

Boas práticas de gestão de estoque

Estoque adequado reduz surpresas. Armazene com boa ventilação e rotacione os lotes. Use contratos de reserva para evitar faltas críticas.

Quer entender como aplicar estas estratégias na sua granja? Vamos ver juntos.

Avicultura de Postura: mais poedeiras e demanda por rações

A avicultura de postura está crescendo, com mais poedeiras e maior demanda por rações. Para manter a produção estável, é essencial montar rações com energia, proteína e cálcio para ovos fortes. A gente sabe que o alimento certo faz a diferença no lucro da granja.

O que impulsiona o aumento de poedeiras

Mais galinhas em produção elevam o consumo diário de ração por ave. A demanda por cálcio para cascos fortes cresce com a taxa de postura. Além disso, melhor manejo e mais galpões ajudam a aumentar a produção de ovos.

  • Mais poedeiras significam maior consumo de ração por dia.
  • A necessidade de cálcio para cascos e casca de ovo aumenta.
  • Rações balanceadas com aminoácidos adequados mantêm boa postura.

Composição ideal das rações de postura

Priorize uma ração com energia suficiente, proteína balanceada e cálcio adequado. Inclua aminoácidos chave como lisina e metionina para boa conversão em ovos. Vitaminas e minerais fortalecem a imunidade e a saúde geral das aves.

  • Energia: milho ou fontes equivalentes.
  • Proteína com aminoácidos balanceados.
  • Cálcio e fósforo para cascos e cascas de ovo.
  • Vitaminas e minerais para saúde geral.

Estratégias para gerenciar a demanda por rações

  • Planeje compras com antecedência e negocie preços estáveis.
  • Diversifique fornecedores e ingredientes para reduzir riscos.
  • Formule rações por fases: crescimento, postura e final de ciclo.
  • Acompanhe ganho de peso, produção de ovos e consumo de ração.

Boas práticas de manejo para maximizar a produção

  • Garanta água limpa o tempo todo e iluminação adequada para manter a postura.
  • Controle de temperatura e ventilação para conforto das aves.
  • Higiene e sanidade para evitar doenças que reduzem a produção.
  • Rotina de manejo e vacinação para evitar quedas de produção.

Com essas ações, a produção de ovos fica estável, mesmo com variações de grãos. Vamos ajustar conforme a realidade da sua granja.

Exportação de ovos e o papel do Brasil no mercado internacional

Exportação de ovos cresce no Brasil e abre oportunidades para produtores que atendem padrões internacionais. O país tem potencial pela escala, qualidade e capacidade de manter abastecimento estável.

Por que o Brasil tem potencial

Temos grande volume de produção, cadeia integrada e logística eficiente. Isso facilita a rastreabilidade e a entrega em mercados diferentes. Investimentos em sanidade e manejo elevam a confiabilidade do produto.

Mercados e exigências

Os ovos exportados chegam a Oriente Médio, Caribe, África e partes da Europa. Dependendo do destino, pode haver demanda por ovos inteiros, líquidos ou derivados. Cada país exige higiene, rotulagem correta, documentação e certificações.

  • Rastreabilidade de lote e origem.
  • Certificações sanitárias e biossegurança (HACCP, GMP, ISO 22000).
  • Documentação: certificado de saúde animal, ficha técnica, certificado zoossanitário.
  • Embalagem adequada e cadeia de frio durante o transporte.
  • Conformidade com as regras de importação de cada país.

Desafios e mitigação

Desafios comuns incluem custo de frete, variação cambial e exigências técnicas. A saída é diversificar mercados, manter qualidade constante e planejar a logística com antecedência.

  • Contratos de preço com flexibilidade.
  • Fornecedores confiáveis e bem auditados.
  • Embalagem compatível com exportação.
  • Parcerias com despachantes e exportadores.

Como se preparar na prática

  1. Avalie a conformidade com as regras de exportação de ovos e busque certificações.
  2. Fortaleça o controle de qualidade com amostras regulares e testes.
  3. Monte uma logística com transporte refrigerado e embalagens seguras.
  4. Conquiste despachantes aduaneiros e parceiros de exportação.
  5. Defina metas de mercados internacionais e revise anualmente.

Benefícios para o produtor

Exportar aumenta renda, diversifica mercados e reduz a dependência do mercado interno. Também impulsiona melhorias em sanidade e rastreabilidade.

Se a sua granja estiver pronta, vamos planejar juntos os primeiros passos para entrar nesses mercados.

Suinocultura: produção de rações e perspectivas para o ano

A suinocultura depende de rações bem balanceadas para maximi ar ganho de peso e conversão alimentar.

Neste ano, a produção de rações para suínos depende dos preços de milho. Logística e sanidade também influenciam o custo.

Necessidades por fase

Cada fase da vida do suíno tem necessidades diferentes de energia e proteína. Ajuste a dieta conforme o peso e a taxa de ganho.

  • Creche: alto valor proteico e aminoácidos para desenvolvimento muscular.
  • Crescimento: equilíbrio entre energia e proteína para ganho eficiente.
  • Terminação: foco em energia para ganho de peso sem gordura.

Composição ideal das rações

Priorize energia suficiente, proteína balanceada e aminoácidos essenciais como lisina e metionina. Inclua vitaminas e minerais para fortalecer a imunidade.

  • Fontes de energia: milho ou sorgo.
  • Proteína com lisina-chave para ganho de músculo.
  • Micronutrientes: cálcio, fósforo, vitaminas.

Estratégias de compra

  • Faça contratos com fornecedores confiáveis e horários de entrega estáveis.
  • Busque diversidade de ingredientes para reduzir riscos.
  • Ajuste rações por fases e avalie desempenho mensal.

Gestão de estoque e logística

  • Estoque adequado evita faltas em picos de demanda.
  • Armazenagem correta, controle de umidade e rotação de lotes.
  • Planos de contingência para interrupções no fornecimento.

Perspectivas para o ano

Esperamos volatilidade de preços com base no clima e na safra. Mantenha metas de custo sob controle e monitore o desempenho por lote.

Com planejamento, você reduz riscos e sustenta lucros. Vamos adaptar estas estratégias à sua granja.

Pecuária Leiteira: captação de leite e fatores de consumo de rações

A pecuária leiteira depende da ingestão de alimento para manter a produção de leite estável. A ingestão de matéria seca (IMS) é a base que determina quanto leite a vaca pode produzir.

Quando a IMS cai, a produção de leite diminui. Por isso, entender os fatores que afetam o consumo ajuda a planejar a dieta com mais precisão.

Fatores que influenciam o consumo de ração

Vacas em pico de lactação consomem mais ração. Animais saudáveis e bem hidratados também comem mais. A condição corporal, palatabilidade da ração e clima quente mudam o consumo. Doenças e dor afetam seriamente a IMS.

  • Fase da lactação: pico de produção aumenta o consumo.
  • Consistência de água e forragem de qualidade elevam IMS.
  • Clima quente reduz a ingestão sem sombra e ventilação.
  • Doenças, como mastite, limitam a ingestão e a produção.

Composição ideal da ração para leite

A ração precisa de energia suficiente, proteína balanceada e cálcio para leite e ossos. Vitaminas e minerais fortalecem a imunidade e a saúde.

  • Energia: milho, sorgo ou feno conservado com energia.
  • Proteína com lisina suficiente para manter produção.
  • Cálcio e fósforo para leite e ossos fortes.
  • Micronutrientes para imunidade e bem-estar.

Estratégias de manejo para aumentar o consumo

  • Divida a alimentação em etapas para evitar picos de IMS.
  • Ofereça água fresca sempre e mantenha a água acessível.
  • Use forragem de alta qualidade e palatável.
  • Teste mudanças de dieta gradualmente para não perturbar a ruminação.
  • Monitore consumo por grupo e ajuste a dieta mensalmente.

Boas práticas de monitoramento

  • Registre IMS real de cada grupo de vacas.
  • Compare produção de leite com consumo para ajustes rápidos.
  • Verifique sinais de estresse térmico e mastite com frequência.
  • Faça revisões de manejo mensalmente para melhorar a eficiência.

Pra poder manter a produção estável, adapte essas estratégias à sua granja e aos seus animais.

Cadeia de Bovinos de Corte: embarques e desafios de produção

A cadeia de bovinos de corte depende de embarques bem planejados para atender demanda interna e externa. O desafio é manter o rebanho saudável, reduzir custos e cumprir normas em cada etapa do transporte e da produção.

Logística de embarques e documentação

Escolha transportadores confiáveis e bem treinados. Planeje rotas rápidas com paradas estratégicas para descanso e alimentação. Registre peso, temperatura e tempo de viagem para cada lote. Otimize o embarque para reduzir estresse nos animais.

Documentação é crucial. Vige a exigência de certificado zoossanitário, guia de trânsito animal e demais licenças conforme destino. Em exportações, prepare certificados de origem, saúde e conformidade com normas internacionais.

  • Rastreamabilidade de cada lote desde o criador até o destino.
  • Condições de transporte que minimizam lesões e mortalidade.
  • Registros de horários, manutenções e inspeções.

Desafios de sanidade e manejo

Doenças respiratórias, parasitas e estresse do transporte afetam a capacidade de embarque. Mantenha um protocolo de vacinação, nutrição adequada e manejo higiênico do rebanho. Monitore sinais de cansaço, apatia e. mastite em vacas para ajustar rapidamente a estratégia de manejo.

  • Vacinações programadas e checagens de saúde regulares.
  • Rotina de desparasitação conforme recomendações veterinárias.
  • Procedimentos de higiene na recepção de animais e nos currais de espera.

Mercados, demanda e custos

A dinâmica de demanda influencia embarques e preço. Custos de transporte, combustível, frete e câmbio afetam a lucratividade. Diversifique compradores, setores (carne fresca, rebanhos de reposição) e regiões para diluir riscos.

  • Contratos de longo prazo com frigoríficos para previsibilidade de recebimento.
  • Planejamento de abastecimento com estoques de fígado e bezerros para reposição.
  • Análise de custos por quilômetro e por cabeça transportada.

Boas práticas de produção e embarque

Adote manejo de pastagem, alimentação balanceada e controle de peso para facilitar o transporte. Garanta água disponível, sombra e oxigênio suficiente durante as paradas. Use técnicas de condicionamento de animais para reduzir estresse.

  • Avalie o peso e a condição corporal antes do embarque.
  • Treine trabalhadores para manuseio seguro e suave.
  • Implemente rotas padrão e checklists de embarque.

Rastreabilidade e conformidade

Rastrear origem, histórico sanitário e vacinações é essencial. Mantenha registros digitais acessíveis para auditorias. Este cuidado abre portas para mercados exigentes e aumenta a confiança dos compradores.

Com planejamento e disciplina, a cadeia de bovinos de corte consegue embarques mais eficientes, menor custo por cabeça e maior competitividade no mercado.

Desempenho da aquicultura e ambiente de mercado

A desempenho da aquicultura e o ambiente de mercado caminham juntos, influenciando custos, produção e lucratividade. Resultados positivos dependem de insumos estáveis, demanda por peixe e manejo eficaz.

Entre as espécies mais comuns, tilápia e camarão respondem rápido a mudanças de preço e logística. O câmbio, o frete e a disponibilidade de ração elevam ou reduzem a margem de lucro.

Fatores que influenciam o desempenho

Saúde dos peixes, qualidade da água, temperatura e oxigenação definem ganho de peso e sobrevivência. O manejo adequado, a densidade de cultivo e a higiene também pesam bastante.

  • Qualidade da água: temperatura estável, oxigenação adequada e baixo nível de amônia.
  • Condições de manejo: densidade, alimentação e tempo de imigação entre etapas.
  • Custos de insumos: preço da ração, fishmeal e outros suplementos.
  • Sanidade: vacinação, biossegurança e monitoramento de doenças.

Principais métricas de desempenho

Para acompanhar o avanço, use indicadores simples e diretos. Taxa de conversão alimentar (FCR), taxa de sobrevivência, crescimento médio diário (GMD) e produção por área.

  • FCR: quanta ração é necessária para ganhar um quilo de peso vivo.
  • Sobrevivência: porcentagem de peixes ou camarões que chegam ao mercado.
  • GMD: velocidade de ganho de peso ao longo do ciclo.
  • Biomassa por área: total de peixe produzido por hectare.

Mercado e tendências

O mercado acompanha a demanda interna, exportações e certificações. Preços influenciam o planejamento de produção e investimento em tecnologia.

  • Mercados-alvo: varejo, restaurantes e exportação.
  • Certificações de qualidade e sustentabilidade (GAP, HACCP, ASC).
  • Logística de cadeia de frio e rastreabilidade.
  • Políticas ambientais e tarifas que afetam o comércio.

Estrategias para melhorar o desempenho

  • Otimizar a formulação de rações para digestibilidade e custo.
  • Melhorar o manejo da água, oxigenação e estanqueidade dos tanques.
  • Fortalecer biossegurança e monitorar sinais de doença.
  • Diversificar mercados e canais de venda para reduzir riscos.
  • Investir em rastreabilidade e dados para decisões rápidas.

Com planejamento sólido e execução consistente, a aquicultura pode manter desempenho estável e abrir novas oportunidades de negócio.

Segmento PETs: participação no faturamento e consumo nacional

A Segmento PETs hoje representa uma fatia importante do faturamento do agronegócio no Brasil. A demanda por rações para cães e gatos cresce com a urbanização e a valorização do bem‑estar animal.

Com mais lares com pets, há diversidade de produtos. Rações secas, úmidas e snacks ocupam as prateleiras. Consumidores buscam qualidade, sabor, segurança e informações claras nos rótulos.

Panorama do Segmento PETs

O setor envolve nutrição adequada, bem‑estar animal e logística eficiente. Empresas locais podem ganhar espaço com ingredientes regionais, rastreabilidade e embalagens convenientes.

Fatores que influenciam a demanda

  • Preço, renda familiar e frequência de compra.
  • Confiabilidade da marca e recomendação de veterinários.
  • Conveniência de compra, entrega rápida e reposição fácil.
  • Rotulagem clara, informações nutricionais e transparência.

Composição ideal das rações PETs

Busque proteína de boa digestibilidade, gorduras saudáveis e fibras adequadas. Vitaminas e minerais fortalecem imunidade e vitalidade. Use ingredientes confiáveis e acessíveis, sem exagerar em aditivos.

  • Proteína: fontes animais ou vegetais conforme a formulação.
  • Energia: carboidratos de qualidade para palatabilidade.
  • Gordura: ácidos graxos essenciais para pele e pelo.
  • Micronutrientes: cálcio, fósforo, vitaminas A, D, E.

Desafios da cadeia e regulação

Aproveite para considerar que regulações exigem rotulagem nutricional e rastreabilidade. Custos das matérias-primas sobem conforme mercados variam. Logística de distribuição precisa ser confiável.

  • Variações no preço de proteínas e grãos.
  • Controle de qualidade e testes de palatabilidade.
  • Conformidade com leis sanitárias e normas de rotulagem.

Estratégias para produtores e marcas locais

  • Desenvolva formulações com ingredientes regionais para reduzir custos.
  • Invista em rastreabilidade: lotes, origem e inspeção de qualidade.
  • Crie parcerias com varejo, clínicas veterinárias e distribuidores.
  • Comunique claramente a origem dos ingredientes e os benefícios do produto.
  • Teste o paladar com amostras em lojas ou feiras para validação.

Próximos passos

Comece com uma avaliação de custos, demanda local e regulamentos. Monte um plano de amostras, rotulagem e logística em 60 a 90 dias. Em pouco tempo, você pode entrar no segmento PETs com sucesso.

Fatores externos: clima, sanidade e impactos nas exportações

O clima, a sanidade animal e as regras de exportação afetam tudo na granja. Quando o tempo muda, o custo da ração e a oferta mudam, impactando a produção. A saúde do rebanho depende da água, da higiene e da ventilação, que influenciam o consumo de alimento.

Clima e variações sazonais

Secas elevam preços e reduzem a oferta de grãos, puxando o custo de toda a cadeia. Chuvas fortes atrasam a colheita e dificultam o planejamento da ração. O calor excessivo aumenta o estresse animal e reduz o consumo, afetando o ganho de peso e a produção.

Para enfrentar as variações, registre previsões do tempo, estoque de rações e fontes alternativas de forragem. Use ferramentas simples, como a observação de pastagens e dados de temperatura para ajustar dietas com antecedência.

Sanidade e biossegurança

Doenças elevam custos, reduzem a produção e podem bloquear exportações. Praticar biossegurança ajuda a manter o rebanho saudável e as certificações em dia. Vacinação, higiene de currais e controle de visitantes são básicos, porém essenciais.

  • Implemente um cronograma de vacinação e monitoramento de doenças.
  • Estabeleça rotinas de higiene em baias, equipamentos e veículos.
  • Controle entradas de pessoas, animais e materiais de transporte.

Mercados e exportação

Mercados internacionais exigem rastreabilidade, sanidade e logística estável. Regras variam por país, então é vital entender cada requisito antes de vender lá fora. Diversificar destinos reduz risco e protege a margem de lucro.

  • Rastreie cada lote desde a origem até o destino final.
  • Busque certificações sanitárias e de biossegurança relevantes.
  • Garanta transporte adequado, com documentação e cadeia de frio quando necessário.

Boas práticas para mitigar impactos externos

  • Planeje estoques com base na demanda e nas previsões climáticas.
  • Diversifique fornecedores e rotas de entrega para reduzir dependência.
  • Tenha contratos de fornecimento com condições estáveis de preço.
  • Invista em rastreabilidade digital e dados para decisões rápidas.

Com preparo e disciplina, a produção resiste a choques climáticos, mantém a sanidade do rebanho e sustenta exportações de forma mais estável.

O que esperar para o segundo semestre de 2025 e cenários de mercado

O segundo semestre de 2025 deve trazer volatilidade, mas também oportunidades para o campo, se a gente souber aproveitar as condições do mercado. A ideia é manter a produção estável e proteger a margem mesmo com variações nos custos.

Fatores que vão guiar o mercado

O clima, a demanda interna e as exportações impactam tudo. Also, o custo de insumos, como fertilizantes e rações, pode subir ou cair conforme a safra e o câmbio. A energia e o frete continuam relevantes, além da confiança dos consumidores e da saúde macro. A gente precisa monitorar esses elementos para ajustar planos rapidamente.

Outra peça-chave é a sanidade e a biossegurança, que afetam a produtividade e os custos. Quando tudo está sob controle, a linha de produção fica mais estável e os prêmios de seguro e crédito ficam mais acessíveis.

Cenários de mercado para setores-chave

  1. Cenário base: demanda estável, custos de insumos em patamar conhecido, e volatilidade moderada. A recomendação é manter estoques bem geridos, contratos de preço e revisões mensais de orçamento.
  2. Cenário optimista: demanda cresce, frete mais eficiente e preços de grãos relativamente baixos. Incentiva investir em produtividade, ampliar contratos de venda e buscar variedades de insumos com melhor relação custo-benefício.
  3. Cenário pessimista: inflação elevada, câmbio desfavorável e fretes caros. Nesse caso, diversificar fornecedores, reduzir dependência de um único insumo e priorizar melhorias de eficiência são atitudes-chave.

Impacto por setor

  • Pecuária: mantenha gordura boa na margem com planejamento de alimentação e precursor de estoque para evitar surpresas.
  • Avicultura e suinocultura: ajuste dietas e custos com ração conforme o preço de milho e farelo; diversifique fontes proteicas.
  • Agricultura de grãos: use previsões climáticas para planejar plantio e rotação de culturas, buscando estabilizar a oferta de insumos.
  • Logística: empresas com cadeia de frio mais eficiente ganham vantagem competitiva em exportações e clientes internos.

Estratégias práticas para os produtores

  • Planeje compras com antecedência e busque contratos com preços estáveis.
  • Diversifique fornecedores e fontes de insumos para reduzir riscos.
  • Crie cenários no orçamento e atualize conforme o tempo muda.
  • Invista em rastreabilidade, controle de qualidade e gestão de estoque.
  • Fortaleça a relação com clientes, varejo e agroindústrias para previsibilidade de demanda.

Plano de ação para os próximos 60 a 90 dias

  1. Revisar o orçamento com base nos cenários e atualizar metas de margem.
  2. Renegociar contratos de compra e venda com cláusulas de ajuste.
  3. Montar planilha de monitoramento de indicadores-chave (preços, câmbio, frete, consumo de ração).
  4. Qualificar parcerias logísticas e iniciar testes de novas fontes de insumos.
  5. Definir um plano de comunicação com clientes sobre disponibilidade e qualidade.

Se a gente aplicar essas ações, o segundo semestre fica mais previsível, com menos sustos e mais oportunidades para crescer com responsabilidade.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.