Importante semana para fiscalização no Paraná

Importante semana para fiscalização no Paraná

Problemas enfrentados pelos auditores fiscais federais agropecuários no Paraná

Os auditores fiscais federais agropecuários (affas) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que atuam no Paraná estão enfrentando uma série de desafios relacionados à reestruturação da carreira.

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Esses profissionais desempenham um papel fundamental na garantia da saúde, qualidade e segurança dos produtos agropecuários que chegam até o consumidor final. No entanto, a falta de melhorias nas condições de trabalho e a escassez de pessoal estão impactando diretamente a fiscalização e vistoria das cargas.

Falta de reconhecimento e valorização

Desde 2012, os servidores têm buscado melhorias nas condições de trabalho, mas até o momento as demandas não foram atendidas de forma satisfatória.

Com um número reduzido de auditores agropecuários em relação à demanda atual do setor agropecuário brasileiro, a falta de reconhecimento e valorização por parte do governo tem gerado atrasos na liberação de cargas e certificações, prejudicando todo o setor.

Impactos na fiscalização e nos processos

Com a mobilização denominada “Operação Reestruturação”, os auditores fiscais federais agropecuários no Paraná estão operando dentro de um novo cenário que limita o atendimento em horários extraordinários, impactando nos prazos de inspeção das cargas nos portos, aeroportos e regiões de fronteira do estado.

A falta de reposição do quadro de colaboradores e a defasagem salarial em relação a outras carreiras de auditoria federal são questões cruciais que precisam ser resolvidas urgentemente.

Desenvolvimento

Os auditores fiscais federais agropecuários estão em busca de uma reestruturação da carreira para garantir melhores condições de trabalho e salários mais justos. Desde 22 de janeiro, os servidores do Mapa no Paraná aderiram a um movimento nacional liderado pelo Anffa Sindical e ANTEFFA, após recusarem uma proposta anterior.

A mobilização, chamada de “Operação Reestruturação”, tem impactado a fiscalização de cargas em portos, aeroportos e fronteiras. Apesar de respeitarem os prazos legais, os servidores não estão realizando atendimentos extraordinários não remunerados pelo Ministério.

Remuneração e condições de trabalho

Desde 2012, os servidores lutam por melhorias, considerando que o valor bruto da produção agropecuária aumentou significativamente desde 2002, mas o número de auditores agropecuários diminuiu.

Com apenas 2,3 mil auditores para realizar diversas atividades essenciais, como inspeção de cargas e análises em laboratórios, a falta de reposição de pessoal tem gerado atrasos e prejuízos em todo o estado. A demora do governo em reconhecer a situação e atender às demandas tem impactado o setor agropecuário, atrasando a liberação de mercadorias e aumentando os custos.

Impactos econômicos

O atraso na liberação de cargas e certificações em frigoríficos tem gerado prejuízos financeiros para os produtores e exportadores. Com mais de 2000 caminhões aguardando nas aduanas internacionais e um aumento de 85% nos processos pendentes no Porto de Paranaguá, as consequências são perceptíveis.

Além disso, a inspeção que antes durava no máximo dois dias agora pode levar até cinco dias para ser concluída devido à falta de pagamento por horas extras, o que impacta diretamente na agilidade das operações e na qualidade dos produtos.

Conclusão: Servidores do Mapa aguardam nova proposta para reestruturação de carreira

Auditores fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura e Pecuária estão em busca de melhorias nas condições de trabalho e reconhecimento de sua importância para a sociedade e para o setor agropecuário. A demora do governo em atender às demandas está impactando a fiscalização e a liberação de cargas, gerando prejuízos e atrasos.

É essencial que as autoridades considerem as reivindicações dos servidores para garantir a eficiência e a qualidade dos serviços prestados.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Perguntas Frequentes sobre a Reestruturação da Carreira dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários

1. Qual é a reivindicação dos servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária?

Os servidores buscam uma proposta de reestruturação da carreira para garantir melhores condições de trabalho e nivelamento de vencimentos com outras carreiras de auditoria federais.

2. Por que os servidores estão em mobilização?

Os servidores estão mobilizados devido à falta de reconhecimento do governo em atender às demandas, o que tem provocado atrasos na liberação de cargas e impactos na fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras.

3. Quais são os impactos da mobilização dos auditores agropecuários no estado do Paraná?

Os impactos incluem atrasos na liberação de cargas nos portos, aeroportos e fronteiras, o que pode gerar custos extras para o setor agropecuário devido ao tempo de espera para embarque de mercadorias.

4. Como a falta de pessoal afeta a fiscalização no setor agropecuário?

A falta de pessoal, com apenas 2,3 mil auditores agropecuários atuando no país, sendo 20% aptos a se aposentar, tem ocasionado atrasos nas inspeções e liberações de cargas, prejudicando a cadeia de produção e exportação.

5. Qual é a importância do trabalho dos auditores e técnicos de fiscalização agropecuária?

O trabalho dos auditores e técnicos é fundamental para a garantia da segurança alimentar, a qualidade das exportações, a prevenção de pragas e doenças, e a proteção das lavouras e criações. Além disso, contribuem para a abertura de mercados e a geração de empregos.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Servidores aguardam nova proposta do Governo Federal por reestruturação da carreira

Auditores fiscais federais agropecuários (affas) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que atuam no Paraná poderão ter uma semana decisiva para o exercício da atividade.

Responsáveis por garantir a saúde, a qualidade e a segurança dos produtos que chegam até o consumidor final, eles têm uma nova audiência marcada com representantes do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, em Brasília (MGI), na próxima quinta-feira (29), para alinhamento de uma proposta de reestruturação da carreira.

Desde o dia 22 de janeiro, os servidores do Mapa que atuam no estado aderiram a um movimento nacional, promovido pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), em conjunto com a Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Agropecuária (ANTEFFA).

Há duas semanas, após uma primeira proposta, recusada por 98% dos servidores, a mobilização denominada “Operação Reestruturação” foi intensificada em todo o país, gerando impactos na fiscalização de cargas em portos, aeroportos e regiões de fronteira do estado.

A atividade vem sendo executada respeitando os prazos legais, mas os servidores não estão mais executando atendimentos em horários extraordinários, que não são remunerados pelo Ministério.

Desde 2012, os servidores buscam melhorias nas condições de trabalho. Em 2002, quando o valor bruto da produção agropecuária era de cerca de 40% do atual, atuavam cerca de 4 mil auditores agropecuários.

Hoje, o Brasil conta com 2,3 mil auditores agropecuários para auditar e fiscalizar portos, aeroportos, zonas de fronteira, plantas de frigoríficos, agroindústrias, campos de produção, a saúde e bem-estar animal, além de realizar análises fiscais em laboratórios e abrir mercados.

Cerca de 20% deste total está apto a se aposentar e a reposição de pessoal por concursos públicos não tem caminhado para atender o volume do agronegócio brasileiro.

Um levantamento atualizado, repassado pela Delegacia Sindical dos Affas no Paraná, aponta que o descaso do governo com uma solução para o setor tem provocado atrasos na liberação de cargas em todo o estado. A estimativa é de que mais de 2000 caminhões estejam aguardando nas aduanas internacionais.

Nos frigoríficos do estado, a situação já têm reflexos perceptíveis, com mais de mil cargas aguardando certificação. No Porto de Paranaguá, a quantidade de processos aguardando parecer fiscal já está 85% acima da registrada há duas semanas.

Esse tempo extra de espera na liberação pode gerar custos extras devido ao atraso no embarque de mercadorias nos navios.

De acordo com informações do sindicato, a demora do governo em reconhecer a situação e atender às demandas está prejudicando o setor agropecuário, atrasando a liberação de mercadorias no estado. Normalmente, o trabalho de inspeção dura de um a dois dias.

Agora, está levando até cinco dias para ser concluída, uma vez que os Auditores e Técnicos, após anos de negociações infrutíferas, não estão mais atendendo além de seus expedientes de trabalho, já que o governo não paga os horários extraordinários.

Para o auditor fiscal federal agropecuário, Roberto Siqueira Filho, é fundamental que as autoridades reconheçam a importância do trabalho dos auditores e técnicos de fiscalização e sua contribuição para a população e para todo o setor agropecuário, na garantia da segurança alimentar e da qualidade das exportações.

“A atividade diária dos auditores e técnicos protege lavouras e criações de pragas e doenças, inibe falsificações, contrabandos e irregularidades e impede que produtos de má qualidade e em condições sanitárias inadequadas cheguem à mesa das famílias brasileiras”, reforça.

“Essa função também abre mercados para as exportações e para a geração de empregos”, destaca. “Estamos reivindicando o nivelamento de vencimentos com as demais carreiras de auditoria federais e a reposição do quadro de colaboradores, que atualmente é insuficiente”, conclui.

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