Carnaval afeta negócios de trigo?

Carnaval afeta negócios de trigo?

O Mercado Brasileiro de Trigo

O mercado brasileiro de trigo vem enfrentando desafios desde o início do ano, com poucos negócios e uma indústria em férias coletivas. Os moinhos estão abastecidos e realizam compras pontuais, mantendo-se afastados dos negócios, pelo menos até meados de abril. A expectativa é de que o cenário se mantenha assim por mais algum tempo, já que os produtores estão focados nas safras de verão.

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Um Vislumbre sobre as Cotações

Segundo o analista Elcio Bento, as cotações estão apresentando uma leve melhora no Paraná, aproximando-se da paridade de importação em relação à Argentina. No Rio Grande do Sul, os preços têm variado entre R$ 1.180 e R$ 1.200 a tonelada, evidenciando a força das vendas internacionais. Os line-ups de exportação e cabotagem atingiram um montante significativo na temporada 2023/24, com um aumento em relação ao período anterior.

A Projeção do Fórum USDA

O Fórum anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou que a área plantada com trigo nos EUA em 2024/25 será de 47 milhões de acres, com uma produção estimada em 1,9 bilhão de bushels. As exportações previstas e os estoques finais também foram apresentados, indicando uma visão abrangente do cenário internacional que influencia o mercado brasileiro.

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Desenvolvimento

O mercado brasileiro de trigo tem enfrentado semanas com poucos negócios devido à redução causada pelo período do Carnaval. Desde o início do ano, quando as indústrias entraram em férias coletivas, os moinhos, que estão bem abastecidos, têm feito compras apenas em situações pontuais as suas necessidades.

A perspectiva para as próximas semanas

Espera-se que esse cenário persista, pelo menos, até meados de abril, devido ao afastamento dos produtores dos negócios para focarem nas safras de verão. Isso tem levado apenas ao fechamento de contratos ocasionais, quando os vendedores precisam liberar espaço em seus armazéns.

O cenário do Paraná e Rio Grande do Sul

No Paraná, houve uma leve melhora nas cotações. As indicações no FOB interior ficaram por volta de R$ 1.280/tonelada de trigo tipo 01, enquanto que no Rio Grande do Sul os últimos números ficaram entre R$ 1.180 e R$ 1.200 a tonelada, para trigo com um mínimo de 77 de PH.

Exportações e os números da safra 2023/24

As vendas internacionais têm sido um destaque, com um montante de 2,901 milhões de toneladas de trigo exportadas pela temporada 2023/24. Esse número representa um acréscimo de 112 mil toneladas em relação ao mesmo período anterior, com destaque para os portos de origem em Rio Grande, Imbituba/SC, e Paranaguá/Antonina/PR.

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Fórum USDA

A área a ser plantada com trigo nos Estados Unidos em 2024/25 deve totalizar 47 milhões de acres. Este é o primeiro número projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu Fórum anual. Em 2023/24, foram 49,6 milhões de acres.

Os Estados Unidos devem produzir 1,9 bilhão de bushels com o cereal, acima dos 1,812 bilhão da safra anterior. Com exportações previstas em 775 milhões de bushels, os estoques finais devem totalizar 769 milhões de bushels. Em 23/24, o país exportou 725 milhões de bushels e teve estoques de passagem de 658 milhões de bushels.

Conclusão

O mercado de trigo no Brasil apresenta desafios significativos, mas também oportunidades inspiradoras. Com a leve melhora nas cotações e o destaque para as vendas internacionais, há espaço para crescimento e inovação. Além disso, as projeções para o trigo nos Estados Unidos sinalizam um cenário promissor para a produção e exportação do cereal. Acompanhar de perto essas tendências e investir em estratégias alinhadas pode ser a chave para o sucesso no mercado de trigo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Mercado brasileiro de trigo em baixa devido ao período de férias coletivas

O mercado brasileiro de trigo teve mais uma semana de poucos negócios, com o período reduzido pelo Carnaval. O cenário tem sido este desde a virada do ano, quando a indústria entrou em férias coletivas. Os moinhos, bem abastecidos, têm ido às compras apenas em situações pontuais, conforme necessidade. A expectativa é de que isso persista, ao menos, até meados de abril. Isso porque, agora, são os produtores que estão afastados dos negócios, focados nas safras de verão. Apenas contratos de ocasião são fechados, quando os vendedores precisam abrir espaço em seus armazéns.

Cenário das cotações de trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul

Segundo Elcio Bento, analista de Safras & Mercado, no Paraná já é possível perceber uma leve melhora nas cotações. No FOB interior, as indicações ficam por volta de R$ 1.280/tonelada de trigo tipo 01. Esses preços já se aproximam da paridade de importação em relação à Argentina, que está por volta de R$ 1.290/tonelada. No Rio Grande do Sul, os últimos reportes (para trigo com um mínimo de 77 de PH) ficaram entre R$ 1.180 e R$ 1.200 a tonelada.

Vendas internacionais de trigo em destaque

O destaque continua sendo a força das vendas internacionais. Os line-ups de exportação/cabotagem de trigo – programação de embarques pelos portos brasileiros – chegaram ao montante de 2,901 milhões de toneladas na temporada 2023/24 (até meados de março/24). Esse montante corresponde a um acréscimo de 112 mil toneladas quando comparado aos números fechados entre agosto/22 e março/23. O principal porto de origem é o de Rio Grande, com 2,224 milhões de toneladas (77%), seguido pelo de Imbituba/SC com 415 mil toneladas (14%) e Paranaguá/Antonina/PR com 263 mil toneladas (9%).

Fórum USDA: Projeções para a safra de trigo nos Estados Unidos

A área a ser plantada com trigo nos Estados Unidos em 2024/25 deve totalizar 47 milhões de acres. Este é o primeiro número projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu Fórum anual. Em 2023/24, foram 49,6 milhões de acres. Os Estados Unidos devem produzir 1,9 bilhão de bushels com o cereal, acima dos 1,812 bilhão da safra anterior. Com exportações previstas em 775 milhões de bushels, os estoques finais devem totalizar 769 milhões de bushels. Em 23/24, o país exportou 725 milhões de bushels e teve estoques de passagem de 658 milhões de bushels.

Perguntas Frequentes

1. Por que o mercado de trigo no Brasil teve poucos negócios?

O mercado brasileiro de trigo teve poucos negócios devido ao período reduzido pelo Carnaval e às férias coletivas da indústria no início do ano, que reduziram a atividade de compra dos moinhos.

2. Qual a expectativa para as cotações de trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul?

A expectativa é de uma leve melhora nas cotações no Paraná, onde os preços já se aproximam da paridade de importação em relação à Argentina. No Rio Grande do Sul, as cotações dos últimos reportes ficaram entre R$ 1.180 e R$ 1.200 a tonelada.

3. Por que as vendas internacionais de trigo estão em destaque?

As vendas internacionais de trigo estão em destaque devido ao aumento nos embarques pelos portos brasileiros, com um acréscimo de 112 mil toneladas comparado ao mesmo período do ano anterior.

4. Qual é a projeção do USDA para a safra de trigo nos Estados Unidos?

O USDA projeta que a área a ser plantada com trigo nos Estados Unidos em 2024/25 totalize 47 milhões de acres, com a produção de 1,9 bilhão de bushels, acima da safra anterior. As exportações previstas são de 775 milhões de bushels, com estoques finais de 769 milhões de bushels.

5. Quais são os principais portos de origem das exportações de trigo no Brasil?

Os principais portos de origem das exportações de trigo no Brasil são o de Rio Grande, com 77% do montante, seguido pelo de Imbituba/SC com 14% e Paranaguá/Antonina/PR com 9% do total.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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O mercado brasileiro de trigo teve mais uma semana de poucos negócios, com o período reduzido pelo Carnaval. O cenário tem sido este desde a virada do ano, quando a indústria entrou em férias coletivas. Os moinhos, bem abastecidos, têm ido às compras apenas em situações pontuais, conforme necessidade.

A expectativa é de que isso persista, ao menos, até meados de abril. Isso porque, agora, são os produtores que estão afastados dos negócios, focados nas safras de verão. Apenas contratos de ocasião são fechados, quando os vendedores precisam abrir espaço em seus armazéns.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, no Paraná, já é possível perceber uma leve melhora nas cotações. No FOB interior, as indicações ficam por volta de R$ 1.280/tonelada de trigo tipo 01. Esses preços já se aproximam da paridade de importação em relação à Argentina, que está por volta de R$ 1.290/tonelada. No Rio Grande do Sul, os últimos reportes (para trigo com um mínimo de 77 de PH) ficaram entre R$ 1.180 e R$ 1.200 a tonelada.

O destaque continua sendo a força das vendas internacionais. Os line-ups de exportação/cabotagem de trigo – programação de embarques pelos portos brasileiros – chegaram ao montante de 2,901 milhões de toneladas na temporada 2023/24 (até meados de março/24). Esse montante corresponde a um acréscimo de 112 mil toneladas quando comparado aos números fechados entre agosto/22 e março/23. O principal porto de origem é o de Rio Grande, com 2,224 milhões de toneladas (77%), seguido pelo de Imbituba/SC com 415 mil toneladas (14%) e Paranaguá/Antonina/PR com 263 mil toneladas (9%). Em janeiro, no total dos estados do Sul foram registradas 972 mil toneladas, em fevereiro (até o final da primeira quinzena) chegam a 848 mil toneladas e em março a 127 mil toneladas.

Fórum USDA

A área a ser plantada com trigo nos Estados Unidos em 2024/25 deve totalizar 47 milhões de acres. Este é o primeiro número projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu Fórum anual. Em 2023/24, foram 49,6 milhões de acres.

Os Estados Unidos devem produzir 1,9 bilhão de bushels com o cereal, acima dos 1,812 bilhão da safra anterior. Com exportações previstas em 775 milhões de bushels, os estoques finais devem totalizar 769 milhões de bushels. Em 23/24, o país exportou 725 milhões de bushels e teve estoques de passagem de 658 milhões de bushels.

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