Safra 2024: 303,4 milhões de toneladas

Safra 2024: 303,4 milhões de toneladas

Um olhar sobre a previsão agrícola para 2024

A safra agrícola de 2024 deve totalizar 303,4 milhões de toneladas, 12 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 3,8%.

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Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado na manhã desta quinta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A redução nas estimativas para a safra agrícola deste ano reflete o impacto dos problemas climáticos ocorridos ao longo de 2023, informou o instituto. A área a ser colhida está projetada em 77,6 milhões de hectares, apresentando decréscimo de 0,3% frente à área colhida em 2023, declínio de 222,6 mil hectares. O algodão foi o único produto a apresentar recorde de produção.

“Em 2023, houve excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, atrasando o plantio dessa nova safra; e períodos de seca com temperaturas elevadas nas regiões Norte e Centro-Oeste. Esses efeitos climáticos estão gerando queda nas estimativas nessas regiões e estados. A cultura mais afetada foi a soja”, disse em nota o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

A estimativa do IBGE é de que a produção de soja registre 150,4 milhões de toneladas, decréscimo de 1% em relação ao que foi produzido em 2023, mesmo com um aumento na área plantada, o que na avaliação de Barradas mostra um declínio na produtividade bastante relevante.

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Desenvolvimento:

Impacto dos problemas climáticos

A redução na estimativa da safra agrícola de 2024 é resultado do impacto dos problemas climáticos ocorridos em 2023. Excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, períodos de seca com temperaturas elevadas nas regiões Norte e Centro-Oeste tiveram impactos significativos. A cultura mais afetada foi a soja, cuja produção registrou uma queda de 2,7% em relação ao prognóstico anterior.

Queda na produtividade

Mesmo com um aumento na área plantada de soja, houve uma conta de 1% na produção, o que mostra um declínio na produtividade bastante relevante. Esse declínio é atribuído aos efeitos causados pelo fenômeno climático El Niño, que trouxe chuvas em excesso ao Sul e a falta de chuvas regulares no Centro-Norte, limitando o potencial produtivo da soja.

Impacto no mercado de grãos

O milho também sofreu com a redução na produção, devido a preços baixos e rentabilidade limitada. Por outro lado, o algodão foi o único produto a apresentar um recorde de produção, com expectativa de um novo recorde em 2024. A produção de café também deve apresentar um acréscimo, mas não tão expressivo devido à bienalidade positiva.

Variação regional

A análise por região mostra que apenas o Sul e o Norte apresentam alta nas estimativas de produção, enquanto as demais regiões tiveram variações anuais negativas. Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que juntos representam a maior parte da produção.

Previsões futuras

Os impactos dos efeitos climáticos de 2023 ainda não estão completamente refletidos nas estimativas de janeiro. Com diversas unidades da federação a informar os dados nos próximos meses, novos dados devem refletir os problemas climáticos e seus efeitos na produção agrícola.
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Safra agrícola em declínio: impactos e perspectivas

A redução nas estimativas para a safra agrícola de 2024 reflete os problemas climáticos ocorridos ao longo de 2023, impactando a produção de soja, milho e outras culturas. Os efeitos do El Niño, combinados com a queda nos preços de certos produtos, levaram os produtores a priorizarem cultivos mais rentáveis, como o algodão.

Impacto nas regiões e expectativas futuras

O impacto das condições climáticas variou entre as regiões do Brasil, com algumas apresentando alta nas estimativas de produção e outras registrando declínios significativos. Ainda há incertezas relacionadas aos efeitos climáticos de 2023, que podem continuar a afetar a produção nos próximos meses.

Desafios e oportunidades para o setor agrícola

Com a safra agrícola em declínio, os produtores enfrentam desafios em relação à rentabilidade e à escolha das culturas a serem plantadas. No entanto, a adaptação a esses desafios também pode gerar oportunidades para explorar cultivos alternativos e estratégias de manejo mais eficientes.

Perspectivas para o cenário econômico

Os impactos da safra agrícola de 2024 não se limitam ao setor agrícola, mas também têm consequências econômicas mais amplas. A queda na produção de culturas-chave pode influenciar os preços dos alimentos e as exportações, afetando a economia como um todo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Previsão da Safra Agrícola de 2024

A safra agrícola de 2024 deve totalizar 303,4 milhões de toneladas, 12 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 3,8%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado na manhã desta quinta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por que a estimativa para a safra agrícola de 2024 foi reduzida?

A redução nas estimativas para a safra agrícola deste ano reflete o impacto dos problemas climáticos ocorridos ao longo de 2023.

Quais foram os principais impactos dos problemas climáticos na safra agrícola?

O excesso de chuvas no Rio Grande do Sul atrasou o plantio da nova safra; e períodos de seca com temperaturas elevadas nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Quais são as projeções de produção para a soja em 2024?

A estimativa do IBGE é de que a produção de soja registre 150,4 milhões de toneladas, decréscimo de 1% em relação ao que foi produzido em 2023, mesmo com um aumento na área plantada.

Qual foi o impacto do fenômeno climático El Niño na produção de milho em 2024?

Os efeitos causados pelo fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo excesso de chuvas nos Estados da região Sul, e a falta de chuvas regulares, combinada com o registro de elevadas temperaturas na região Centro-Norte do País trouxeram, como consequência, uma limitação no potencial produtivo da soja em boa parte das unidades da federação produtoras.

Quais produtos agrícolas apresentaram recorde de produção em 2024?

O algodão foi o único produto a apresentar recorde de produção, estimada em 8,2 milhões de toneladas, acréscimo de 9,4% em relação ao terceiro prognóstico.

VEJA TAMBÉM |  CNA: Valor Bruto da Produção Agropecuária recua 2,6% em 2023, para R$ 1,25 tri

Conclusão

Os problemas climáticos no ano anterior tiveram um impacto significativo na produção agrícola de 2024, com quedas na estimativa de produção de soja e milho, enquanto o algodão foi o único produto a apresentar crescimento. As projeções e os desafios enfrentados pelos produtores são essenciais para entender o panorama da safra agrícola deste ano. Acompanhar de perto os efeitos climáticos e os dados de produção nos próximos meses será fundamental para entender o cenário completo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

A safra agrícola de 2024 deve totalizar 303,4 milhões de toneladas, 12 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 3,8%.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado na manhã desta quinta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A redução nas estimativas para a safra agrícola deste ano reflete o impacto dos problemas climáticos ocorridos ao longo de 2023, informou o instituto. A área a ser colhida está projetada em 77,6 milhões de hectares, apresentando decréscimo de 0,3% frente à área colhida em 2023, declínio de 222,6 mil hectares. O algodão foi o único produto a apresentar recorde de produção.

“Em 2023, houve excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, atrasando o plantio dessa nova safra; e períodos de seca com temperaturas elevadas nas regiões Norte e Centro-Oeste. Esses efeitos climáticos estão gerando queda nas estimativas nessas regiões e estados. A cultura mais afetada foi a soja”, disse em nota o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

A estimativa do IBGE é de que a produção de soja registre 150,4 milhões de toneladas, decréscimo de 1% em relação ao que foi produzido em 2023, mesmo com um aumento na área plantada, o que na avaliação de Barradas mostra um declínio na produtividade bastante relevante.

Ele explica que os efeitos causados pelo fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo excesso de chuvas nos Estados da região Sul, e a falta de chuvas regulares, combinada com o registro de elevadas temperaturas na região Centro-Norte do País trouxeram, como consequência, uma limitação no potencial produtivo da soja em boa parte das unidades da federação produtoras, justificando a queda de 2,7% na quantidade produzida em relação ao prognóstico anterior.

Da mesma forma, o milho, com uma produção estimada de 117,7 milhões de toneladas, teve queda de 10,2% em relação a 2023 e alta de 0,7% em relação a dezembro. O produto também teve redução de 4,8% na área plantada, considerando o milho de primeira e de segunda safras.

“O problema do milho é que os preços estão bastante defasados, com uma rentabilidade muito baixa. Os preços da soja também vêm caindo. Já o arroz, por outro lado, pela primeira vez, nos últimos anos, teve um aumento de 3,1% na área plantada. Como o preço está bom, os produtores ampliaram a área de plantio”, avaliou Barradas.

O algodão foi o único produto a apresentar recorde de produção, estimada em 8,2 milhões de toneladas, acréscimo de 9,4% em relação ao terceiro prognóstico. Em relação a 2023, as primeiras estimativas apontam para um aumento de 5,8% na produção, em virtude de previsão de uma maior área plantada (8,5%).

Com essa expectativa, será mais um recorde na produção de algodão (em caroço), depois de já ter sido recorde em 2023, quando atingiu 7,7 milhões de toneladas. “Com a redução da produção do milho de segunda safra, em função da baixa rentabilidade dos preços, os produtores preferiram apostar mais no algodão, que apresentou alta de 9,4% na produção e de 8,5% em área plantada”, observou Barradas.

Para o café, considerando as duas espécies (arábica e canéfora), a estimativa é de uma produção de 3,5 milhões de toneladas, ou 59,1 milhões de sacas de 60 kg, um acréscimo de 3,7% em relação a 2023. No ano passado, a produção já foi elevada, apesar de ter sido ano de bienalidade negativa.

“Em 2024, a bienalidade é positiva, mas, pelo fato de já ter apresentado uma produção alta em 2023, o crescimento neste ano não deve ser muito expressivo. O café arábica deve somar 2,5 milhões de toneladas, aumento de 3,9% em relação ao ano passado. O café canéfora tem estimativa de produção de 1,1 milhão, alta de 3,4% em relação a 2023”, ressaltou.

Duas das cinco regiões apresentam alta nas estimativas de produção: região Sul (12,5%) e Norte (0,4%), e variação anual negativa para as demais: região Centro-Oeste (-11,6%), Sudeste (-5,7%), e Nordeste (-5,8%). Quanto à variação mensal, apresentou crescimento a região Norte (3,4%); estabilidade a Sudeste (0,0%), enquanto as demais apresentaram declínios: Nordeste (-1,6%), Sul (-2,6%) e Centro-Oeste (-0,6%).

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 27,6%, seguido pelo Paraná (14,0%), Rio Grande do Sul (13,3%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (8,8%), e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 79,8% do total.

“Daqui para frente, ainda devemos ver os impactos dos efeitos climáticos. Ainda há várias unidades da federação a informar os dados nos próximos meses. Com isso, novos dados devem refletir os problemas climáticos de 2023, que ainda não estão completamente recepcionados nas estimativas de janeiro”, concluiu Barradas.

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