Café: Análise Semanal
Situação Atual do Mercado de Café
Esta semana foi marcada por forte volatilidade nas cotações dos contratos de café. Apesar das oscilações diárias, o saldo foi positivo, tanto na ICE Futures US em Nova York como na ICE Europe em Londres. Os fundamentos que influenciam o mercado, como baixos estoques de café, eventos climáticos extremos e tensões políticas, continuam a criar incertezas e contribuir para essa volatilidade.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Exportações Brasileiras
O Brasil exportou 39,247 milhões de sacas de café em 2023. Enquanto houve uma queda no total de exportações em relação ao ano anterior, o país viu um crescimento nas receitas cambiais em dezembro de 2023, sinalizando oportunidades.
China: Novo Mercado em Crescimento
A China emerge como um importante mercado de consumo de café. Com um aumento significativo nas importações provenientes do Brasil, o país fortalece sua posição como comprador global.
Produção Brasileira
A safra de café em 2024 é esperada para ser positiva, com aumento na produção em comparação com 2023. No entanto, as condições climáticas podem impactar as safras futuras, exigindo acompanhamento contínuo.
Perspectivas Futuras
As tendências climáticas apresentam incertezas, com a possibilidade da presença de La Niña e El Niño, influenciando a produção de café no futuro. As oscilações recentes no mercado devem ser acompanhadas de perto.
Em resumo, as condições atuais e futuras do mercado de café são influenciadas por uma série de fatores que sustentam a volatilidade. É fundamental manter vigilância sobre os desdobramentos globais para compreender e antecipar possíveis impactos no setor.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
Nesta semana, mais curta para os negócios de café devido ao feriado na segunda-feira nos EUA, dia de Martin Luther King, quando não houve pregão na ICE Futures US, em Nova Iorque, principal termômetro do mercado de café, continuou a forte volatilidade nas cotações dos contratos de café, tanto na ICE americana, como na ICE Europe, em Londres. Apesar de todo o “sobe e desce” diário, tivemos, nesta semana, um bom saldo positivo nesses contratos, tanto em Nova Iorque como em Londres.
Os fundamentos continuam os mesmos que temos repetido semana após semana em nossos informativos: baixos estoques de café e consumo crescente; repetidos eventos climáticos extremos em todo o mundo; tensões políticas crescentes, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, e ataques terroristas pelo Hamas em Israel, e agora de rebeldes Houthi à navios no Mar Vermelho, dificultando – praticamente interrompendo – importantes rotas comerciais. Esse cenário global conturbado, cheio de incertezas, cria condições para essa volatilidade nas cotações do café.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou, na última segunda-feira, que o Brasil exportou 39,247 milhões de sacas de 60 kg de café em 2023, uma queda de 163.265 sacas em relação às 39,410 milhões de sacas embarcadas em 2022. Em receita cambial, houve recuo de 13% no comparativo anual, com os embarques tendo rendido US$ 8,041 bilhões em todo o ano passado. Em dezembro de 2023, as remessas de café ao exterior somaram 4,116 milhões de sacas, gerando US$ 800,1 milhões, o que representa altas de 27,1% em volume e de 11,6% em receita frente ao último mês de 2022.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano safra 2023/2024 (julho a dezembro de 2023), as exportações brasileiras de café totalizam 22,993 milhões de sacas, aferindo crescimento de 18,5% ante o registrado entre julho e dezembro de 2022. No mesmo intervalo, a receita cambial registra recuo de 2,2%, chegando a US$ 4,488 bilhões.
A boa notícia é que, ao longo de 2023, a China sinalizou que alçaria voos mais altos no consumo de café, tendo superado, inclusive, os EUA como o maior mercado de cafeterias de marca no mundo, com 49.690 pontos de venda, de acordo com análise do World Coffee Portal. No ano passado, a China saltou para o sexto lugar no ranking dos principais compradores dos cafés do Brasil, importando 1,480 milhão de sacas, volume que representa um substancial crescimento de 278,6% frente aos 12 meses de 2022. Um ano antes, os chineses haviam importado 390.879 sacas e ocupavam apenas a 20ª posição na tabela.
A safra brasileira de café em 2024 deverá se confirmar como ano de bienalidade positiva, com produção estimada de 58,08 milhões de sacas de café beneficiado, 5,5% superior à produção de 2023. No primeiro levantamento do ano realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado ontem, quinta-feira, a estatal ressalta que as safras de 2021 e 2022, devido às adversidades climáticas, tiveram baixas produtividades, o que modificou a tendência de crescimento que se verificava na série de produção. Mas em 2023, com as condições climáticas mais favoráveis, iniciou-se a fase de recuperação das produtividades (fonte: Notícias Agrícolas).
Em nossa opinião, com eventos climáticos extremos se sucedendo em todo o mundo em intervalos menores a cada ano, é cedo para termos uma ideia mais precisa do tamanho das perdas nas safras brasileiras de café 2024 e 2025.
A chance de o retorno de La Niña acontecer ainda este ano é alta. Segundo o último relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a probabilidade de o fenômeno voltar a atuar sob as águas do Pacífico neste inverno aumentou para 65%. Ainda de acordo com a NOAA, há garantias de que o El Niño permanecerá ativo até março deste ano, com alta possibilidade de se estender até abril. As temperaturas do oceano devem começar a abaixar entre março e maio de 2024. Há 73% de chance de atingirmos a fase de neutralidade em junho. “Será uma rápida virada, mas não é um processo que não acontece do dia para a noite. O oceano precisa de um tempo para sair do período de aquecimento. É todo um processo de acomodação para que isso impacte na atmosfera e faça a diferença no nosso dia a dia”, esclarece Estael Sias, meteorologista da MetSul (Fonte: Globo Rural).
Hoje, na ICE Futures US, os contratos para março próximo bateram em US$ 1,8615 na máxima do dia e encerraram o pregão em alta de 520 pontos, a US$ 1,8515 por libra peso. Ontem, subiram 75 pontos e anteontem caíram 605 pontos. Na terça-feira subiram 525 pontos. Segunda não houve pregão em Nova Iorque. Esses contratos somaram alta de 515 pontos nesta semana. Encerraram a sexta-feira passada a US$ 1,8000 por libra peso. Na semana passada, caíram 280 pontos e, na anterior, recuaram 550 pontos.
Na ICE Europe, em Londres, os contratos de robusta para março próximo trabalharam em alta e fecharam com ganhos de 65 dólares, valendo US$ 3.128 por tonelada. Ontem, caíram 93 dólares. Subiram 189 dólares esta semana. Na sexta-feira passada, fecharam valendo US$ 2.939,00 por tonelada. Subiram 144 dólares por tonelada na semana passada.
Os estoques de cafés certificados na ICE Futures US caíram, hoje, 10.702 sacas e estão em 253.108 sacas. Há um ano eram de 859.564 sacas, quando já eram considerados criticamente baixos. Caíram neste período 606.456 sacas. Nesta semana somaram queda de 8.338 sacas. No mês de dezembro cresceram 27.158 sacas. No mês de novembro apresentaram queda de 165.072 sacas e no mês de outubro, a queda totalizou 52.807 sacas. No mês de setembro esses estoques caíram 58.986 sacas. No mês de agosto, a queda foi de 45.369 sacas e no mês de julho de 16.163 sacas.
O dólar caiu, hoje, 0,10% frente ao real e fechou a R$ 4,9270. Ontem subiu 0,04%. Na sexta-feira passada, caiu 0,35% e encerrou a semana a R$ 4,8580. Fechou a sexta-feira anterior valendo R$ 4,8720. Em reais por saca, os contratos para março próximo em Nova Iorque fecharam, hoje, a R$ 1.206,70. Terminaram o dia, ontem, a R$ 1.174,00. Fecharam na última sexta-feira a R$ 1.156,71. Terminaram o último pregão do ano, na sexta-feira (29), valendo R$ 1.208,80.
No mercado físico brasileiro, ao longo dos dias, os compradores subiram e desceram suas ofertas acompanhando o “sobe e desce” em Nova Iorque e Londres. O volume de negócios cresceu, mas continuou pequeno frente à necessidade dos compradores. Muitos produtores de arábica continuam aguardando preços mais altos. No mercado de conilon, o volume de negócios fechados é maior que no de arábica. Há disposição de vendas e um forte interesse comprador.
Até dia 19, os embarques de janeiro estavam em 1.626.903 sacas de café arábica, 157.448 sacas de café conilon, mais 135.958 sacas de café solúvel, totalizando 1.920.309 sacas embarcadas, contra 2.141.896 sacas no mesmo dia de dezembro. Até o mesmo dia 19, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em janeiro totalizavam 2.698.586 sacas, contra 2.680.071 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 12, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 19, subiu, nos contratos para entrega em março próximo, 515 pontos ou US$ 6,81 (R$ 33,56) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam, no dia 12, a R$ 1.156,71 por saca, e hoje, sexta-feira, dia 19, a R$ 1.206,70. Hoje, nos contratos para entrega em março, a bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 520 pontos. No mercado firme de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2022/2023, condição porta de armazém:
R$ 1040/1060,00 – CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$ 1020/1040,00 – FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$ 1000/1020,00 – BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$ 910/940,00 – DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$ 870/900,00 – RIADOS.
R$ 850/870,00 – RIO.
R$ 800/830,00 – P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$ 800/830,00 – P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA.
DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 4,9270 PARA COMPRA.
Nesta semana, os negócios de café continuaram a forte volatilidade nas cotações dos contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque, com alta também na ICE Europe em Londres. Apesar das oscilações diárias, houve um saldo positivo nos contratos, tanto em Nova Iorque quanto em Londres.
Os fundamentos continuam os mesmos, com baixos estoques e consumo crescente, eventos climáticos extremos em todo o mundo e tensões políticas, que criam condições para a volatilidade nas cotações do café.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil exportou 39,247 milhões de sacas de café de 60 kg em 2023, representando uma queda em relação a 2022. A receita cambial também apresentou recuo. No entanto, em dezembro de 2023, as remessas de café ao exterior somaram 4,116 milhões de sacas, gerando um valor significativo em relação ao mesmo período de 2022.
As exportações brasileiras de café nos seis primeiros meses do ano safra 2023/2024 totalizam 22,993 milhões de sacas, com crescimento em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Uma boa notícia é que a China sinalizou um aumento no consumo de café em 2023, tornando-se o maior mercado de cafeterias de marca no mundo e um dos principais compradores do café brasileiro.
A safra brasileira de café em 2024 é estimada em 58,08 milhões de sacas, superior à produção de 2023, devido às condições climáticas mais favoráveis. No entanto, a incerteza em relação aos eventos climáticos extremos, como a possibilidade do retorno de La Niña, afeta as expectativas sobre as safras de café.
Na ICE Futures US e na ICE Europe em Londres, os contratos para março próximo apresentaram oscilações ao longo da semana. Os estoques de cafés certificados na ICE Futures US também tiveram uma queda gradual, refletindo a situação do mercado.
No mercado físico brasileiro, os compradores acompanharam as oscilações em Nova Iorque e Londres, mas muitos produtores de arábica aguardam preços mais altos. No mercado de conilon, o volume de negócios é maior, com disposição de vendas e forte interesse comprador.
Em relação aos embarques e pedidos de certificados de origem, a movimentação reflete uma dinâmica constante no mercado. As cotações na ICE de Nova Iorque subiram, indicando um mercado firme.
No geral, o mercado de café apresenta volatilidade devido a fatores como clima, políticas comerciais e demanda crescente. As oscilações nas cotações refletem a complexidade da cadeia de suprimentos e a necessidade contínua de adaptação dos produtores e consumidores.
1. Por que as flutuações nas cotações dos contratos de café são tão acentuadas nos mercados de Nova Iorque e Londres?
Resposta: As flutuações nas cotações são causadas por baixos estoques de café, eventos climáticos extremos em todo o mundo e tensões políticas, criando um cenário de incertezas que leva à volatilidade.
2. Qual é a importância da safra brasileira de café em 2024 no contexto global?
Resposta: A safra brasileira é significativa, pois o Brasil é um dos principais produtores e exportadores de café do mundo, e qualquer mudança na produção pode ter um impacto direto no mercado global de café.
3. Qual é o papel da China no consumo de café e como isso afeta o mercado brasileiro?
Resposta: A China tem aumentado seu consumo de café e se tornou o maior mercado de cafeterias de marca no mundo, o que resultou em um substancial crescimento nas importações de café do Brasil, afetando diretamente o mercado brasileiro.
4. Por que a probabilidade de retorno do La Niña é uma preocupação para o mercado de café?
Resposta: O possível retorno do La Niña é uma preocupação devido aos efeitos climáticos que pode trazer, como condições adversas que afetariam as safras de café e, consequentemente, o mercado.
5. Como a queda do dólar e as flutuações nos mercados internacionais impactam o mercado físico brasileiro de café?
Resposta: A queda do dólar e as flutuações nos mercados internacionais influenciam as ofertas e a demanda no mercado brasileiro, afetando os preços e os volumes de negócios realizados.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Mercado de Café
O que influencia a volatilidade das cotações do café?
Os fundamentos continuam os mesmos: baixos estoques, consumo crescente, eventos climáticos extremos e tensões políticas.
Quais foram os números das exportações brasileiras de café em 2023?
O Brasil exportou 39,247 milhões de sacas de café em 2023, com receita cambial de US$ 8,041 bilhões.
Qual é a previsão para a safra brasileira de café em 2024?
A safra de café em 2024 deverá ser positiva, com produção estimada em 58,08 milhões de sacas, 5,5% superior à produção de 2023.
Quais as expectativas para a influência dos eventos climáticos nos próximos anos?
Com a possibilidade de retorno de La Niña e a rápida virada nas temperaturas do oceano, é cedo para determinar o impacto nas safras de café de 2024 e 2025.
Como estão as cotações e o mercado do café?
A semana teve forte volatilidade nas cotações dos contratos de café, tanto na ICE em Nova Iorque quanto na ICE em Londres. As bolsas fecharam com alta e o mercado de café continua movimentado, com expectativas e oscilações.
Nesta semana, mais curta para os negócios de café devido ao feriado na segunda-feira nos EUA, dia de Martin Luther King, quando não houve pregão na ICE Futures US, em Nova Iorque, principal termômetro do mercado de café, continuou a forte volatilidade nas cotações dos contratos de café, tanto na ICE americana, como na ICE Europe, em Londres. Apesar de todo o “sobe e desce” diário, tivemos, nesta semana, um bom saldo positivo nesses contratos, tanto em Nova Iorque como em Londres.
