Who comprises the self-employed workforce in Brazil’s agricultural and livestock sector?

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Desemprego no Brasil: Aumento dos Trabalhadores Autônomos na Agricultura e Pecuária

Após um período de fartura no início da década passada, o desemprego voltou a atingir a população brasileira. É um cenário amplamente conhecido pelas famílias no Brasil devido aos seus efeitos no consumo e no bem-estar.

Ao mesmo tempo, surge no mercado brasileiro um importante tipo de trabalhador: os autônomos, que representam cerca de 25,2 milhões de trabalhadores. Muito se tem discutido sobre os fatores que influenciaram o recente aumento da participação na economia. Por um lado, uma parcela desses trabalhadores se torna empreendedora porque vê oportunidades comerciais. No entanto, outros seguem o mesmo caminho porque precisam, ou mesmo para sobreviver (Feijó, J. Empreender para sobreviver: quem são os trabalhador por conta própria? Jan 2022. https://portal.fgv.br/artigos/empreender-sobreviver-quem-sao-trabalhadores-conta-propria). Além disso, tanto mudanças institucionais quanto estruturais, como as que criaram um novo modelo de negócios, também ajudaram a aumentar o número de trabalhadores por conta própria.

Conhecer o perfil desses trabalhadores tem importância socioeconômica. Para cumprir essa tarefa, este artigo seleciona trabalhadores autônomos que trabalham na agricultura e na agropecuária no Brasil, grupo que compreende cerca de 3,6 milhões de pessoas, 18% do total de trabalhadores do setor.

Principais Atividades dos Trabalhadores Autônomos na Agricultura e Pecuária

Mais de 75% dos postos de trabalho por conta própria estão concentrados em seis atividades, como “outras culturas”, que responde por quase um terço do total. Nesta categoria estão incluídas culturas como a mandioca e a banana, entre várias outras com menor participação na produção agrícola global. Em segundo lugar, a pecuária concentra 25% dos trabalhadores, seguida da pesca, cereais, hortifrutigranjeiros e café.

Perfil dos Trabalhadores Autônomos na Agricultura e Pecuária

Considerando as características sociodemográficas desses trabalhadores, é possível traçar um perfil médio: homens nordestinos, com ensino fundamental incompleto. Ou seja, é o tipo predominante entre os trabalhadores. Do total, 83% são homens, 34% estão no Nordeste e 56% não concluíram o ensino fundamental.

Em termos regionais, outra característica é interessante notar: enquanto os trabalhadores do Norte e do Nordeste atuam especialmente em “outras lavouras”, no Sul e no Sudeste predominam as atividades da pecuária, fumo, soja e café.

Desequilíbrio na Renda Recebida por Trabalhadores Autônomos na Agricultura e Pecuária

A baixa escolaridade é outro aspecto relevante para a análise: pouco mais de dois terços do total de trabalhadores não têm escolaridade ou têm ensino fundamental incompleto. É provável que esses trabalhadores destinem parte de sua produção para consumo próprio e de suas famílias, o que é comum na agricultura. Por outro lado, esse não parece ser o caso daqueles com maior escolaridade – portanto, com melhores condições econômicas.

De maneira geral, pode-se dizer que, como observado no restante do mercado de trabalho no Brasil, há um significativo desequilíbrio no acesso a recursos e informações, nas condições de trabalho e principalmente na renda recebida por esses trabalhadores. Considerando os dados mais recentes divulgados pelo Cepea, a renda está em torno de R$ 1,7 mil, significativamente inferior à obtida pelos empregadores (R$ 8,3 mil, em média). Apesar disso, em relação aos anos anteriores, a renda média aumentou: em 2016, foi de R$ 1,4 mil. Ao mesmo tempo, intensificou-se o nível de concentração de renda. Ou seja, o aumento da renda ocorreu de forma desigual entre os trabalhadores. No início de 2023, cerca de 10% desses trabalhadores (aproximadamente 360 ​​mil pessoas) ganhavam até R$ 200 por mês.

Conclusão

Os trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária desempenham um papel importante no cenário econômico brasileiro, especialmente em um momento em que o desemprego cresce. No entanto, é necessário enfrentar os desafios relacionados à baixa escolaridade, desequilíbrio na renda e acesso limitado a recursos e informações. A promoção de políticas públicas direcionadas a esses trabalhadores, como programas de capacitação e acesso a crédito, pode contribuir para melhorar suas condições socioeconômicas.

Perguntas e Respostas

1. Quais são as principais atividades dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária?

Mais de 75% dos postos de trabalho por conta própria estão concentrados em seis atividades: “outras culturas”, pecuária, pesca, cereais, hortifrutigranjeiros e café.

2. Qual é o perfil médio dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária?

O perfil médio é de homens nordestinos, com ensino fundamental incompleto. A maioria dos trabalhadores são homens, estão no Nordeste e não concluíram o ensino fundamental.

3. Qual é a renda média dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária?

A renda média dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária está em torno de R$ 1,7 mil, sendo significativamente inferior à renda dos empregadores.

4. Como se distribuem as atividades dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária por região?

No Norte e no Nordeste, predomina a atividade de “outras lavouras”, enquanto no Sul e no Sudeste predominam as atividades da pecuária, fumo, soja e café.

5. Quais são os desafios enfrentados pelos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária?

Os principais desafios incluem baixa escolaridade, desequilíbrio na renda, acesso limitado a recursos e informações e concentração de renda.

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Após um período de fartura no início da década passada, o desemprego voltou a atingir a população brasileira. É um cenário amplamente conhecido pelas famílias no Brasil devido aos seus efeitos no consumo e no bem-estar.

Ao mesmo tempo, surge no mercado brasileiro um importante tipo de trabalhador: os autônomos, que representam cerca de 25,2 milhões de trabalhadores. Muito se tem discutido sobre os fatores que influenciaram o recente aumento da participação na economia. Por um lado, uma parcela desses trabalhadores se torna empreendedora porque vê oportunidades comerciais. No entanto, outros seguem o mesmo caminho porque precisam, ou mesmo para sobreviver (Feijó, J. Empreender para sobreviver: quem são os trabalhador por conta própria? Jan 2022. https://portal.fgv.br/artigos/empreender-sobreviver-quem-sao-trabalhadores-conta-propria). Além disso, tanto mudanças institucionais quanto estruturais, como as que criaram um novo modelo de negócios, também ajudaram a aumentar o número de trabalhadores por conta própria.

Conhecer o perfil desses trabalhadores tem importância socioeconômica. Para cumprir essa tarefa, este artigo seleciona trabalhadores autônomos que trabalham na agricultura e na agropecuária no Brasil, grupo que compreende cerca de 3,6 milhões de pessoas, 18% do total de trabalhadores do setor.

Mais de 75% dos postos de trabalho por conta própria estão concentrados em seis atividades, como “outras culturas”, que responde por quase um terço do total. Nesta categoria estão incluídas culturas como a mandioca e a banana, entre várias outras com menor participação na produção agrícola global. Em segundo lugar, a pecuária concentra 25% dos trabalhadores, seguida da pesca, cereais, hortifrutigranjeiros e café.

Considerando as características sociodemográficas desses trabalhadores, é possível traçar um perfil médio: homens nordestinos, com ensino fundamental incompleto. Ou seja, é o tipo predominante entre os trabalhadores. Do total, 83% são homens, 34% estão no Nordeste e 56% não concluíram o ensino fundamental.

Em termos regionais, outra característica é interessante notar: enquanto os trabalhadores do Norte e do Nordeste atuam especialmente em “outras lavouras”, no Sul e no Sudeste predominam as atividades da pecuária, fumo, soja e café.

A baixa escolaridade é outro aspecto relevante para a análise: pouco mais de dois terços do total de trabalhadores não têm escolaridade ou têm ensino fundamental incompleto. É provável que esses trabalhadores destinem parte de sua produção para consumo próprio e de suas famílias, o que é comum na agricultura. Por outro lado, esse não parece ser o caso daqueles com maior escolaridade – portanto, com melhores condições econômicas.

De maneira geral, pode-se dizer que, como observado no restante do mercado de trabalho no Brasil, há um significativo desequilíbrio no acesso a recursos e informações, nas condições de trabalho e principalmente na renda recebida por esses trabalhadores. Considerando os dados mais recentes divulgados pelo Cepea, a renda está em torno de R$ 1,7 mil, significativamente inferior à obtida pelos empregadores (R$ 8,3 mil, em média). Apesar disso, em relação aos anos anteriores, a renda média aumentou: em 2016, foi de R$ 1,4 mil. Ao mesmo tempo, intensificou-se o nível de concentração de renda. Ou seja, o aumento da renda ocorreu de forma desigual entre os trabalhadores. No início de 2023, cerca de 10% desses trabalhadores (aproximadamente 360 ​​mil pessoas) ganhavam até R$ 200 por mês.

Esse cenário, embora ainda preliminar, leva a outra questão: esses trabalhadores são empreendedores por ambição ou por imposição? A resposta vai depender das condições de cada trabalhador. Embora alguns trabalhadores específicos sejam considerados, ainda assim será heterogêneo. Portanto, significa que o perfil dos trabalhadores autônomos na agricultura e pecuária é plural.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo**

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Fonte: Cepea