O Sudeste é responsável por 80% da produção nacional, o Sul por 10% e o Nordeste por 8%. Embora o Sudeste se destaque, a produção do Nordeste é a que mais cresce.
São Paulo é responsável pela maior área e produção do Brasil. No que diz respeito ao uso de alta tecnologia, além do estado de São Paulo, também se destacam Paraná e Minas Gerais. O abacateiro se adaptou melhor edafoclimaticamente nesses estados, que registram temperaturas nem tão frias e nem tão quentes e chuvas adequadas. A colheita, em geral, concentra-se no primeiro semestre, mas isso depende da variedade.
Segundo dados do IEA (Instituto de Economia Agrícola), em 2022, São Paulo contava com 1,38 milhão de abacateiros, sendo um milhão em produção, com oferta total de 8 milhões de caixas de 22 kg. Ourinhos, São João da Boa Vista e Mogi-Mirim são as principais regiões produtoras do estado, colhendo 50% da oferta paulista em 2022.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS VARIEDADES PRODUZIDAS NO BRASIL?
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Abacate, são conhecidas mais de 500 variedades no mundo, e a Embrapa as classifica em dois grandes grupos: as de clima tropical (comuns em áreas baixas – é o caso das variedades nativas brasileiras) e as com clima subtropical (que se adaptam melhor em altitudes acima de 1.500 metros, como as mexicanas e guatemaltecas – é o caso do abacate).
No Brasil, embora não haja estimativas oficiais, a Abacates do Brasil acredita que pouco mais de 11.000 hectares correspondem a terras tropicais, e quase 7.000 hectares a abacateiros.
Ainda assim, outras variedades são cultivadas no país, sendo as principais: abacate (Hass), breda, fortuna, geada, margarida, ouro verde e quinta, o que permite ao país produzir a fruta o ano todo, com as temporada de uma variedade sendo complementada pelo início de outra. Apesar disso, a produção de frutas é mais concentrada no primeiro semestre, quando são colhidas variedades precoces e de meia estação, como geada, fortuna e quintal. Variedades posteriores, como breda e margarida, também são muito produtivas, mas têm produção bienal.
