Primíparas são a categoria mais sensível
As primíparas são a categoria mais sensível da cria. Elas enfrentam mudanças rápidas no metabolismo e maior demanda de energia. Esse conjunto eleva o risco de problemas durante o parto e na lactação.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Por que são mais sensíveis?
A digestão muda com a ruminação. A necessidade de cálcio aumenta. O estresse do parto eleva o risco de hipocalcemia.
Manejo prático
- Monitore a condição corporal (BCS) com regularidade; mantenha entre 2,5 e 3,0.
- Forneça energia e proteína suficientes, especialmente na transição para o parto.
- Calcio adequado no pré-parto ajuda a evitar hipocalcemia.
- Forneça água limpa e ração de qualidade em ambiente arejado.
- Minimize estresse com manejo tranquilo, espaço adequado e iluminação suave.
Sinais de alerta
- Recusa de alimento ou letargia perto do parto.
- Tremores, fraqueza ou dor devem acionar avaliação.
- Queda rápida de condição corporal ou febre exigem visita veterinária.
- Mantenha um registro simples de peso, alimentação e resposta ao manejo.
Com atenção contínua, as primíparas ficam estáveis, produzem melhor e garantem prenhez de qualidade.
Bezerra e novilha: início da recria
Bezerra e novilha na recria exigem manejo cuidadoso. O objetivo é ganho de peso estável e boa saúde.
Começar com alimentação adequada é essencial. Transição suave da leite para alimento sólido evita distúrbios digestivos e facilita a adaptação.
Alimentação e transição
Inicie com uma ração de iniciação de alta palatabilidade, associada a feno macio. A água limpa deve estar sempre disponível. A pastagem precisa ser de boa qualidade ou use forragem conservada.
Durante a transição, combine leite com concentrado por 2 a 3 semanas, reduzindo o leite progressivamente. A meta de ganho de peso inicial fica em torno de 0,6 a 0,8 kg por dia, ajustando conforme o desempenho.
Manejo prático
- Divida a alimentação em 3 a 4 refeições diárias para evitar distúrbios.
- Ofereça ração com 18-22% de proteína na fase inicial.
- Inclua cálcio e fósforo para ossos fortes e estrutura.
- Forneça água limpa constantemente e sombra no piquete.
Saúde e bem-estar
- Vacine conforme calendário regional e desparasite conforme necessidade.
- Observe sinais de doença, como apatia, diarreia ou respiração acelerada.
Monitoramento e metas
Registre peso e BCs a cada 4 semanas. Ajuste a dieta conforme a resposta. Ao alcançar 60-70% do peso adulto, planeje a próxima fase da recria voltada para a monta.
Proteinado: quando e como aplicar
A proteína na dieta é o motor do ganho de peso e da saúde ruminal. Quando a forragem é pobre em proteína, a gente precisa suplementar de forma planejada.
O objetivo é manter o equilíbrio entre energia e proteína. Sem proteína suficiente, o rúmen não aproveita bem a energia, e o ganho fica lento. A gente evita desperdício quando a suplementação chega na medida certa.
Quando aplicar?
- Durante a recria e o início da monta, para acelerar o crescimento e a firmeza corporal.
- Na lactação de alta produção, para sustentar o ganho de leite sem perder condição corporal.
- Em estiagens ou pastagens de baixa qualidade, quando o forragem não atende as necessidades.
- Quando o peso e a condição corporal não seguem o plano, mesmo com boa alimentação ao redor.
Como aplicar?
- Calcule a necessidade proteica com base no peso, na fase e no ganho desejado.
- Escolha fontes apropriadas: farelo de soja, torta de algodão, ou ração proteica pronta para gados.
- Combine proteína com energia suficiente; ofereça com água limpa e alimento palatável.
- Introduza a suplementação gradualmente para evitar distúrbios digestivos.
- Se usar ureia (NPN), siga as recomendações do fabricante e não exceda a dose indicada.
Fontes de proteína
- Farelo de soja e torta de algodão são fontes comuns e eficientes, com alta proteína bruta.
- Farelos de girassol ou algodão podem complementar quando a dieta precisa de mais fibra e proteína.
- Ração proteica pronta facilita balanço entre proteína e energia, especialmente em fazendas com pouca mão de obra.
- Ureia é útil em dietas energéticas, mas exige manejo cuidadoso para evitar toxicidade.
Monitoramento e sinais de equilíbrio
- Acompanhe peso, condições corporais e consumo de alimento semanalmente.
- Observe sinais de desconforto ruminal como regurgitação excessiva ou diarreia após mudanças na dieta.
- Registre ganho de peso e ajuste a dieta conforme resposta do animal.
Com planejamento, o proteinado extra ajuda a atingir as metas de peso, reprodução e saúde da fazenda.
Pastagem de qualidade para desempenho
A pastagem de qualidade é a base do desempenho do rebanho. Quando a forragem é nutritiva, os animais ganham peso, produzem melhor e se recuperam mais rápido. A qualidade se reflete no bom apetite, na digestão estável e na energia disponível para o manejo diário.
Para saber se a pastagem está promovendo esse desempenho, observe a palatabilidade, a tallagem e a composição. Uma pastagem boa oferece proteína suficiente, boa digestibilidade e fibra equilibrada, sem folhas murchas ou plantas daninhas abundantes.
O que define qualidade da pastagem
- Gramíneas produtivas com boa digestibilidade, acompanhadas de leguminosas quando possível, aumentam o teor de proteína.
- Palatabilidade alta facilita o consumo diário, atingindo o ganho esperado com menos esforço.
- Altura de pastejo adequada evita superpastejo ou pastejo raso, mantendo a planta capaz de rebrotar.
- Controle de plantas daninhas e invasoras mantém a qualidade nutricional estável.
- Solos com pH adequado e boa reserva de nutrientes apoiam o crescimento das forrageiras.
Práticas para alcançar qualidade
- Adote rotação de piquetes com pastejo curto e descanso adequado para cada área.
- Mantenha a mistura de espécies com gramíneas e legumes, se viável para obter proteína adicional.
- Faça análise de solo regularmente e ajuste a correção de pH e a adubação conforme os resultados.
- Controle plantas invasoras cedo e utilize cobertura de solo para reduzir perdas.
- Garanta água limpa e sombra para reduzir stress e manter o consumo estável.
- Monitore a altura de pastejo e reajuste o manejo conforme o crescimento das plantas.
Monitoramento simples
- Medir a altura média da pastagem semanalmente e registrar variações.
- Comparar ganho de peso do gado com a disponibilidade de forragem disponível.
- Avaliar sinais de deficiência ou excesso de proteína, ajustando a adubação conforme necessidade.
- Documentar ajustes de manejo para identificar o que funciona melhor na propriedade.
Com esses passos, você transforma a pastagem em uma aliada constante do desempenho do rebanho, reduzindo a necessidade de suplementação pesada e elevando a produtividade de forma sustentável.
Bezerra na seca e transição para a monta
Na seca, a bezerra enfrenta mais estresse e menos pasto. Sem ajuste na alimentação, a condição cai e o ganho fica lento. Por isso, é essencial planejar desde já pra manter saúde, peso e a próxima monta.
Desafios da seca
- Pastagem escassa reduz o consumo diário e o ganho de peso.
- O calor aumenta a necessidade de água e eleva o estresse térmico.
- A proteína da forragem cai, exigindo suplementação estratégica.
- Riscos de desidratação, diarreia e queda de imunidade sob estresse do ambiente.
Manejo de alimentação durante a seca
- Ofereça forragem de boa qualidade e ração com proteína adequada.
- Divida a alimentação em 3 a 4 refeições para evitar distúrbios digestivos.
- Garanta água limpa disponível 24 horas por dia, com sombra próxima.
- Inclua minerais com sal e energia extra quando necessário, sempre com orientação.
- Introduza qualquer suplemento gradualmente para evitar problemas ruminais.
Transição para a monta
- Ajuste a dieta para elevar o ganho de peso sem sobrecarregar o rúmen.
- Atinga uma condição corporal de referência (BCS) entre 2,8 e 3,2 antes da monta.
- Planeje a monta em 60 a 90 dias após atingir o BCS desejado, conforme a cadência da propriedade.
- Use energia adicional na fase final da recria para suportar o aporte de ganho de peso.
Saúde e bem‑estar
- Vacine conforme o calendário regional e desparasite conforme necessidade.
- Monitore sinais de doença: apatia, diarreia, respiração rápida ou queda no apetite.
- Faça pesagens periódicas e ajuste a dieta conforme a resposta do animal.
Plano prático de manejo
- Estabeleça uma rotina fixa de alimentação diária, com horários estáveis.
- Posicione água e sombra próximos aos piquetes para reduzir estresse.
- Documente regras de manejo, peso e BC a cada 2–4 semanas.
- Tenha uma reserva de forragem e concentrados para emergências climáticas.
Seguindo esse caminho, a bezerra na seca ganha condição estável e fica preparada para a transição suave para a monta, maximizando as chances de concepção na próxima temporada.
Conduzindo a cria para boa emprenha
Conduzir a cria para boa emprenha começa no cuidado com a gestação e segue até a monta. Quando a gestação progride bem, a concepção na próxima estação fica mais provável. A gente foca em nutrição, manejo e monitoramento simples que cabem na rotina do produtor.
Nutrição durante a gestação
- Garanta energia e proteína suficientes para sustentar o crescimento fetal.
- Inclua minerais, principalmente cálcio e fósforo, para ossos fortes da cria.
- Ofereça água limpa o tempo todo e alimento palatável com qualidade.
Condição corporal e monitoramento
- Monitore peso e condição corporal a cada mês.
- Busque BCs entre 2,5 e 3,0 perto do parto para boa emprenha.
- Registre mudanças de peso e ajuste a alimentação conforme a resposta.
Detecção de cio e sincronização
- Crie uma rotina de observação diária de sinais de cio.
- Use sincronização apenas com orientação veterinária para aumentar a eficiência da monta.
Ambiente, manejo e bem‑estar
- Minimize estresse com manejo calmo, horários previsíveis e abrigo adequado.
- Garanta sombra e ventilação para dias quentes e redução do estresse térmico.
Parto, assistência e planejamento de nova monta
- Elabore um plano de parto com contatos veterinários e itens de emergência.
- Atenção ao parto assistido quando indicado para reduzir perdas.
- Planeje a monta logo após o parto, respeitando o ritmo da propriedade.
Registro e melhoria contínua
- Documente peso, BC e alimentação a cada ciclo de monta.
- Use os dados para ajustar dieta, manejo e calendário de inseminação.
Seguindo esse caminho, a emprenha futura fica mais previsível e o rebanho ganha estabilidade ao longo das safras.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
