Nesta segunda-feira, 15 de maio, as indústrias brasileiras continuaram pressionando os preços do boi gordo, reflexo da maior oferta de animais terminados neste momento de desova dos lotes terminados a pasto.
A S&P Global Commodity Insights identificou quedas na arroba em algumas praças importantes do país, a começar pelo interior de São Paulo.
“As indústrias paulistas ainda fazem planos para esta semana, mas avançam nas negociações ao oferecer preços em patamares inferiores aos atuais”comentam os analistas.
Na avaliação da consultoria, o avanço de uma frente fria no Estado de São Paulo contribuiu para o aumento das ofertas de gordura bovina no início da semana, o que resultou em uma retração de R$ 3/@ no preço do gordura bovina de São Paulo, agora negociada pelo valor máximo de R$ 263/@, dentro do prazo.
Nos mercados de Dourados e Campo Grande, ambos no Mato Grosso, o animal terminado caiu mais acentuadamente, passando de R$ 8/@ e R$ 5/@, respectivamente, para R$ 241/@ e R$ 246/@ , segundo aos dados do S&P Global.
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, em São Paulo, o “boi-china” (abatido com até 30 meses de idade) ficou estável nesta segunda-feira, a R$ 265/@ (preço bruto e a termo).
De maneira geral, considerando os demais mercados da pecuária, o mercado de boi gordo ainda está um pouco lento, com as indústrias operando com cautela, de olho no comportamento do consumo interno de carne bovina.
Segundo analistas, após o Dia das Mães, a demanda interna por proteína tende a diminuir, refletindo a entrada da segunda quinzena do mês, quando em tese o dinheiro do trabalhador está “mais curto”, devido à maior distância do pagamento dos salários, sempre no início de cada mês.
No início da semana, a Scot Consultoria detectou uma redução nos preços das carcaças de vaca e novilha, de 1,6% e 3,9%, respectivamente, em relação à semana anterior.
Na mesma faixa de comparação, o preço da carcaça inteira de boi caiu 1,2%, enquanto o preço da carcaça castrada caiu 1,4%.
De acordo com S&P Global Commoditya demanda por carne bovina deve ser puxada, em parte, pelas exportações, que avançaram na primeira quinzena de maio/23, após um ritmo fraco registrado em abril/23
No entanto, na visão dos analistas, a segunda quinzena de maio ainda deve ser marcada por forte especulação em torno dos preços da arroba, com chances de novas mínimas nas próximas semanas.
Cotações máximas para homens e mulheres nesta segunda-feira, 15/05
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
carne bovina a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
MS-Gold:
carne bovina a R$ 241/@ (dinheiro)
vaca a R$ 221/@ (dinheiro)
MS-C.Grande:
carne bovina a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 223/@ (prazo)
MT-Cáceres:
carne bovina a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
carne bovina a R$ 231/@ (dinheiro)
vaca a R$ 207/@ (dinheiro)
MT-Collider:
carne bovina a R$ 229/@ (dinheiro)
vaca a R$ 210/@ (dinheiro)
GO-Goiânia:
carne bovina a R$ 241/@ (prazo)
vaca R$ 217/@ (prazo)
Vá para o sul:
carne bovina a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
PR-Maringá:
carne bovina a R$ 227/@ (dinheiro)
vaca a R$ 227/@ (dinheiro)
MG-Triângulo:
carne bovina a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
MG-BH:
carne bovina a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
BA-F. Santana:
carne bovina a R$ 227/@ (dinheiro)
vaca a R$ 217/@ (dinheiro)
RS-Fronteira:
carne bovina a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (dinheiro)
PA-Marabá:
carne bovina a R$ 214/@ (prazo)
vaca a R$ 205/@ (prazo)
PA-Resgate:
carne bovina a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 194/@ (prazo)
PA-Paragominas:
carne bovina a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
TO-Araguaína:
carne bovina a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
RO-Cacoal:
carne bovina a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 192/@ (dinheiro)
MA-Açailândia:
carne bovina a R$ 217/@ (dinheiro)
vaca a R$ 202/@ (dinheiro)
