Quais técnicas de manejo da teca são destacadas em um estudo sobre sistemas ILPF?

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Artigo: Utilizando a Teca em Sistemas Integrados de Produção Agropecuária

Introdução:
A utilização da teca (Tectona grandis) como componente arbóreo em sistemas integrados de produção agropecuária, conhecidos como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), tem se mostrado uma prática promissora no setor rural. Produtores pioneiros, como Arno Schneider e Antônio Passos, já investiram na utilização da teca em seus sistemas silvipastoris, mesmo sem informações técnicas ou pesquisas que comprovassem sua viabilidade. Através dos erros e acertos desses produtores e das pesquisas realizadas pela Embrapa Agrosilvipastoril, novos produtores estão sendo encorajados a considerar o uso de espécies florestais na ILPF.

Recomendações para o uso da Teca em Sistemas ILPF:
Recentemente, foi publicado o livro “Teca (Tectona grandis L. f.) no Brasil”, que traz recomendações valiosas para utilizar a teca em sistemas ILPF. Essas recomendações abrangem desde o preparo da área para o plantio de mudas até o manejo das árvores, incluindo desbaste e poda. Ao planejar seu sistema ILPF, o produtor deve decidir se utilizará a teca como complemento ou substituição de renda. Sistemas com linhas simples facilitam o manejo das árvores, enquanto sistemas com maior densidade de árvores por área têm maior foco na produção de teca.

Espaçamento e configuração de fileiras:
A pesquisa realizada mostra que o espaçamento entre as árvores varia de acordo com o objetivo de utilização da madeira. Para serrarias, por exemplo, recomenda-se um espaçamento de 4 metros entre plantas em linha única. Caso seja escolhido o plantio em fileiras duplas ou triplas, o arranjo quincunce é recomendado para evitar a competição lateral. A distância entre as linhas pode variar, mas é necessário manter a entrada de luz na pastagem, sendo recomendada uma distância mínima de 16 metros.

Crescimento da Teca em Sistemas ILPF:
Um dos benefícios da utilização da teca em sistemas ILPF é que as árvores apresentam um crescimento superior em relação às árvores cultivadas em plantações homogêneas. Estudos realizados na Fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte (MT), mostraram que, aos 11 anos, as árvores do sistema ILPF eram mais altas e apresentavam um diâmetro à altura do peito (DAP) 52% maior do que as árvores do plantio homogêneo em lote adjacente. É importante realizar cortes seletivos para aumentar a entrada de luz no sistema e diminuir a competição entre as árvores, especialmente nos anos iniciais. Além disso, recomenda-se a utilização de mudas clonais para obter o melhor desempenho das árvores, conforme comparado às mudas produzidas por sementes.

Diretrizes para obter o melhor retorno financeiro:
Para obter o melhor retorno financeiro com a teca em sistemas integrados, é fundamental seguir algumas diretrizes importantes. A poda das árvores para retirar galhos baixos e evitar a formação de nós na madeira é fundamental. Cuidados com formigas e competição por ervas daninhas também devem ser observados. É necessário tomar precauções para evitar a deriva de herbicidas, especialmente nos anos iniciais. Além disso, a prevenção de incêndios deve ser uma preocupação constante na fazenda.

A demanda por Teca é maior do que a oferta:
Atualmente, a demanda global por teca é maior do que a oferta. A madeira de teca tem um alto valor agregado e é amplamente utilizada na produção de móveis, embarcações e pisos. A possibilidade de obtenção de renda com culturas e pecuária enquanto as árvores crescem torna os sistemas integrados uma alternativa viável para amortizar os custos do cultivo da teca. Estudos realizados pela Embrapa Agrossilvopastoril mostram que o cultivo da teca em sistemas integrados pode ser altamente rentável, com uma taxa de retorno financeiro de até R$3,70 para cada R$1 investido e um valor presente líquido anual de R$2.175,71 por hectare/ano.

Conclusão:
A utilização da teca em sistemas integrados de produção agropecuária tem se mostrado uma prática promissora, proporcionando benefícios econômicos e ambientais. Através das recomendações apresentadas no livro “Teca (Tectona grandis L. f.) no Brasil”, produtores podem obter o melhor desempenho das árvores e garantir a rentabilidade do investimento. No entanto, é importante ressaltar que o cultivo da teca requer tecnologias adequadas, cuidado e alta qualidade em todas as operações florestais e logísticas. Ao adotar essas práticas, torna-se possível obter sucesso no cultivo da teca, alcançando resultados positivos para os produtores e para o meio ambiente.

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Os produtores rurais agora possuem um pacote completo de técnicas de manejo para utilizar a teca (Tectona grandis) como componente arbóreo em sistemas florestais. integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Esse conhecimento se deve, especialmente, ao pioneirismo de produtores como Arno Schneider, de Santo Antônio do Leverger (MT), e Antônio Passos, de Alta Floresta (MT)que investiram na utilização dessa árvore em sistemas silvipastoris antes mesmo de haver informações técnicas ou pesquisas que atestavam sua viabilidade.

Os erros e acertos cometidos por eles nos últimos 15 a 20 anos e as pesquisas realizadas na última década abriram caminho para novos produtores pensarem em utilizar as espécies florestais na ILPF.

As experiências destes pioneiros, os resultados que obtiveram e as pesquisas realizadas por Embrapa Agrosilvipastoril (MT) estão reunidos em um capítulo dedicado ao uso da teca em sistemas ILPF que acaba de ser publicado no livro “Teca (Tectona grandis L. f.) no Brasil”.

A publicação reúne, pela primeira vez, recomendações que vão desde o preparo da área para plantio de mudas até o manejo de árvores com desbaste e poda, passando pela definição de espaçamentos e configuração de fileiras de árvores.

O trabalho dos pesquisadores da Embrapa Maurel Behling e Flávio Wruck mostra que, ao planejar seu sistema de ILPF, o produtor deve definir se utilizará o componente arbóreo como complemento ou substituição de renda.

“Nos sistemas ILPF, com foco na pecuária, a implantação de linhas simples facilita o manejo das árvores, exigindo menos mão de obra. Por outro lado, o sistema pode ser configurado para favorecer a produção de teca com maior densidade de árvores por área.”, comenta Behling

“Nestas configurações, o carro-chefe do sistema passa a ser a teca e pode-se supor que as perdas de produtividade nos componentes agrícola ou pecuário serão compensadas pela renda gerada com as árvores, ou seja, há substituição de renda”, finaliza. . o pesquisador.

A pesquisa realizada mostra que, considerando o objetivo de utilização da madeira para serrarias, atividade em que a teca tem seu maior valor agregado, o plantio deve ser feito em linha única com espaçamento de 4 metros entre plantas.

Caso o plantio seja feito em fileiras duplas ou triplas, deve-se adotar o arranjo quincunce, ou seja, com as árvores nas fileiras vizinhas formando um triângulo. Isso evita a competição lateral.

A distância entre as linhas varia de acordo com o interesse do produtor e seu maquinário, sendo a recomendação mínima de 16 metros para manter a entrada de luz na pastagem.

Maior crescimento da ILPF

As árvores de teca na ILPF demonstraram maior crescimento do que as árvores cultivadas em plantações homogêneas.

Dados medidos na Fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte (MT), mostraram que, aos 11 anos, as árvores do sistema ILPF eram mais altas e com diâmetro à altura do peito (DAP) 52% maior que as árvores do plantio homogêneo em lote instalado ao lado.

Dependendo do número de plantas por hectare, será necessário realizar cortes seletivos com antecedência para aumentar a entrada de luz no sistema e diminuir a competição entre as árvores.

Nos anos iniciais, a madeira desse desbaste pode ser aproveitada para energia ou fabricação de postes, mas aos 12 anos já é possível retirar madeira destinada à serraria.

Para obter o melhor desempenho das árvores, os pesquisadores da Embrapa recomendam a utilização de mudas clonais e não daquelas produzidas por sementes. Medições feitas comparando os dois tipos de uso mostram que as árvores clonadas tiveram crescimento 28% maior em DAP, 21% maior em altura total e 80% maior em volume total.

“A expectativa no sistema silvipastoril, utilizando clones de teca, é derrubar árvores a cada 18 ou 20 anos”, diz Behling. Com a utilização de mudas seminais, a expectativa aumenta para 25 anos.

Outra vantagem da utilização de clones é que, por crescerem mais rapidamente, essas mudas permitem antecipar a entrada do gado no sistema sem risco de danificar ou quebrar as plantas. A recomendação é que os animais mais jovens entrem em pastagens sombreadas por teca quando as árvores tiverem DAP entre 3 e 4 centímetros.

Foto: Maurel Behling/Embrapa

Recomendações de direção

Para obter o melhor retorno financeiro com a teca em sistemas integrados, o produtor deve estar atento à forma como o sistema é executado. Para isso, os pesquisadores recomendam a poda das árvores para retirar galhos baixos e evitar a formação de nós na madeira.

Cuidados com formigas, competição por ervas daninhas e atenção para evitar a deriva de herbicidas são outros pontos que devem ser observados, principalmente nos anos iniciais. Além disso, a prevenção do risco de incêndios deve estar presente na agenda da fazenda.

A demanda por teca é maior que a oferta

A Teca é uma madeira de grande valor agregado e amplo mercado para utilização na produção de móveis, embarcações e pisos. A procura global desta madeira é maior do que a oferta, tanto através de plantações comerciais como através da extracção em áreas onde a espécie é endémica, como a Ásia.

O alto valor agregado viabiliza o custo do frete, o que permite o cultivo em regiões com logística mais complicada. Porém, o longo tempo para retorno do investimento acaba desestimulando o cultivo.

Desta forma, os sistemas de integração são uma alternativa para amortizar custos, uma vez que é possível obter rendimentos das culturas e da pecuária enquanto as árvores crescem.

No aspecto econômico, estudos realizados pela Embrapa Agrossilvopastoril em Unidades de Referência Tecnológica (URT) mostraram que aquelas que utilizam teca foram as mais rentáveis, com rentabilidade chegando a R$ 3,70 para cada R$ 1 investido e valor presente líquido anual de R$ 2.175,71 por hectare/ano.

“A teca é uma das espécies exóticas com maior potencial econômico para utilização em sistemas integrados no Brasil. A receita adicional gerada, a valorização da propriedade, a biodiversidade criada e inúmeras outras vantagens não deixam dúvidas quanto aos benefícios deste sistema para os proprietários e para o meio ambiente”, afirma Maurel Behling.

Porém, a pesquisadora alerta sobre os cuidados necessários para obter resultados positivos no cultivo da teca.

“Apesar do mito de que ‘a teca enriquece o seu produtor’, é preciso ter em mente que o mercado da madeira de teca existe, é atrativo e seguro. Porém, o lucro só será obtido com o uso de tecnologias adequadas, cuidado incomparável e alta qualidade em todas as operações florestais e logísticas da cadeia de abastecimento”, aconselha Behling.

“Não basta apenas plantar árvores de teca de qualquer forma no sistema integrado e esperar que elas cresçam para que os lucros possam fluir para o produtor. É preciso investir em tecnologia, insumos adequados, operações corretas e eficientes, monitoramento fitossanitário constante e garantir produtividade e qualidade da madeira durante todo o ciclo de rotação”, destaca o pesquisador.

A estimativa é que em Mato Grosso a área de sistemas silvipastoris com teca seja de 4 mil hectares. No Brasil, a área plantada com essa espécie, incluindo culturas homogêneas, é de 94 mil hectares.

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