Pecuária 28 de julho de 2026 2 min de leitura

Prevenção de cetose e deslocamento de abomaso em vacas no período de transição

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Tipo: Evergreen
O período de transição compreende as três semanas anteriores e as três semanas posteriores ao parto. Nessa fase, a redução do consumo de matéria seca antes da parição ocorre ao mesmo tempo em que a demanda energética aumenta rapidamente após o parto, favorecendo balanço energético negativo e mobilização de gordura corporal.

Entre os problemas associados estão cetose subclínica, fígado gorduroso, hipocalcemia e deslocamento de abomaso. Vacas Jersey, animais com escore corporal elevado e fêmeas de alta produção exigem vigilância ainda mais cuidadosa, porque podem apresentar sinais discretos acompanhados de queda de consumo, produção e desempenho reprodutivo.

A triagem diária deve observar apetite, ruminação, enchimento ruminal, consistência das fezes, locomoção, temperatura retal, produção de leite e comportamento no cocho. Redução seletiva do consumo, perda rápida de escore corporal, fezes ressecadas, apatia, menor ruminação e queda da produção são sinais compatíveis com alteração metabólica.

A mensuração do β-hidroxibutirato sanguíneo pode complementar o exame clínico. Valores a partir de 1,2 mmol/L indicam cetose subclínica em muitos programas de monitoramento. Concentrações iguais ou superiores a 3,0 mmol/L, quando associadas a sinais clínicos, exigem intervenção veterinária imediata.

Manejo e desenvolvimento técnico no campo.

Em vacas alertas, hidratadas e ainda capazes de se alimentar, o propilenoglicol por via oral pode ser utilizado conforme avaliação clínica e resposta metabólica. O material técnico indica dose de 300 a 500 mL uma vez ao dia durante três a cinco dias. A administração deve ser lenta e feita com equipamento apropriado para reduzir o risco de aspiração.

A prevenção começa antes do parto, com acompanhamento do escore corporal, dieta de pré-parto com fibra fisicamente efetiva, controle do amido, conforto, espaço de cocho, disponibilidade de água e redução da competição entre animais. Casos deprimidos, com cetose clínica, suspeita de torção ou deslocamento à direita com deterioração exigem atendimento do médico-veterinário.

Conclusão: A combinação de monitoramento individual, manejo nutricional, conforto e diagnóstico precoce reduz o risco de que cetose, hipocalcemia e deslocamento de abomaso avancem para descarte, queda produtiva ou baixa fertilidade.

Fonte: Material técnico da rodada sobre saúde animal e protocolo clínico para prevenção de cetose e deslocamento de abomaso.

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