O governo federal destinou mais de R$ 200 milhões para reforçar o Plano Safra 2022/2023, que ainda está em vigor. De acordo com o relatório do Ministério do Planejamento e Orçamento publicado na Quinta-feira (11), os recursos extras do crédito serão destinados R$ 89,1 milhões para operações de custódia agropecuária e R$ 110,8 milhões para investimentos.
Os recursos adicionais permitirão uma equalização de cerca de R$ 8,4 bilhões para aplicação em programas de financiamento do Moderfrota, irrigação e outros investimentos e custeios.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a complementação foi necessária para atender a uma demanda de crédito de dois produtores. “Esses recursos serão suficientes na chegada do novo Plano Safra, que estamos trabalhando para que não tenha essa deficiência”, explica.
Nos primeiros 10 meses do atual Plano Safra, de julho/2022 a abril/2023, os desembolsos de crédito rural totalizaram R$ 290,43 bilhões.
linha dolarizada
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou recentemente uma linha de financiamento rural em dólares com taxa fixa desenvolvida em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Uma linha do BNDES Crédito Rural na modalidade com custo referencial em dólar cobrará um total de R$ 4 bilhões.
“Com juramento de 7,59% ao ano, mais câmbio em dólar, mais barato que o Plano Safra, sem recorrer ao tesouro, foi uma grande novidade com a alta aptidão de dois produtores”, avaliou Fávaro, afirmando que o reajuste foi feito. contemplar os produtores e capacitá-los para continuar realizando investimentos e se preparando para o pré-custeio até a chegada do novo Plano Safra.
“É uma linha com condição muito favorável, que permite planejamento e segurança. São dois instrumentos que temos à disposição para promover uma agricultura de precisão cada vez mais inovadora, digital, que reduz custos e riscos”, endossa o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.
