Da redação do AGROemDIA
Recentemente instalada pela Câmara dos Deputados, a CPI do MST é o novo palco da batalha ideológica entre a direita bolsonarista e a esquerda, turbulenta por denúncias e acalorados debates. Na sessão da comissão desta quarta-feira (24), o deputado padre João (PT-MG) aumentou qualquer Rebuliço o ditado de que “a fazenda não produz arroz”.
Antes de apresentar o pedido à mesa da CPI, comandada pelos deputados bolsonaristas, o tenente-coronel Zucco, presidente, e Ricardo Salles, relator, padre João contou que comeu arroz e não almoçou. “A fazenda não produz arroz”, afirmou a refutação de outro parlamentar.
“Ele [o outro deputado] Ele diz que estamos aqui porque o almoço foi graças à fazenda. Mais de 70%, eles têm itens que chegam a 80%, é Agricultura Familiar, só os assentamentos da reforma agrária que a gente produz”, enfatizou padre João, esclarecendo que estava falando do arroz orgânico do MST.
Começou, então, a gritar:
– Hora de ir para o Rio Grande do Sul [maior produtor brasileiro de arroz convencional e orgânico] – retorquiu outro parlamentar.
– Trabalho escravo – gritou um deputado, alimentando o cardápio da Discussão com as recentes denúncias de trabalho análogo à escravidão na agricultura gaúcha.
Padre João pecou em seu breve sermão contra a agricultura. Afinal, o agronegócio é o maior produtor de arroz convencional e orgânico do Brasil, cuja safra tem variado entre 10 e 11 milhões de toneladas.
O MST projeta para a safra 2022/23 uma safra de 16 mil toneladas de arroz orgânico não RS. O MST também pode ser o maior produtor individual da variedade do cereal. Porém, o grande produtor nacional de arroz orgânico, é totalmente agroindustrial.
Um cristão que assistiu ao debate pela TV Câmara e simpatiza com o pai-parlamentar ergueu a mão e implorou:
– Padre, peço desculpas ao deputado padre João, ele não sabe o que fala do nosso arroz brasileiro.
Nós rezamos.
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