Grãos 20 de julho de 2026 3 min de leitura

Nutrição de precisão: TMR, recria Nelore e controle da lotação

nutrição de precisão; TMR; vacas leiteiras; recria Nelore; Panicum maximum; Mombaça; matéria seca; silagem de milho; conversão alimentar; lotação; Safra 2026/27

Tipo: Evergreen
A nutrição de precisão na Safra 2026/27 começa pela análise dos alimentos realmente disponíveis na propriedade. Silagem, feno, pré-secado, milho, farelos, coprodutos e suplementos devem ser avaliados por matéria seca, fibra, amido, proteína e matéria mineral. A formulação precisa refletir o estágio produtivo, o peso corporal, a produção, o escore de condição e a composição do leite ou do ganho de peso.

Para vacas em meio de lactação, uma TMR de partida pode ser organizada, na matéria seca, com 42% de silagem de milho, 18% de pré-secado ou feno de boa qualidade, 24% de milho moído ou reidratado, 10% de farelo proteico, 3% de núcleo mineral-vitaminado e 3% de fonte de fibra digestível ou coproduto fibroso. Essa proporção não é uma receita universal e deve ser recalculada conforme a análise laboratorial dos ingredientes.

A silagem de milho deve ser avaliada quanto à matéria seca, digestibilidade da FDN e concentração de amido. Maior digestibilidade da fibra pode permitir aumento da densidade energética sem simplesmente elevar a quantidade de milho, mas o tamanho de partícula e a fibra fisicamente efetiva precisam ser preservados. O uso de bicarbonato de sódio próximo de 0,75% da matéria seca da dieta é uma referência de partida apresentada no material, não uma recomendação fixa para todos os rebanhos.

O manejo do cocho interfere diretamente no consumo e na estabilidade da dieta. A mistura deve respeitar uma ordem de carregamento que favoreça a homogeneização, e a sobra diária deve ser monitorada para evitar seleção excessiva ou falta de alimento. Aquecimento, separação de partículas e excesso de amido rapidamente fermentável não são corrigidos simplesmente pela inclusão de aditivos.

Manejo e desenvolvimento técnico no campo.

Na recria de bovinos Nelore, a suplementação nitrogenada de liberação controlada deve ser utilizada com mistura uniforme, adaptação e acesso constante ao cocho. A ureia de liberação lenta não elimina o risco de intoxicação e não substitui o acompanhamento da dieta. O desempenho deve ser analisado junto com consumo, ganho de peso, escore corporal, sanidade e custo por quilograma produzido.

No pasto de Panicum maximum cv. Mombaça, a lotação deve ser ajustada à massa de forragem disponível, ao consumo estimado, ao resíduo desejado, ao período de descanso e ao desempenho dos animais. A faixa de 2,0 a 4,0 UA/ha é apenas uma referência inicial de planejamento, não uma recomendação fixa. Medir a massa de pasto e registrar o ganho por área são práticas essenciais para corrigir a lotação.

Conclusão: O sistema mais eficiente combina forragem bem analisada, dieta homogênea, controle de fibra e amido, manejo disciplinado do cocho e ajuste contínuo da lotação. Na Safra 2026/27, o produtor que acompanhar desempenho por animal e por hectare terá melhores condições de controlar custos e reduzir a variação entre lotes.

Fonte: Saída 4 — “Nutrição de precisão na Safra 2026/27: TMR de alta digestibilidade, recria Nelore e controle da lotação”, material técnico fornecido na rodada.

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