Nova Ferroeste é tema de encontro com entidades industriais do Oeste do Paraná

Nova Ferroeste é tema de encontro com entidades industriais do Oeste do Paraná

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Melhorias na infraestrutura logística do País foram dois dos principais temas do 1º Fórum Econômico e Político do Oeste do Paraná, que acontece nesta sexta feira (16) no auditório da Associação Comercial e Industrial (ACIC), em Cascavel. O painel de infraestrutura domina a pauta da manhã. A Caciopar existe há 47 anos e representa 46 entidades de classe. São mais de 20 mil empresas e cooperativas filiadas, incluindo alguns dos dois maiores nomes do agronegócio internacional.

Para o presidente da Caciopar, Lucas Ghellere, à distância a oeste dois grandes centros e o Porto de Paranaguá fazem o transporte de insumos, matérias-primas e mercadorias, essenciais para os pequenos, meios de grandes empresas instaladas na região, muitas vezes um desafio. “Hoje nosso principal grupo de desenvolvimento é a busca logística. Somos responsáveis ​​pela maior parte da produção agrícola e industrial do Estado”, destacou.

Para dar conta desse crescimento, além da estruturação de um novo modelo de investimentos em rodovias, com a duplicação praticamente completa da BR-277 em Paranaguá, uma das principais respostas do Estado é a Nova Ferroeste, proposta pelo Governo do Paraná, que prevê expansão Atual Ferroeste, que liga Cascavel a Guarapuava. Esta nova linha férrea interestadual, com 1.567 km, ligará o estado de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e região Oeste ao Porto de Paranaguá.

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O coordenador do Plano Ferroviário Estadual, Luiz Henrique Fagundes, destacou a redução de 30% no custo do frete em relação ao modal ferroviário com a nova ferrovia. “Isso vai trazer uma redução muito importante do chamado custo Brasil, tornando o setor produtivo das cooperativas mais competitivo no mercado internacional”, afirma. “A redução dos custos logísticos permite que esses recursos sejam aplicados em novas plantas industriais e processos melhores, ou que apenas favoreçam a população paranaense.”

A Nova Ferroeste é decisiva porque o fluxo de transporte por esse modal tem aumentado em Paranaguá nos últimos anos. A movimentação de cargas por via férrea no Porto de Paranaguá aumento em maio deste ano. A participação do modal no total de cargas que desembarcaram ou saíram de dois portos paranaenses é de 19,52% até o último. Em maio de 2022, uma participação de 18,10% do volume total. Desse total, mais de 90% das cargas são originárias da região Oeste.

“A Ferroeste não tem limite operacional, não pode acompanhar o agronegócio, que cresce mais de 20% ao ano, mesmo com safra recorde de soja em 2023. Só uma nova ferrovia moderna poderá oferecer o que o Paraná precisa para continuar crescendo ”, avalia Fagundes.

Construída na década de 1990, a Ferroeste opera no trecho de 247 km entre Cascavel e Guarapuava, município onde se liga à Malha Sul. A Nova Ferroeste reduzirá esse tempo para 20 horas, mesmo quando uma nova pousar na Serra do Mar.

“Uma forma única de economia se move por meio da infraestrutura. Não se avança para a excelência no setor produtivo, dois portos, se não se tem como conectá-los de forma qualificada, montadora ou coordenadora.

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Ele explicou que somente em 2022, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama) solicitou ao Governo do Paraná estudos adicionais sobre este projeto, como complemento ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA). São contribuições e questionamentos oriundos das sete audiências públicas realizadas pelo órgão, serão solicitados por dois técnicos das vistorias feitas ao longo da pista.

O instituto exige a apresentação de alternativas de localização ao traçado proposto nos municípios de Guaraniaçu, São José dos Pinhais e na Serra do Mar. Essas e outras adequações também permitirão uma redução adicional sem supressão de volume de mata nativa. O estudo complementar, com mais de 700 páginas, será arquivado nos próximos dias.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também solicitou estudos de novos povos indígenas próximos à rota. O número de territórios e a localização serão definidos em levantamento que será feito por técnicos da Funai e do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário. Eles passarão por Dourados, no Mato Grosso do Sul, e Guaíra, Nova Laranjeiras e Morretes.

FÓRUM – Além da infraestrutura, fórum que trata das demandas do agronegócio, como conectividade no campo e questões tributárias. Estão em discussão futuros investimentos da Itaipu Binacional na região.

Nesta semana o Governo do Paraná lançou Dois novos programas para estimular o crescimento do setor. Serão R$ 250 milhões, por meio do Siscred (Sistema de Controle de Transferência e Utilização de Créditos Acumulados), direcionados a cooperativas que possuem crédito tributário de exportação para construção de silos. Na mesma linha, serão liberados R$ 500 milhões para novas plantas industriais em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Alci Rotta Jr., diz que constatou que isso será feito todos os anos para alinhar expectativas e unir forças. “A ideia é conectar empresários e representantes públicos com as demandas e os gargalos do Ocidente. As pessoas sabem que se essa busca de infraestrutura for melhor, vai trazer melhores preços para nós dois produtos, mais empregadores e novos investidores”, complementou.

(com A É)

(Emanuely/Sou Agro)



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