Mulher revoluciona a Medicina Veterinária

Mulher revoluciona a Medicina Veterinária

Conselho Federal de Medicina Veterinária: A importância da fiscalização profissional

O exercício profissional dos médicos veterinários e zootecnistas necessita de uma fiscalização rigorosa devido à sua relevância. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), atuante há mais de cinco décadas, desempenha um papel fundamental em todo o território brasileiro.

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Entrevista com Ana Elisa Almeida: A primeira presidente mulher do CFMV

O Canal Rural Entrevista desta edição traz uma conversa exclusiva com Ana Elisa Almeida, a primeira mulher a ocupar a presidência do CFMV. Descubra mais sobre sua trajetória e os desafios enfrentados neste posto de destaque.

O papel do médico veterinário na pecuária brasileira

O crescimento da importância do médico veterinário para a pecuária nacional reflete a busca por competência, qualidade e conhecimento no setor. Saiba mais sobre a relevância desse profissional no cenário agropecuário brasileiro e internacional.

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Desenvolvimento

A atuação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) é de extrema importância para garantir a fiscalização e o controle do exercício profissional dos médicos veterinários e zootecnistas em todo o Brasil. A presidência de Ana Elisa Almeida, primeira mulher a ocupar esse cargo na história da entidade, marca um momento significativo para a valorização e representatividade das mulheres no setor.

Caminho até a presidência

Ana Elisa traça sua jornada desde os tempos de estudante até chegar ao posto de presidente do CFMV. Com dois mandatos como presidente do Conselho Regional no estado da Bahia, ela destacou-se pelo seu comprometimento e dedicação à profissão. Sua trajetória inclui experiências importantes na gestão e fiscalização das atividades dos médicos veterinários, preparando-a para assumir a presidência da entidade nacional.

Valorização e reconhecimento

O crescimento da importância do médico veterinário e do zootecnista no cenário agropecuário brasileiro é evidente. Produtores rurais buscam cada vez mais esses profissionais para auxiliá-los na tomada de decisões, devido ao conhecimento, competência e qualidade que oferecem para a manutenção da competitividade do setor. A relação estreita entre a atuação destes profissionais e o sucesso do agronegócio é um fator determinante para o reconhecimento da importância da Medicina Veterinária e Zootecnia.

Compromisso com a saúde animal

O compromisso dos médicos veterinários e zootecnistas com a saúde animal, seja preventiva ou curativa, reflete a prioridade desses profissionais em garantir o bem-estar dos animais e a segurança alimentar da sociedade. A promoção da saúde única, que engloba a saúde animal, humana e ambiental, é uma das metas do CFMV, demonstrando a preocupação com a interdependência desses aspectos.

Desenvolvimento Sustentável

O CFMV vem trabalhando ativamente na normatização de práticas e medidas que visam promover a convivência harmônica entre as atividades dos médicos veterinários e zootecnistas e a preservação ambiental. A utilização de tecnologias avançadas como a inteligência artificial tem contribuído para a eficiência e precisão das atividades, tornando possível conciliar o olhar técnico do profissional com as inovações tecnológicas.

Mensagem aos futuros profissionais

Ana Elisa destaca a importância da formação sólida e contínua para os futuros médicos veterinários e zootecnistas, encorajando-os a não desistirem de seus sonhos. A profissão, que envolve o cuidado com a vida animal, humana e ambiental, requer atitude, conhecimento e entusiasmo. As mulheres são incentivadas a ocupar espaços de decisão e a contribuir com o fortalecimento do agronegócio brasileiro e do mercado interno.

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Subtítulo 1

As contribuições da medicina veterinária e da zootecnia para o desenvolvimento do agronegócio e a importância da atuação dos profissionais nessa área são fundamentais para garantir a saúde animal e ambiental, bem como para atender às exigências do mercado nacional e internacional.

Subtítulo 2

A integração entre as práticas profissionais e a normativa do Environmental, Social and Governance (ESG) permite a conciliação entre o crescimento da pecuária, o respeito ao meio ambiente e a utilização de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, para otimizar a produtividade e a eficiência no campo.

Subtítulo 3

Com a evolução das tecnologias e a adoção de práticas inovadoras, o exercício profissional dos médicos veterinários e zootecnistas se torna cada vez mais relevante e eficaz para o setor agropecuário, promovendo o bem-estar animal, a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

O papel do CFMV na fiscalização das profissões de médico veterinário e zootecnista

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) desempenha um papel fundamental na fiscalização e regulamentação das profissões de médico veterinário e zootecnista no Brasil. Para compreender melhor a atuação desta autarquia, acompanhe a entrevista com a primeira presidente mulher da história do CFMV, Ana Elisa Almeida.

FAQs

1. Qual é a importância do CFMV na fiscalização das profissões de médico veterinário e zootecnista?

O CFMV é responsável por garantir a ética e a qualidade do exercício profissional dessas duas áreas, assegurando que os profissionais atuem de acordo com as normas e regulamentos vigentes.

2. Como a atuação do médico veterinário tem crescido na pecuária brasileira?

O médico veterinário desempenha um papel crucial na pecuária brasileira, sendo procurado pelos produtores rurais para auxiliar nas tomadas de decisões e garantir a qualidade e competitividade do setor.

3. De que forma a saúde animal está relacionada à saúde humana e ambiental?

A saúde animal é intrinsecamente ligada à saúde humana e ambiental, sendo essencial para manter o equilíbrio e a sustentabilidade dos ecossistemas.

4. Como o CFMV está abordando a normativa do Environmental, Social and Governance (ESG) no trabalho dos profissionais?

O CFMV tem normatizado práticas que visam promover a convivência entre as atividades dos profissionais e o meio ambiente, garantindo o respeito aos parâmetros ambientais e o aumento da produtividade de forma sustentável.

5. De que maneira a inteligência artificial tem sido utilizada no trabalho do médico veterinário?

A inteligência artificial tem auxiliado os profissionais na tomada de decisões mais precisas e no diagnóstico e tratamento de pacientes, desde que seja utilizada de forma ética e responsável, em conformidade com as normas da profissão.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

CR ENTREVISTA ANA ELISA THUMB

O exercício profissional dos médicos veterinários e zootecnistas precisa ser fiscalizado de perto, com rigor, visto a importância dessas duas profissões. Para isso, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) existe há 55 anos e abrange todo o território brasileiro.

Para conhecer melhor a atuação desta autarquia, o Canal Rural Entrevista desta edição conversa com primeira presidente mulher da história da entidade, a Ana Elisa Almeida. Assista a entrevista na íngra no vídeo acima e acompanhe os principais trechos abaixo:

Canal Rural: As mulheres estão cada vez mais tomando à frente de grandes instituições. Como foi chegar a este posto tão importante?

Ana Elisa – Eu sou médica veterinária, formada pela Universidade Federal da Bahia. Fui presidente do CRMV do estado e me identifiquei muito com a oportunidade de trabalhar efetivamente para a melhoria e valorização da nossa profissão. Foram dois mandatos na Bahia e, em 2017, entrei na disputa pela gestão federal. Depois, fui convidada pelo Dr. Francisco a ingressei no Conselho Federal na condição de vice presidente. Depois disso, iniciei a minha gestão como presidente em 15 de dezembro do ano passado […]. Fico muito honrada em estar gerindo a maior entidade [do setor], sendo a primeira mulher a chegar neste posto. Nós mulheres já somos, inclusive, a maioria dentro do sistema do Conselho Federal e Conselhos Regionais. Então é uma honra eu poder gerir a maior entidade da minha profissão, a qual escolhi por vocação e amor e à qual eu dedico quase quatro décadas da minha vida. Além disso, há outra profissão que está vinculado a esta autarquia e que eu respeito e admiro muito, dada a importância que tem para o agronegócio, para a sociedade, que é a zootecnia. Então, hoje não existem mais barreiras, mais limites. Nós, mulheres, chegamos para ficar.

CR: Para gerir uma instituição como o CFMV é preciso ter como base o pé na profissão, ter vivenciado todo o processo da medicina veterinária. Como foi o início de tudo e o quanto essa trajetória na carreira te ajudou a chegar ao cargo de presidente?

Ana Elisa – Quando jovem, ainda estudante, confesso que não me envolvia muito nas questões do centro acadêmico porque eu era muito focada na formação. Fui muito estudiosa, então tinha pressa em terminar o curso […]. Depois, já formada, fui convidada pelo presidente do Conselho da Bahia à época para ser presidente da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia, que é a entidade que exerce parte mais social e cultural da classe por meio de, por exemplo, congressos. Em 2001 eu realizei na Bahia o Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária que, modéstia à parte, foi um sucesso. Foram mais de duas mil pessoas no Centro de Convenções da Bahia, com muitas autoridades e palestras. Isso me deu uma certa projeção nacional. Em 2003, o presidente do Conselho me convidou para ingressar na gestão dele na condição de secretária geral. Comecei, então, a enveredar pelo campo da fiscalização, já que o Conselho tem como premissa e como finalidade o exercício profissional. Foi a partir daí que comecei a conhecer as legislações, as normas, a entender, e eu estudava muito. No cargo de secretária geral precisava gerir toda aquela parte das inscrições, dos registros, cancelamentos.

CR: A atuação do médico veterinário em campo e o quanto ele representa hoje para a pecuária brasileira cresceu muito nos últimos anos. O produtor rural se identifica com esse profissional, procurando-o, inclusive, para a tomada de decisões.

Ana Elisa – Sim, principalmente porque o Brasil hoje está em um patamar competitivo muito grande e sabe que para poder se manter neste nicho, inclusive nos mercados internacionais, precisa ter competência, qualidade, conhecimento e isso o produtor encontra nesses profissionais, no médico veterinário, no zootecnista, no agrônomo. […] Outro dia estive no Ministério da Pesca e o secretário-executivo era um zootecnista. Nós temos vários colegas médicos veterinários ocupando importantes cargos dentro do Ministério da Agricultura, inclusive até vice-governadores. Então percebemos que existe uma procura por este profissional, inclusive as associações de produtores têm nos procurado exatamente para manter essa aproximação com esses profissionais porque eles entendem e sabem da importância de atender, inclusive, as exigências do mercado nacional e internacional.

CR: O quanto a medicina veterinária e a zootecnia têm contribuído para a saúde animal?

Ana Elisa – A saúde animal preventiva e curativa é uma área privativa do médico veterinário. Logicamente que o zootecnista também tem um olhar voltado à saúde animal, uma vez que ele lida com a nutrição, a produção. Temos difundido muito o conceito da saúde única. O Conselho Federal vem reforçando e formulando medidas nesse sentido. Isso porque não se pode imaginar uma saúde humana sem a saúde animal e a saúde ambiental. São indissociáveis.

CR: Falando em integração, de que maneira o médico veterinário e o Conselho Federal vêm trabalhando a normativa do Environmental, Social and Governance (ESG)?

Ana Elisa – Temos normatizado, através de nossas resoluções, uma série de práticas que precisam ser seguidas pelo profissional para que ele possa promover essa convivência sem agredir o meio ambiente. Já provamos que isso é possível. Podemos fazer pecuária, melhoramento, todas as nossas interações convivendo e compartilhando sem nenhum problema com o meio ambiente. Há uma série de resoluções nossas que preveem e orientam os médicos veterinários e zootecnistas neste segmento, ou seja, na interação com o meio ambiente e aumento de produtividade, respeitando, inclusive, os próprios parâmetros do animal. Hoje nós temos tecnologias avançadas que têm nos permitido maior eficiência e, também, maiores acertos de diagnósticos para tomadas de decisões, mais confiáveis. Exemplos disso são as ferramentas de inteligência artificial, super úteis para a pecuária de precisão.

CR: A inteligência artificial, como a senhora disse, tem ajudado muito o trabalho do médico veterinário. Como conciliar o olhar técnico do profissional com esse tipo de tecnologia?

Ana Elisa – A tecnologia só é útil e bem-vinda se o profissional conseguir conciliar o seu olhar técnico e o cuidado com o animal, com a natureza. Dessa forma, produzem um resultado positivo em nosso trabalho. No entanto, precisam ser feitas dentro dos preceitos éticos que normatizam a nossa profissão. […] Em 2022, por exemplo, aprovamos a telemedicina, algo que veio para somar. É lógico que o padrão ouro das nossas atividades é o atendimento presencial, o olho no olho, mas a telemedicina é uma ferramenta que veio para encurtar a distância entre o animal, o tutor e o profissional. Assim, o médico veterinário pode fazer com que o diagnóstico e o tratamento possam ser iniciados de uma forma mais rápida do que se o tutor levasse o animal até o consultório. Isso facilita o fluxo.

CR: Qual recado a senhora pode dar aos futuros profissionais da Medicina Veterinária e da Zootecnia?

Ana Elisa – Fui professora por 34 anos na Universidade Federal da Bahia e sei a importância de uma formação sólida para o exercício profissional. Então, quero dizer aos futuros colegas que não desistam dos seus sonhos. A medicina veterinária é uma profissão linda, que trabalha com a vida, não apenas a animal, mas também a humana e a ambiental. Busquem uma formação sólida, continuada. Digo sempre que são precisos cinco elementos: atitude, vontade, conhecimento, habilidade e entusiasmo. É preciso que tenhamos fé em nossa capacidade. Não tenha medo de se arriscar. Quero, também, mandar um recado para as mulheres profissionais: nós podemos, sim, ocupar espaços de decisão, podemos conciliar a nossa vida profissional com a familiar. […] Temos que manter esse olhar holístico, que é próprio do feminino. Costumo dizer que nós, mulheres, temos uma capacidade maior de ouvir, acolher e entender. É importante que a gente não tenha medo de arriscar e de assumir todas as possibilidades que nos são apresentadas. Há uma máxima que diz assim: “ouse e o poder lhe será dado”. Então, a todos os profissionais, mas, de um modo especial, às mulheres: avante! Só depende de nós. Juntos podemos fortalecer cada vez mais o agronegócio brasileiro, alcançar os mercados internacionais e também fortalecer o mercado interno.

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