Matcha se tornou “a moda” em cafeterias, lojas de produtos naturais e no feed de influenciadores de saúde e bem-estar, mas a bebida é muito mais do que um substituto do café. O consumo remonta a milênios, e a ciência vem descobrindo cada vez mais os benefícios de seu uso.
Apesar de parecer algo de outro mundo, o matcha é um ingrediente extraído da Camellia sinensis, mesma planta que fornece chá preto e chá verde. O composto, porém, é extraído das folhas jovens, que são cultivadas à sombra por 20 a 30 dias antes de serem colhidas.
Essas folhas são moídas e dão origem ao pó conhecido como matcha, que pode ser consumido de diversas formas, mas é mais utilizado em chás e bebidas geladas. A forma como a planta é cultivada aumenta a produção de clorofila e faz com que o composto tenha mais aminoácidos, além de concentrar mais nutrientes como vitaminas e antioxidantes.
Como o matcha é produzido?
Cerca de duas semanas antes da colheita, estruturas são construídas nas lavouras para manter a maioria das plantas na sombra. O objetivo é deixar as folhas mais macias e brilhantes. Após a colheita, são cozidos no vapor, secos e aquecidos em fornos por um curto período de tempo. Depois disso, eles são triturados e formam um pó.
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Benefícios para a saúde do matcha
A forma como o matcha é produzido potencializa alguns dos já conhecidos benefícios do chá verde. A planta é rica em antioxidantes que estão mais concentrados no matcha; com isso, reduz-se o risco de hipertensão, além de controlar o colesterol, aumentando a saúde do coração.
O Matcha possui catequinas, um tipo de antioxidante natural, e polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres. Assim, a bebida pode ajudar a reduzir o desenvolvimento de envelhecimento precoce e doenças crônicas e degenerativas.
A quantidade de antioxidantes em um copo de matcha é dez vezes maior do que em um copo de chá verde. Os números são ainda mais surpreendentes quando comparados a outros alimentos considerados ricos em antioxidantes: seis vezes mais do que na mesma quantidade de goji berry e 120 vezes mais do que na mesma quantidade correspondente de espinafre.
Matcha contém uma substância conhecida como L-teanina, que foi estudada por seus benefícios para o cérebro. O consumo está associado à redução do risco de desenvolver Parkinson e Alzheimer, além de ajudar na concentração.
A L-teanina, em conjunto com a cafeína, pode gerar alta concentração sem ansiedade, um estado comparado ao estado de alerta relaxado, razão pela qual muitas pessoas estão substituindo o café pelo matcha.
Embora não seja possível afirmar cientificamente que o matcha previne o câncer, o composto contém epigalocatequina-3-galato (EGCG), substância que há muito aparece em estudos associados à prevenção de alguns tipos da doença.
Matcha também é uma das bebidas de combate à artrite mais estudadas. Os polifenóis presentes nos chás verde, preto e branco são altamente anti-inflamatórios e combatem a destruição da cartilagem.
Finalmente, o consumo regular de chá verde e matcha pode ajudar na perda de peso. A bebida é diurética e acelera o metabolismo, ajudando no gasto energético e na queima de gordura.
Como preparar matchá?

Para preparar a infusão de matcha, basta adicionar 60 mililitros a 100 mililitros de água quente a uma colher de chá de matcha e misturar até que o pó se dissolva. A bebida é amarga e pode ser adoçada com açúcar mascavo ou mel. Além disso, pode ser amolecido com canela e raspas de gengibre.
Matcha também pode ser adicionado a uma série de bebidas, como sucos e batidos gelados. O pó pode ser usado em receitas de bolos doces ou salgados e como corante natural.
Vale lembrar que, por ser rico em cafeína, o matcha deve ser consumido com moderação. Em excesso, pode causar taquicardia, irritabilidade e insônia.
Fonte: Healthline, Tenzotea, WomensHealth, WebMD, Ecycle, Pubmed – Um estudo de intervenção sobre o efeito do chá matcha, em formatos de bebida e lanchonete, no humor e no desempenho cognitivo
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2295500verificação de cookiesMatcha: saiba o que é e como consumir

