Japão: Esterco de vaca no espaço!

Japão: Esterco de vaca no espaço!

O Japão no espaço com esterco de vaca

Novo capítulo na história espacial

O Japão pode ter iniciado um novo capítulo na sua história espacial com o teste bem-sucedido de um motor de foguete movido exclusivamente por uma energia produzida localmente: esterco de vaca. No teste realizado na quinta-feira, o motor impulsionou horizontalmente uma chama azul e laranja de dez metros de comprimento por alguns segundos através da porta de um hangar na ilha de Hokkaido, no norte do país. O biometano líquido necessário para a combustão foi produzido com “contribuições” do gado bovino de dois produtores locais de leite, explicou Takahiro Inagawa, chefe da empresa japonesa Interstellar Technologies. “Fazemos isso não só porque é bom para o meio ambiente, mas também porque pode ser produzido localmente, porque é muito rentável e é um combustível com muito bom desempenho e de grande pureza”, garantiu Inagawa. “Somos a primeira empresa privada a fazê-lo”, acrescentou. “Não acho que seja exagero pensar que isso será reproduzido em todo o mundo”. A Interstellar espera enviar satélites ao espaço graças a este combustível. Está associada à empresa Air Water, produtora de gases industriais, que trabalha com agricultores locais que possuem equipamentos para transformar esterco em biogás.

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40 toneladas de esterco diárias

A agência espacial japonesa Jaxa lançou com sucesso a sua missão lunar “Moon Sniper” em setembro, mas o setor aeroespacial japonês teve que lidar com inúmeros problemas nos últimos anos, incluindo duas missões frustradas. O Japão também sofreu decepções com seus lançadores após o fracasso do foguete de nova geração H3 ou do lançador de pequenas dimensões Epsilon-6 da Jaxa. O biogás derivado de esterco de vaca é usado como combustível em outras partes do mundo. Por exemplo, na cidade indiana de Indore, é usado para alimentar ônibus. Sua utilização ajuda a reduzir a enorme pegada ambiental da pecuária, que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), é responsável por 12% das emissões de gases de efeito estufa no mundo vinculadas à atividade humana.

Sistema que coleta automaticamente as fezes

As 900 cabeças de gado de Eiji Mizushita, de 58 anos, geram mais de 40 toneladas de esterco por dia. Este pecuarista, que participou deste projeto, lançou um sistema que coleta automaticamente as fezes de seus animais, fermentando-as e transformando-as em biogás, fertilizante e inclusive areia para o gado. “Fico feliz em pensar que os excrementos dos nossos animais são usados para fazer um foguete voar”, disse Mizushita. “Temos que nos livrar do esterco com um uso adequado. Acho que o governo e a sociedade em geral deveriam ter outro ponto de vista sobre a importância das energias renováveis e incentivar a sua produção”.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo




O Japão pode ter iniciado um novo capítulo na sua história espacial com o teste bem-sucedido de um motor de foguete movido exclusivamente por uma energia produzida localmente: esterco de vaca. 


No teste realizado na quinta-feira (07/12), o motor impulsionou horizontalmente uma chama azul e laranja de dez metros de comprimento por alguns segundos através da porta de um hangar na ilha de Hokkaido, no norte do país. 


O biometano líquido necessário para a combustão foi produzido com “contribuições” do gado bovino de dois produtores locais de leite, explica Takahiro Inagawa, chefe da empresa japonesa Interstellar Technologies. 


“Fazemos isso não só porque é bom para o meio ambiente, mas também porque pode ser produzido localmente, porque é muito rentável e é um combustível com muito bom desempenho e de grande pureza”, garante Inagawa. “Somos a primeira empresa privada a fazê-lo”, acrescenta. “Não acho que seja exagero pensar que isso será reproduzido em todo o mundo”. 


A Interstellar espera enviar satélites ao espaço graças a este combustível. Está associada à empresa Air Water, produtora de gases industriais, que trabalha com agricultores locais que possuem equipamentos para transformar esterco em biogás. “O Japão, pobre em recursos, deve agora garantir uma fonte de energia neutra em carbono no seu território“, estima Tomohiro Nishikawa, engenheiro do grupo Air Water. 


“A matéria-prima proveniente das vacas desta região tem um potencial enorme. Se a situação internacional mudar, é importante que o Japão tenha” uma fonte de energia como esta, afirma.


O biometano Air Water já é utilizado por uma fábrica local de leite e outras fábricas, para a calefação de edifícios e para alimentar caminhões e barcos no âmbito de programas piloto.


40 toneladas de esterco diárias


A agência espacial japonesa Jaxa lançou com sucesso a sua missão lunar “Moon Sniper” em setembro, mas o setor aeroespacial japonês teve que lidar com inúmeros problemas nos últimos anos, incluindo duas missões frustradas. 


O Japão também sofreu decepções com seus lançadores após o fracasso do foguete de nova geração H3 ou do lançador de pequenas dimensões Epsilon-6 da Jaxa. 


O biogás derivado de esterco de vaca é usado como combustível em outras partes do mundo. Por exemplo, na cidade indiana de Indore, é usado para alimentar ônibus. 


A sua utilização ajuda a reduzir a enorme pegada ambiental da pecuária, que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), é responsável por 12% das emissões de gases de efeito estufa no mundo vinculadas à atividade humana.


Embora a combustão do biogás também libere gases de efeito estufa, o mesmo ocorre nos processos de degradação natural, uma vez que os vazamentos das explorações pecuárias também contaminam o solo e os cursos d’água. 


As 900 cabeças de gado de Eiji Mizushita, de 58 anos, geram mais de 40 toneladas de esterco por dia. Este pecuarista, que participou deste projeto, lançou um sistema que coleta automaticamente as fezes de seus animais, fermentando-as e transformando-as em biogás, fertilizante e inclusive areia para o gado. 


“Fico feliz em pensar que os excrementos dos nossos animais são usados para fazer um foguete voar”, diz Mizushita. “Temos que nos livrar do esterco com um uso adequado. Acho que o governo e a sociedade em geral deveriam ter outro ponto de vista sobre a importância das energias renováveis e incentivar a sua produção“, afirma.


 


As informações são do O Tempo, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

 


O Japão está dando um grande passo em direção ao futuro da exploração espacial com o teste bem-sucedido de um motor de foguete movido por energia produzida localmente: esterco de vaca.

Um teste realizado na ilha de Hokkaido, no norte do país, mostrou que o motor gerou uma chama de dez metros de comprimento, impulsionando horizontalmente através da porta de um hangar. O biometano líquido necessário para a combustão foi produzido com “contribuições” do gado bovino de dois produtores locais de leite. Takahiro Inagawa, chefe da empresa japonesa Interstellar Technologies, destacou que o uso do esterco de vaca não apenas é ambientalmente amigável, mas também rentável e com alto desempenho.

A Interstellar espera enviar satélites ao espaço graças a este combustível inovador, e está associada à empresa Air Water, produtora de gases industriais, que trabalha com agricultores locais para transformar esterco em biogás. Tomohiro Nishikawa, engenheiro da Air Water, destaca a importância de garantir uma fonte de energia neutra em carbono no território japonês.

Além disso, a agência espacial japonesa Jaxa lançou com sucesso a missão lunar “Moon Sniper” em setembro. O Japão também sofreu decepções com seus lançadores no passado, mas continua a inovar no espaço aeroespacial.

O uso de biogás derivado do esterco de vaca como combustível não é exclusivo do Japão. Em outras partes do mundo, como na Índia, este combustível é usado para alimentar veículos e reduzir a pegada ambiental da pecuária.

O Japão está aproveitando este recurso em grande escala, com um produtor local de leite que coleta automaticamente as fezes de seus animais para transformá-las em biogás, fertilizante e areia para o gado. Este é um exemplo da crescente importância das energias renováveis, que devem ser incentivadas no futuro.

Esses avanços no uso de esterco de vaca como combustível para foguetes representam um marco na indústria espacial, oferecendo um modelo valioso para a produção local de biometano. Este conteúdo foi adaptado de uma reportagem veiculada no site “O Tempo”.
1. Qual é o método inovador que o Japão está utilizando para impulsionar foguetes?
Resposta: O Japão está utilizando esterco de vaca para produzir biometano líquido, que é utilizado como combustível para a propulsão dos foguetes.

2. O que torna o uso de biometano de esterco de vaca uma prática vantajosa?
Resposta: O biometano de esterco de vaca é uma energia produzida localmente, rentável, de grande pureza e boa performance, o que o torna uma fonte de combustível eficiente e amigável ao meio ambiente.

3. Como a utilização de biometano de esterco de vaca pode impactar no setor espacial japonês?
Resposta: A utilização de biometano de esterco de vaca pode abrir novas possibilidades para o setor espacial japonês, permitindo o envio de satélites ao espaço de forma mais sustentável.

4. Além da propulsão de foguetes, onde mais o biometano de esterco de vaca pode ser utilizado?
Resposta: Além da propulsão de foguetes, o biometano de esterco de vaca é usado em fábricas de leite, para calefação de edifícios, e até mesmo para alimentar veículos em programas piloto.

5. Qual a importância ambiental e econômica do uso de biometano de esterco de vaca?
Resposta: Além de reduzir a pegada ambiental da pecuária e as emissões de gases de efeito estufa, o uso de biometano de esterco de vaca proporciona uma fonte de energia neutra em carbono e promove a produção de energias renováveis.

Perguntas Frequentes sobre o Motor de Foguete Movido a Esterco de Vaca

Como o motor de foguete movido a esterco de vaca funciona?

O motor de foguete movido a esterco de vaca utiliza biometano líquido produzido a partir do esterco de vaca como combustível. Esse biometano é derivado do processo de decomposição anaeróbia do esterco, que produz gás metano.

Qual é a fonte de energia para produzir o biometano?

A fonte de energia para produzir o biometano é o esterco de vaca, que é coletado dos animais criados em fazendas locais. Esse processo permite uma produção de energia local e sustentável.

Como essa tecnologia pode impactar o setor aeroespacial japonês?

A utilização de biometano produzido a partir do esterco de vaca como combustível para motores de foguetes pode representar uma virada inovadora e sustentável para a indústria aeroespacial japonesa, possibilitando lançamentos de satélites ao espaço de forma mais econômica e ambientalmente amigável.

O Japão pode ter iniciado um novo capítulo na sua história espacial com o teste bem-sucedido de um motor de foguete movido exclusivamente por uma energia produzida localmente: esterco de vaca. 

No teste realizado na quinta-feira (07/12), o motor impulsionou horizontalmente uma chama azul e laranja de dez metros de comprimento por alguns segundos através da porta de um hangar na ilha de Hokkaido, no norte do país. 

O biometano líquido necessário para a combustão foi produzido com “contribuições” do gado bovino de dois produtores locais de leite, explica Takahiro Inagawa, chefe da empresa japonesa Interstellar Technologies. 

“Fazemos isso não só porque é bom para o meio ambiente, mas também porque pode ser produzido localmente, porque é muito rentável e é um combustível com muito bom desempenho e de grande pureza”, garante Inagawa. “Somos a primeira empresa privada a fazê-lo”, acrescenta. “Não acho que seja exagero pensar que isso será reproduzido em todo o mundo”. 

A Interstellar espera enviar satélites ao espaço graças a este combustível. Está associada à empresa Air Water, produtora de gases industriais, que trabalha com agricultores locais que possuem equipamentos para transformar esterco em biogás. “O Japão, pobre em recursos, deve agora garantir uma fonte de energia neutra em carbono no seu território“, estima Tomohiro Nishikawa, engenheiro do grupo Air Water. 

“A matéria-prima proveniente das vacas desta região tem um potencial enorme. Se a situação internacional mudar, é importante que o Japão tenha” uma fonte de energia como esta, afirma.

O biometano Air Water já é utilizado por uma fábrica local de leite e outras fábricas, para a calefação de edifícios e para alimentar caminhões e barcos no âmbito de programas piloto.

40 toneladas de esterco diárias

A agência espacial japonesa Jaxa lançou com sucesso a sua missão lunar “Moon Sniper” em setembro, mas o setor aeroespacial japonês teve que lidar com inúmeros problemas nos últimos anos, incluindo duas missões frustradas. 

O Japão também sofreu decepções com seus lançadores após o fracasso do foguete de nova geração H3 ou do lançador de pequenas dimensões Epsilon-6 da Jaxa. 

O biogás derivado de esterco de vaca é usado como combustível em outras partes do mundo. Por exemplo, na cidade indiana de Indore, é usado para alimentar ônibus. 

A sua utilização ajuda a reduzir a enorme pegada ambiental da pecuária, que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), é responsável por 12% das emissões de gases de efeito estufa no mundo vinculadas à atividade humana.

Embora a combustão do biogás também libere gases de efeito estufa, o mesmo ocorre nos processos de degradação natural, uma vez que os vazamentos das explorações pecuárias também contaminam o solo e os cursos d’água. 

As 900 cabeças de gado de Eiji Mizushita, de 58 anos, geram mais de 40 toneladas de esterco por dia. Este pecuarista, que participou deste projeto, lançou um sistema que coleta automaticamente as fezes de seus animais, fermentando-as e transformando-as em biogás, fertilizante e inclusive areia para o gado.

“Fico feliz em pensar que os excrementos dos nossos animais são usados para fazer um foguete voar”, diz Mizushita. “Temos que nos livrar do esterco com um uso adequado. Acho que o governo e a sociedade em geral deveriam ter outro ponto de vista sobre a importância das energias renováveis e incentivar a sua produção“, afirma.


 

 

As informações são do O Tempo, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

 

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