As inovações para a olivicultura foram destaque no terceiro dia do South Summit Brazil, que acontece no Cais Embarcadero, em Porto Alegre (RS). No espaço Palco Inovação RS, com o apoio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, ocorreu o painel “Desafios e Perspectivas Futuras para o Reaproveitamento de Resíduos da Produção de Azeite”, com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Oleicultura Culture (Ibraoliva), Renato Fernandes, CEO da Startup OlivePlus, Camila Sant’Anna Monteiro, e o consultor Fabricio Carlotto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Olive Plus, incubada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), trabalha com o objetivo de desenvolver no mercado uma técnica inovadora de reaproveitamento de resíduos da indústria do azeite, proporcionando maior saudabilidade à alimentação humana e animal. Segundo Camila, a ideia é gerar produtos com maior valor funcional. “Nossa proposta é estar gerando produtos, trabalhando no desenvolvimento desses produtos e também produzindo insumos para a indústria alimentícia”, observou.
Carlotto, por outro lado, destacou que a própria olivicultura tem sido uma inovação no Rio Grande do Sul nos últimos anos. O azeite em si é uma conquista que a gente conseguiu quando muita gente dizia que o Brasil não ia produzir azeite, a olivicultura não ia crescer. Já temos azeites premiados de todo o mundo”, destacou. Porém, segundo o especialista, assim como nos grandes países produtores, o que fazer com o resíduo da extração é uma preocupação. “Nossa busca agora pelo Ibraoliva é reunir todas essas iniciativas porque muitas vezes elas acabam fazendo trabalhos que poderiam ser complementares. São atividades muitas vezes isoladas e que precisam funcionar em conjunto. Então temos a valorização dos resíduos procurando aproveitá-los para consumo humano, mas temos outras utilizações para estes resíduos e é isso que gostaríamos de levar ao conhecimento do público porque em breve isso poderá atrair novos investidores”, frisou.
Em seu discurso, o presidente do Ibraoliva lembrou que o Brasil é o segundo maior consumidor de azeite do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 100 milhões de litros, mas a produção é de 500 mil litros por ano, o que representa 0,5% do consumo nacional. “Acho que esses números preocupam todos os setores e até nós, produtores, com a responsabilidade de aumentar a produção. O que precisamos é de investimentos, de investidores para que eles possam dar sustentabilidade. Então a importância desse momento e desse espaço, para quem está nos acompanhando, é que eles percebam a importância e percebam também a oportunidade de crescimento que existe dentro do nosso setor. É um setor que hoje no Estado planta uma área de seis mil hectares e temos áreas com aptidão, só no nosso Estado de um milhão de hectares”, observou.
Além disso, Fernandes também destacou o oleoturismo como uma inovação no setor. Pelo menos dez empreendimentos já estão em operação no Rio Grande do Sul e no ano passado receberam cerca de 500 mil visitantes, demonstrando o potencial desse setor. O presidente do Ibraoliva também lembrou do Selo Premium, em parceria com o governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio da Secretaria de Inovação, que destaca a qualidade da produção gaúcha, também uma inovação para os olivicultores.
