Agricultura 14 de maio de 2024 14 min de leitura

Indicadores Ambientais: Avanços na Produção Agroecológica em Goiás

Pesquisa desenvolve indicadores ambientais para produção agroecológica em Goiás

Metodologia para Medir Impactos Ambientais em Propriedades Agroecológicas

Neste artigo, vamos explorar um método desenvolvido por pesquisadores da Embrapa e da Emater Goiás para medir os impactos da atividade de propriedades familiares sobre o meio ambiente. A proposta é utilizar indicadores ambientais para aferir a qualidade do solo e a sanidade dos cultivos, visando gerar melhores resultados para a agricultura e o ecossistema.

Parceria com Agricultores Agroecológicos

O estudo foi conduzido em parceria com agricultores familiares ligados à Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região (Aproar), que seguem preceitos agroecológicos em suas atividades. Foram estabelecidos dez indicadores ambientais para avaliar a qualidade do solo e outros dez para medir a sanidade dos cultivos.

Desenvolvimento Sustentável na Agricultura

Resultados e Recomendações

A avaliação desses indicadores permitiu identificar práticas de manejo que influenciam na qualidade dos cultivos e na sustentabilidade ambiental. Aspectos como o uso de adubos verdes e o manejo integrado de pragas e doenças foram destacados como pontos positivos a serem incentivados nas propriedades agroecológicas.

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Resultados e recomendações para a maior sustentabilidade dos cultivos

Após a aplicação de indicadores e a avaliação das práticas de manejo agroecológico, aspectos fundamentais para a produção e o meio ambiente foram identificados. De acordo com o pesquisador Agostinho Didonet, a validação dos indicadores apontou a necessidade de inserir adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo nos sistemas produtivos. Além disso, o estudo destacou pontos positivos relacionados à sustentabilidade e integração com o agroecossistema local, como diversidade de cultivos, cobertura do solo, manejo da irrigação e controle de pragas e doenças.

Didonet ressalta a importância de comparar os resultados ao longo do tempo para verificar possíveis alterações e dinâmicas. Ele enfatiza que os indicadores utilizados permitem avaliar a sustentabilidade ambiental em grande parte das unidades produtivas. Capacitação, treinamento e divulgações de tecnologias são cruciais para o sucesso desse tipo de trabalho, contribuindo para a melhoria contínua dos cultivos e do ecossistema.

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## Método para Sustentabilidade na Agricultura Familiar: Resultados e Recomendações

Após a aplicação de indicadores e avaliação das práticas de manejo agroecológico, foi possível identificar aspectos cruciais para a produção e o meio ambiente. A validação dos indicadores destacou a importância de adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo, juntamente com os cultivos utilizados pelos agricultores. Além disso, aspectos positivos relacionados à sustentabilidade e integração com o agroecossistema local foram observados, como o manejo de áreas com diversidade de cultivos, cobertura e proteção do solo, manejo da irrigação e controle de insetos e fitopatógenos.

Esses resultados ressaltam a relevância de atividades contínuas de treinamento, capacitação e divulgação de tecnologias úteis para o sucesso do trabalho. Portanto, a implementação de práticas agroecológicas aliadas a indicadores de sustentabilidade ambiental é fundamental para garantir a saúde do ecossistema e a eficiência da produção agrícola familiar.

Investir nesse método pode proporcionar benefícios significativos não apenas para os agricultores e suas famílias, mas também para o ambiente em que estão inseridos. O equilíbrio entre práticas sustentáveis e produtivas é essencial para garantir um futuro promissor para a agricultura familiar e para a preservação do meio ambiente.

Ao promover a conscientização e a adoção de práticas mais sustentáveis, é possível criar um ciclo positivo de desenvolvimento agrícola que respeita a natureza e contribui para a segurança alimentar da população. Portanto, a implementação dessas recomendações pode representar um passo significativo rumo à agricultura familiar mais sustentável e resiliente.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Análise de Indicadores Ambientais em Propriedades Familiares e Agroecológicas

O método desenvolvido por pesquisadores da Embrapa e da Emater Goiás permite avaliar a dinâmica e o equilíbrio do sistema produtivo de bases familiares e agroecológicas. Foram estabelecidos indicadores ambientais para medir a qualidade do solo e a sanidade dos cultivos, visando a sustentabilidade da produção. A aplicação do método em propriedades em Goiás resultou em recomendações para melhorar a produção. Os indicadores consideram práticas de manejo e interação do agricultor com os recursos locais.

FAQs

1. Que tipo de indicadores foram estabelecidos para medir a qualidade do solo?

Foram definidos indicadores como compactação do solo, atividade microbiológica, presença de erosão e de organismos invertebrados.

2. Como os indicadores de sanidade dos cultivos foram avaliados?

Os indicadores consideraram a vegetação circundante, a diversidade de inimigos naturais de pragas, a incidência de doenças, entre outros aspectos.

3. Qual a importância da participação dos agricultores no desenvolvimento dos indicadores?

A participação dos agricultores garantiu que os indicadores fossem relevantes, de fácil compreensão e alinhados com as práticas agroecológicas.

4. Quais foram as recomendações para maior sustentabilidade dos cultivos?

Foi sugerida a inserção de adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo, bem como o manejo das áreas com diversidade de cultivos e a proteção do solo.

5. Como a comercialização dos produtos agroecológicos é realizada?

Os produtos são comercializados diretamente na Feira Agroecológica de Anápolis e também via entrega sob encomenda pela internet, garantindo o sustento das famílias.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Verifique a Fonte Aqui

Método permite verificar a dinâmica, as alterações e o equilíbrio do sistema produtivo de bases familiar e agroecológica. Foram estabelecidos dez indicadores ambientais para aferir a qualidade do solo e outros dez para medir a sanidade dos cultivos. Os indicadores ambientais consideram as práticas de manejo e de convivência do agricultor com os recursos locais. A aplicação do método em propriedades familiares e agroecológicas de Goiás gerou recomendações para a maior sustentabilidade da produção. O trabalho resulta da parceria entre a Embrapa e a Emater Goiás, com a participação de agricultores ligados à Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região (Aproar). Pesquisadores da Embrapa e da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater Goiás) desenvolveram um método para medir os impactos da atividade de propriedades familiares sobre o meio ambiente. O trabalho propõe indicadores para verificar a dinâmica, as alterações e o equilíbrio do sistema produtivo de base agroecológica, com o objetivo de gerar melhores resultados para a agricultura e o ecossistema. O trabalho foi conduzido em parceria com agricultores familiares ligados à Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região (Aproar), localizada no município de Anápolis (GO). Todos os participantes exercem atividades seguindo preceitos agroecológicos, uma produção ligada à conservação e à regeneração da diversidade de espécies de plantas, insetos e animais e de recursos naturais (água e solo). O trabalho tem como base dez indicadores ambientais voltados a aferir a qualidade do solo e outros dez para medir a sanidade dos cultivos. Esses indicadores consistem em atributos, características passíveis de observação, que consideram toda a extensão de cada uma das unidades rurais e não apenas a atividade produtiva. Para cada indicador, houve uma avaliação com notas em uma escala de zero a dez. Por exemplo, em relação à qualidade do solo, foram aplicadas notas para medir sua compactação, sua atividade microbiológica, a presença de erosão e de organismos invertebrados (insetos, aranhas, minhocas etc). No caso da sanidade dos cultivos, os quesitos considerados envolveram a vegetação natural circundante aos cultivos, a abundância e a diversidade de inimigos naturais de pragas, a incidência de doenças, dentre outros. De acordo com um dos coordenadores do trabalho, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Agostinho Didonet, os indicadores ambientais foram estabelecidos considerando as práticas de manejo e de convivência do agricultor com os recursos locais, tendo em vista sempre os princípios agroecológicos já incorporados pelas propriedades rurais. Ainda segundo Didonet, a proposição de indicadores que expressam e quantificam a sustentabilidade ambiental foi determinada, por meio de metodologia participativa que uniu o conhecimento técnico ao dos agricultores, a partir da nivelação de conceitos e de modo a medir as práticas de manejo que mais influenciam na qualidade dos cultivos. “Foram realizadas capacitações e discutidas formas de documentar e avaliar a sustentabilidade e suas variações. Levamos em conta a premissa de que fatores envolvidos diretamente nos indicadores deveriam ser de fácil compreensão, constatação e visualização pelo agricultor. Ao mesmo tempo, nos preocupamos com que princípios técnicos fossem respeitados, considerados e assumidos. O objetivo foi auxiliar o reconhecimento pelos agricultores dos tipos de manejo que mais influenciam na qualidade dos seus cultivos e a identificação das práticas agroecológicas mais adequadas às condições do agroecossistema, que possam trazer melhorias na sustentabilidade ambiental e na produção”, conta o pesquisador. Produção e comercialização A determinação, validação e aprovação dos indicadores ambientais são fases de um trabalho inicial de aprimoramento das atividades dos agricultores da Aproar. A produção dos associados é de hortaliças, frutas, feijão, ovos, mel e produtos derivados da cana de açúcar e do leite. Esses produtos proporcionam o sustento das famílias e a Aproar mantém, desde 2015, um canal de comercialização direta, semanalmente, na Feira Agroecológica de Anápolis (Feagro). A comercialização é feita também no formato de entrega sob encomenda utilizando a internet. A Aproar conta com a parceria da Emater Goiás e da Prefeitura de Anápolis, que cede espaço para a realização semanal da Feira. Foto: Álvaro Gonçalo Resultados e recomendações para a maior sustentabilidade dos cultivos De acordo com Agostinho Didonet, a aplicação de indicadores e a avaliação das práticas de manejo que seguem preceitos agroecológicos permitiram a constatação de aspectos importantes para a produção e o meio ambiente. “A validação dos indicadores evidencia a necessidade de inserir adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo nos sistemas produtivos juntamente com os cultivos utilizados pelos agricultores”, aponta o pesquisador. “Por outro lado, foi possível captar pontos positivos relacionados à sustentabilidade e à integração com o agroecossistema local, como, por exemplo, o manejo das áreas com diversidade de cultivos, a cobertura e proteção do solo, o manejo da irrigação e o controle de insetos (pragas e inimigos naturais) e de fitopatógenos”. Ainda conforme Didonet, os resultados do estudo devem ser comparados com avaliações de outros momentos, visando verificar a dinâmica e as possíveis alterações. O pesquisador pondera que os indicadores utilizados permitem destacar e avaliar a sustentabilidade ambiental na maioria das unidades produtivas. Ele ressalta que atividades de treinamento, capacitação e divulgação de tecnologias úteis e demandadas são também importantes para o sucesso desse tipo de trabalho.

Foto: Rodrigo Peixoto

Estudo foi desenvolvido com a participação de agricutores familiares. Ao fundo, na foto, integrantes do projeto da Emater Goiás e Embrapa

Pesquisadores da Embrapa e da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater Goiás) desenvolveram um método para medir os impactos da atividade de propriedades familiares sobre o meio ambiente. O trabalho propõe indicadores para verificar a dinâmica, as alterações e o equilíbrio do sistema produtivo de base agroecológica, com o objetivo de gerar melhores resultados para a agricultura e o ecossistema.

O trabalho foi conduzido em parceria com agricultores familiares ligados à Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região (Aproar), localizada no município de Anápolis (GO). Todos os participantes exercem atividades seguindo preceitos agroecológicos, uma produção ligada à conservação e à regeneração da diversidade de espécies de plantas, insetos e animais e de recursos naturais (água e solo).

O trabalho tem como base dez indicadores ambientais voltados a aferir a qualidade do solo e outros dez para medir a sanidade dos cultivos. Esses indicadores consistem em atributos, características passíveis de observação, que consideram toda a extensão de cada uma das unidades rurais e não apenas a atividade produtiva.

Para cada indicador, houve uma avaliação com notas em uma escala de zero a dez. Por exemplo, em relação à qualidade do solo, foram aplicadas notas para medir sua compactação, sua atividade microbiológica, a presença de erosão e de organismos invertebrados (insetos, aranhas, minhocas etc). No caso da sanidade dos cultivos, os quesitos considerados envolveram a vegetação natural circundante aos cultivos, a abundância e a diversidade de inimigos naturais de pragas, a incidência de doenças, dentre outros.

De acordo com um dos coordenadores do trabalho, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Agostinho Didonet, os indicadores ambientais foram estabelecidos considerando as práticas de manejo e de convivência do agricultor com os recursos locais, tendo em vista sempre os princípios agroecológicos já incorporados pelas propriedades rurais. Ainda segundo Didonet, a proposição de indicadores que expressam e quantificam a sustentabilidade ambiental foi determinada, por meio de metodologia participativa que uniu o conhecimento técnico ao dos agricultores, a partir da nivelação de conceitos e de modo a medir as práticas de manejo que mais influenciam na qualidade dos cultivos.

“Foram realizadas capacitações e discutidas formas de documentar e avaliar a sustentabilidade e suas variações. Levamos em conta a premissa de que fatores envolvidos diretamente nos indicadores deveriam ser de fácil compreensão, constatação e visualização pelo agricultor. Ao mesmo tempo, nos preocupamos com que princípios técnicos fossem respeitados, considerados e assumidos. O objetivo foi auxiliar o reconhecimento pelos agricultores dos tipos de manejo que mais influenciam na qualidade dos seus cultivos e a identificação das práticas agroecológicas mais adequadas às condições do agroecossistema, que possam trazer melhorias na sustentabilidade ambiental e na produção”, conta o pesquisador.

Produção e comercialização

A determinação, validação e aprovação dos indicadores ambientais são fases de um trabalho inicial de aprimoramento das atividades dos agricultores da Aproar. A produção dos associados é de hortaliças, frutas, feijão, ovos, mel e produtos derivados da cana de açúcar e do leite. Esses produtos proporcionam o sustento das famílias e a Aproar mantém, desde 2015, um canal de comercialização direta, semanalmente, na Feira Agroecológica de Anápolis (Feagro). A comercialização é feita também no formato de entrega sob encomenda utilizando a internet. A Aproar conta com a parceria da Emater Goiás e da Prefeitura de Anápolis, que cede espaço para a realização semanal da Feira.

Foto: Álvaro Gonçalo

Resultados e recomendações para a maior sustentabilidade dos cultivos

De acordo com Agostinho Didonet, a aplicação de indicadores e a avaliação das práticas de manejo que seguem preceitos agroecológicos permitiram a constatação de aspectos importantes para a produção e o meio ambiente. “A validação dos indicadores evidencia a necessidade de inserir adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo nos sistemas produtivos juntamente com os cultivos utilizados pelos agricultores”, aponta o pesquisador.  “Por outro lado, foi possível captar pontos positivos relacionados à sustentabilidade e à integração com o agroecossistema local, como, por exemplo, o manejo das áreas com diversidade de cultivos, a cobertura e proteção do solo, o manejo da irrigação e o controle de insetos (pragas e inimigos naturais) e de fitopatógenos”. Ainda conforme Didonet, os resultados do estudo devem ser comparados com avaliações de outros momentos, visando verificar a dinâmica e as possíveis alterações.

O pesquisador pondera que os indicadores utilizados permitem destacar e avaliar a sustentabilidade ambiental na maioria das unidades produtivas. Ele ressalta que atividades de treinamento, capacitação e divulgação de tecnologias úteis e demandadas são também importantes para o sucesso desse tipo de trabalho.

Rodrigo Peixoto (MTb/GO 1.077)
Embrapa Arroz e Feijão

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