Diferimento de pasto: estocar forragem para manter o boi no peso na seca

Diferimento de pasto: estocar forragem para manter o boi no peso na seca

O que é diferimento de pasto e por que funciona

O diferimento de pasto é uma prática simples para manter o gado saudável. Ela deixa parte do pasto sem pastejo, para a grama crescer antes do período seco.

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Quando o pasto não é pastejado, as plantas ganham massa e fortalecem as raízes. A grama regenera de forma mais rápida e suave.

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Como funciona na prática

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Divida a área em piquetes. Monte cercas simples para delimitar o piquete deferido. Leve o gado para as outras áreas de pastejo. O deferimento permite que a grama regresse com o tempo.

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Por que funciona

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Quando a pastagem fica sem pastejo, as plantas aproveitam mais luz. A grama cresce com mais vigor. A forragem fica mais palatável e nutritiva. O gado mantém o peso mesmo na seca.

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Cuidados e riscos

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Atenção aos limites de cada piquete. Não pasteie demais no deferimento para não degradar a pastagem. Garanta água fresca e sombra para o rebanho. Observe o crescimento da forragem e ajuste o tempo de deferimento. Em solos úmidos, evite muito tempo de deferimento para não compactar o solo.

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Quando usar

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Planeje o deferimento antes da seca. Use quando houver sobra de forragem em áreas mais produtivas. Combine com estoque de silagem ou feno para manter a dieta completa. Ajuste pela demanda do rebanho e pela previsão de chuvas.

Mitos e verdades sobre a técnica

Mitos cercam o diferimento de pasto. Vamos separar o que é mito do que é verdade. O objetivo é esclarecer para você agir com segurança no manejo da pastagem.

Mito 1: Deferimento é só para a seca

Verdade: ele ajuda a organizar a alimentação ao longo do ano. A prática não depende apenas da seca; funciona sempre que a pastagem precisa descansar para rebrotar.

Mito 2: Deferimento reduz o ganho de peso

Verdade: com manejo adequado, o gado pode manter o peso. A grama regenera entre os piquetes, e o ganho se mantém estável.

Mito 3: É caro ou complicado

Verdade: não precisa de equipamentos caros. Comece com piquetes simples e cercas básicas. O ponto crítico é água, sombra e o tempo de deferimento.

Mito 4: Prejudica o solo

Verdade: se a rotação de piquetes for bem feita e o solo for bem drenado, não há compactação. Dê tempo para descanso e para a pastagem se reconstituir.

Mito 5: Funciona apenas para determinadas pastagens

Verdade: várias espécies respondem bem ao deferimento, desde gramíneas até leguminosas. A escolha depende do clima, do solo e da região. Consulte o extensionista local para adaptar o manejo.

Mito 6: É difícil monitorar

Verdade: é simples de acompanhar. Use três indicadores básicos: altura da grama, disponibilidade de água e tempo de deferimento. Com poucos minutos por semana, você ajusta rapidamente.

Como planejar capim, adubação e seleção

Planejar capim, adubação e seleção é essencial para pastagens produtivas. Comece pelo clima, pelo solo e pelo tamanho do rebanho. Capim certo facilita o deferimento de pasto e garante uma produção estável.

Escolha do capim

Escolha espécies que se adaptam ao seu clima e ao solo. Busque gramíneas com boa palatabilidade e rápido rebrote. Opções comuns no Brasil são Brachiaria brizantha (Marandu) e Panicum maximum (Mombaça). Verifique a pureza de sementes e a certificação do lote. Peça orientação ao extensionista para ajustar as escolhas às condições locais.

Adubação e manejo do solo

Faça teste de solo a cada dois a três anos. O teste orienta pH, fósforo, potássio e nitrogênio. Calagem pode ser necessária quando o pH está baixo. Use adubos conforme o plano de solo, com N na fase de rebrota e P e K para as raízes. Aplique adubo de cobertura após o replantio ou durante a rebrota, conforme a necessidade.

Rotação e planejamento de áreas

Divida a área em piquetes para pastejo controlado. Combine rotação com deferimento para manter a forragem disponível. A cada ciclo, observe o crescimento da grama e ajuste o tempo de pastejo. Registre as datas de aplicação de adubo e as alturas da pastagem. Assim você mantém o pasto sempre pronto para o gado.

Custos de oportunidade e gestão financeira

Custos de oportunidade pesam em cada decisão de manejo da pastagem, você sabe. É o que você deixa de ganhar ao escolher uma alternativa hoje.

Na prática, isso significa comparar manter o pasto com investir o dinheiro em outra coisa. Caminhos diferentes têm retornos diferentes e exigem tempo, mão de obra e capital.

Como estimar custos de oportunidade na prática

Primeiro, defina seu objetivo econômico. Manter o peso do rebanho? Reduzir custos de alimentação? Depois, estime o ganho da alternativa escolhida e da não escolhida. Use números simples para não confundir a vida no campo.

  1. Registre entradas e saídas mensais de dinheiro e de forragem.
  2. Calcule custo de produção por animal e por área com as escolhas de manejo.
  3. Compare cenários: manter pasto com deferimento versus usar ração externa.
  4. Use uma planilha simples para decisões rápidas.
  5. Atualize premissas com dados de chuva, preços e oferta de forragem.

Boas práticas de gestão financeira

Controle o fluxo de caixa com registro de receitas, custos e estoques. Tenha uma planilha simples para acompanhar. Revise mensalmente as projeções para ajustar o que for preciso.

  • Registre entradas e saídas de dinheiro e de forragem.
  • Calcule custo de produção por boi e por área.
  • Compare cenários com deferimento, silagem e compra de ração.
  • Reserve parte do lucro para imprevistos.
  • Faça revisões sazonais com base no clima e no preço.

Com esses passos, você toma decisões com base em números, não apenas na intuição do momento.

Casos práticos: quando usar no manejo de seca

Casos práticos ajudam você a decidir quando usar o diferimento de pasto na seca. O objetivo é manter o peso do gado sem perder a força da forragem disponível.

Caso 1: sobra de forragem na área de maior produção

Nesta situação, deferir a área mais produtiva mantém a grama saudável e pronta para rebrotar. A ideia é deixar a pastagem descansar o suficiente para regenerar, sem deixar faltar alimento para o rebanho.

  1. Divida a área em piquetes e isole o deferido.
  2. Gire o gado entre áreas de pastejo para evitar o desbarato.
  3. Monitore a altura da grama. Mantenha entre 25 e 40 cm, ajustando pela espécie.
  4. Garanta água fresca, sombra e manejo suave para não compactar o solo.

Caso 2: rebanho com peso alto

Para gado pesado, o deferimento curto pode sustentar o ganho de peso. O truque é equilibrar rebrote rápido com ingestão constante.

  1. Defina o tempo de deferimento com base na taxa de rebrota da espécie.
  2. Se necessário, use suplementação para manter a energia.
  3. Ajuste o número de animais por piquete para evitar estresse.

Caso 3: água limitada

Quando a água é escassa, reduza o tamanho dos piquetes deferidos e aumente a rotação de pastejo. Água e sombra são prioridade.

  1. Coloque pontos de água estratégicos para reduzir deslocamentos.
  2. Garanta sombra para reduzir estresse térmico.
  3. Monitore o consumo diário e ajuste o tempo de deferimento.

Caso 4: chuvas previstas

Se há previsão de chuva, deferir pode ser uma aposta inteligente para aproveitar o rebrote. Tenha silagem ou feno prontos para manter o gado durante o intervalo.

  1. Planeje o deferimento para iniciar logo após as primeiras chuvas.
  2. Monte reserva de forragem para dias sem pasto novo.
  3. Acompanhe a previsão e ajuste o manejo conforme o custo e o peso do rebanho.

Caso 5: integração com silagem e feno

Combinar deferimento com silagem ou feno mantém a dieta completa mesmo quando o pasto falha. Use reservas para dias de seca sem forragem nova.

  1. Calcule a necessidade diária de forragem suplementar.
  2. Planeje a rotação para que a silagem seja usada nos momentos certos.
  3. Ajuste o deferimento com base na disponibilidade de pasto e no peso do gado.

Leitura adicional: livro e séries relacionadas

Para quem quer ir além do básico do diferimento de pasto, a leitura certa acelera decisões. Abaixo, sugerimos leituras e conteúdos que ajudam você a planejar, medir e ajustar o manejo na sua fazenda.

Livros úteis para produtores

  • Pastagens em equilíbrio — manejo prático de rotação, deferimento e qualidade de forragem.
  • Silagem e alimentação de ruminantes — técnicas de ensilagem, conservação de forragem e custo-benefício.
  • Gestão da fazenda — finanças, planejamento e tomada de decisão com dados.
  • Nutrição de bovinos — fundamentos para manter ganho de peso com várias fontes de alimento.

Séries e conteúdos audiovisuais

  • Documentários sobre manejo de pastagens e agroecologia.
  • Séries de entrevistas com produtores e visitas técnicas a fazendas.
  • Cursos online de universidades e organizações agrícolas.

Como transformar leitura em ação

Crie um plano simples de leitura, por exemplo 20 minutos por dia. Anote 3 insights e tente aplicar na próxima semana. Guarde um caderno de ações e revise os resultados mensalmente.

Validação de fontes

Priorize materiais de universidades, instituições de extensão e organizações agrícolas. Verifique data, contexto regional e exemplos práticos. Compare informações entre fontes para evitar promessas fáceis.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.