Descubra como controlar a broca-da-erva-mate!

Descubra como controlar a broca-da-erva-mate!

Combate à broca-da-erva-mate: uma praga a ser controlada

No mês de fevereiro, a atenção dos produtores de erva-mate se volta para o combate à broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), uma praga que pode trazer sérios prejuízos aos ervais. Conhecida também como besouro corintiano, devido à sua coloração branca e preta, as larvas deste inseto constroem galerias no tronco da erveira, prejudicando o desenvolvimento da planta e, em casos mais graves, levando à morte do pé de erva-mate. Este artigo busca trazer informações e recomendações para o manejo e controle desta ameaça, visando proteger a produção de erva-mate.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

O problema da infestação e suas consequências

A presença da broca-da-erva-mate é um desafio enfrentado pelos produtores, especialmente em ervais antigos, e sua ação pode comprometer a produtividade das plantações. Detectar os sinais de infestação e implementar medidas de manejo adequadas são fundamentais para garantir a sanidade dos ervais.

Alerta sobre o prazo de combate à praga

Entidades ligadas ao setor florestal do mate, como a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Embrapa Floresta e o Conselho Gestor de Erva-Mate (Cogemate), alertam para a importância do combate à broca-da-erva-mate, destacando a fase crítica da praga no mês de fevereiro.

———————————————————————————————-

Manejo e controle

Segundo Bianchin, o impacto da praga é menor nos ervais bem manejados. Árvores sombreadas e que recebem periodicamente adubação orgânica ou química têm maior resistência ao ataque. O extensionista recomenda que os ervais sejam adubados a cada ciclo de colheita, para repor os nutrientes do solo.

No entanto, um problema recorrente nas áreas de erva-mate é o uso de herbicidas não autorizados para a cultura. “Muitos produtores usam o glifosato para combater o mato, o que é proibido por lei”, pontua. “Esse produto acaba matando o mato e os inimigos naturais da broca, favorecendo a sua multiplicação descontrolada”.

A melhor forma de controlar a broca nos ervais é o uso do Bovemax, produto biológico desenvolvido pela Embrapa Floresta e registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária. Ele tem como princípio ativo esporos do fungo Beauveria bassiana.

Segundo a Embrapa, o fungo ataca os insetos adultos da praga, provocando a morte. Depois cobre o corpo do besouro e o deixa com uma aparência esbranquiçada. Nesta fase os insetos contaminados passam a transmitir o fungo para os sadios, ampliando o controle da praga. As aplicações são feitas em novembro e em fevereiro.

Bianchin ressalta que muitos produtores, na falta do Beauveria bassiana, usam produtos à base de fungos semelhantes, o que não dá o resultado esperado. Segundo ele, somente o Bovemax foi desenvolvido especificamente para combater a broca das erveiras. Ele explica que pode-se fazer também um controle alternativo, mais caro e medianamente eficiente, que consiste na catação manual dos besouros adultos.

“Essa atividade deve ser realizada no período de maior ocorrência dos adultos no campo, entre dezembro e abril e, preferencialmente, no período das 10h às 16h. Porém o uso de inseticidas biológicos tem se mostrado mais eficiente no controle da praga”, destaca o extensionista.

Recomenda-se que a aplicação do Bovemax seja feita nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no fim de tarde. O produto não deve ser aplicado em dias chuvosos ou com probabilidade de chuva. Após a aplicação o produtor deve evitar a limpeza mecânica ou química entre as linhas do erval, deixando uma cobertura verde, para dar condições para o desenvolvimento e persistência do fungo. 

Quando o produtor fizer a poda da erveira, é necessário manter de 25% a 30% de folhas em cada planta para favorecer a ação do fungo e contribuir para a eficiência do controle.

Produção

O Paraná é o líder nacional em produção de erva-mate, com 763,5 mil toneladas em 2022. Os 132 municípios que produzem em escala comercial registraram R$ 1,2 bilhão em Valor Bruto de Produção (VBP). Os principais produtores são Cruz Machado, São Mateus do Sul e Bituruna.

————————————————————————————————–

Conclusão

A broca-da-erva-mate é uma praga que pode causar danos significativos aos ervais se não for controlada adequadamente. É importante que os produtores estejam atentos aos sinais de infestação e apliquem as medidas de manejo e controle recomendadas, como o uso do Bovemax. A prevenção e o cuidado com a plantação são essenciais para garantir a produtividade e a qualidade da erva-mate.

Agricultores e demais envolvidos na produção de erva-mate devem estar cientes da importância de combater essa praga e adotar práticas sustentáveis e eficazes para preservar a cultura do mate no Paraná, mantendo a posição de liderança na produção nacional.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Perguntas Frequentes sobre a Broca-da-Erva-Mate

1. Qual é a importância do combate à broca-da-erva-mate?

O combate à broca-da-erva-mate é de extrema importância, pois as larvas do besouro constroem galerias no tronco da erveira, prejudicando a circulação da seiva, o que pode levar à morte da planta. Isso pode resultar em significativas perdas para os produtores de erva-mate.

2. Como identificar a presença da broca-da-erva-mate nos ervais?

A fase adulta da broca é mais fácil de ser identificada em campo, sendo um besouro de aproximadamente 2,5 centímetros de comprimento, com o corpo preto recoberto por pelos brancos. Já na fase larval, as brocas estão alojadas nos troncos das erveiras, e é possível identificar a presença através da serragem no pé da planta.

3. Qual é a melhor forma de controle da broca-da-erva-mate?

A melhor forma de controle da broca é o uso do produto biológico Bovemax, desenvolvido pela Embrapa Floresta. Ele possui como princípio ativo esporos do fungo Beauveria bassiana, que ataca os insetos adultos da praga e amplia o controle transmitindo o fungo para os insetos sadios. Além disso, recomenda-se a poda adequada das erveiras e o uso de inseticidas biológicos para o controle da praga.

4. Qual é o impacto da praga nos ervais bem manejados?

O impacto da praga é menor em ervais bem manejados. Árvores sombreadas e que recebem adubação periodicamente têm maior resistência ao ataque da broca. No entanto, é importante evitar o uso de herbicidas não autorizados para a cultura, como o glifosato, que pode favorecer a multiplicação descontrolada da praga.

5. Quando e como deve ser realizada a aplicação do Bovemax?

A aplicação do Bovemax deve ser realizada em novembro e fevereiro, nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no fim de tarde. O produto não deve ser aplicado em dias chuvosos ou com probabilidade de chuva. Além disso, recomenda-se manter uma cobertura verde entre as linhas do erval para dar condições para o desenvolvimento e persistência do fungo.

Manejo e controle da broca-da-erva-mate

(Conteúdo sobre manejo e controle da broca-da-erva-mate)

Produção de erva-mate no Paraná

(Conteúdo sobre a produção de erva-mate no Paraná)

Conclusão

Em fevereiro, mês do combate à broca-da-erva-mate, é crucial estar atento à identificação e controle dessa praga que pode trazer prejuízos significativos aos produtores de erva-mate. A aplicação do Bovemax e o manejo adequado dos ervais podem contribuir para o controle eficiente da broca, garantindo uma produção mais saudável e produtiva.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Hedypathes betulinus5

Fevereiro é o mês do combate à broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), uma das principais pragas dos ervais, conhecida também como besouro corintiano devido à coloração branca e preta. As larvas do besouro constroem galerias no tronco da erveira, o que impede a circulação normal da seiva, prejudica o desenvolvimento da planta e pode acarretar a morte do pé de erva-mate. 

O alerta sobre o prazo para o combate à praga é feito pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Embrapa Floresta, Conselho Gestor de Erva-Mate (Cogemate) e outras entidades ligadas ao setor florestal do mate. 

Segundo o extensionista Jonas Bianchin, engenheiro florestal do IDR-Paraná, a broca está presente em toda a região de erva-mate, especialmente em ervais antigos. Os besouros aparecem em dois períodos do ano. Primeiramente em novembro, quando emergem os filhotes, e em fevereiro, época de acasalamento dos insetos. 

Ele destaca que é comum os produtores desprezarem a praga. “Se você pensar que uma planta leva cerca de cinco anos para iniciar a produção e a broca pode comprometer uma erveira, a perda para o produtor é significativa”, alerta Bianchin.

Para identificar a ocorrência do Hedypathes betulinus no erval, é preciso estar atento a alguns sinais. A fase adulta da broca, mais fácil de ser identificada em campo, é um besouro que mede aproximadamente 2,5 centímetros de comprimento, com o corpo de coloração geral preta, recoberto por pelos brancos – daí o inseto ser conhecido como corintiano. 

Já na fase larval, quando ocorre o dano, as brocas estão alojadas nos troncos das erveiras e, durante o processo de broqueamento, a larva vai compactando atrás de si a serragem, sendo possível identificar a presença em função da serragem no pé da erveira.

Manejo e controle

Segundo Bianchin, o impacto da praga é menor nos ervais bem manejados. Árvores sombreadas e que recebem periodicamente adubação orgânica ou química têm maior resistência ao ataque. O extensionista recomenda que os ervais sejam adubados a cada ciclo de colheita, para repor os nutrientes do solo. 

No entanto, um problema recorrente nas áreas de erva-mate é o uso de herbicidas não autorizados para a cultura. “Muitos produtores usam o glifosato para combater o mato, o que é proibido por lei”, pontua. “Esse produto acaba matando o mato e os inimigos naturais da broca, favorecendo a sua multiplicação descontrolada”.

A melhor forma de controlar a broca nos ervais é o uso do Bovemax, produto biológico desenvolvido pela Embrapa Floresta e registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária. Ele tem como princípio ativo esporos do fungo Beauveria bassiana.

Segundo a Embrapa, o fungo ataca os insetos adultos da praga, provocando a morte. Depois cobre o corpo do besouro e o deixa com uma aparência esbranquiçada. Nesta fase os insetos contaminados passam a transmitir o fungo para os sadios, ampliando o controle da praga. As aplicações são feitas em novembro e em fevereiro.

Bianchin ressalta que muitos produtores, na falta do Beauveria bassiana, usam produtos à base de fungos semelhantes, o que não dá o resultado esperado. Segundo ele, somente o Bovemax foi desenvolvido especificamente para combater a broca das erveiras. Ele explica que pode-se fazer também um controle alternativo, mais caro e medianamente eficiente, que consiste na catação manual dos besouros adultos. 

“Essa atividade deve ser realizada no período de maior ocorrência dos adultos no campo, entre dezembro e abril e, preferencialmente, no período das 10h às 16h. Porém o uso de inseticidas biológicos tem se mostrado mais eficiente no controle da praga”, destaca o extensionista.

Recomenda-se que a aplicação do Bovemax seja feita nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no fim de tarde. O produto não deve ser aplicado em dias chuvosos ou com probabilidade de chuva. Após a aplicação o produtor deve evitar a limpeza mecânica ou química entre as linhas do erval, deixando uma cobertura verde, para dar condições para o desenvolvimento e persistência do fungo. 

Quando o produtor fizer a poda da erveira, é necessário manter de 25% a 30% de folhas em cada planta para favorecer a ação do fungo e contribuir para a eficiência do controle.

Produção

O Paraná é o líder nacional em produção de erva-mate, com 763,5 mil toneladas em 2022. Os 132 municípios que produzem em escala comercial registraram R$ 1,2 bilhão em Valor Bruto de Produção (VBP). Os principais produtores são Cruz Machado, São Mateus do Sul e Bituruna.

Verifique a Fonte Aqui