Www.milkpoint.com Vaca- Descubra Agora 7 Doenças Que Matam Vacas De Leite

Vaca- Descubra Agora 7 Doenças que matam vacas de Leite

Vaca- Descubra Agora 7 Doenças Que Matam Vacas De Leite

Vaca- Descubra Agora 7 Doenças Que Matam Vacas De Leite

Vaca- Descubra Agora 7 Doenças Que Matam Vacas De Leite

Saiba quais são as principais doenças que podem afetar o rebanho leiteiro, qual a melhor forma de preveni-las e qual é o tratamento indicado em cada situação:

1. Babesiose

A Babesiose é uma doença que pode ser causada pelos parasitas Babesia divergensBabesia bigemina ou Babesia bovis. Estes dois últimos são os parasitas responsáveis pela disseminação da doença no Brasil. Uma vez no organismo, o parasita se reproduz nas hemácias, causando a destruição das células vermelhas do sangue (por causa disso, o animal apresenta uma forte anemia hemolítica).

No rebanho leiteiro, o contágio acontece por meio do carrapato vetor Rhipicephalus micropolus – espécie comum nas regiões tropicais e subtropicais.

O diagnóstico da doença pode ser difícil, uma vez que apenas 1% das hemácias costuma ser infectada e que o parasita é intracelular.

Os sintomas, que só são bem visíveis quando a infecção está ativa, incluem: emagrecimento, batimentos cardíacos acelerados, febre alta, coagulação intravascular disseminada, anemia e, nas vacas, quebra de leite.

Para evitar que a doença se espalhe rapidamente entre o rebanho, é importante manter um acompanhamento constante dos animais, inclusive em relação a variações de peso. Complexos de vitamina, hidratação e protetores hepáticos – aliados ao uso de drogas babesicidas, anaplasmicidas ou de ação dupla – ajudam na recuperação do animal infectado. Em casos graves, podem ser necessários uma transfusão de sangue e o uso de anticoagulantes.

A raça mais sensível ao carrapato é a Bos taurus e a mais resistente é a  Bos indicus.

2. Clostridiose

Este é o termo utilizado para denominar as doenças causadas pelas bactérias anaeróbias do gênero Clostridium. Estas são bactérias, normalmente encontradas no organismo do animal, mesmo quando ele está sadio, que podem produzir toxinas que desencadeiam uma série de sintomas, podendo levar à morte.

As clostridioses podem ser classificadas em quatro grupos:

  • Neurotrópicas – Botulismo e tétano estão neste grupo
  • Mionecrosantes – Gangrena gasosa, também chamada de edema maligno, é uma das principais doenças mionecrosantes
  • Entéricas/enterotoxêmicas – Enterite hemorrágica aguda é um exemplo de clostridiose entérica
  • Hepatonecróticas – Hepatite necrótica é uma das doenças mais comuns deste tipo de clostridiose

As causas e os sintomas podem variar de acordo com a classificação da clostridiose.

No caso do botulismo, por exemplo, o animal pode ser infectado ao consumir alimentos ou água contaminados.

É muito importante que o veterinário conheça o tipo de clostridiose que está sendo tratado, para prevenir a sua disseminação entre o rebanho leiteiro e para curar os animais infectados.

De forma geral, a prevenção é feita por meio de vacinas e são utilizados antibióticos e antitoxinas (em caso de botulismo ou tétano) no tratamento dos animais contaminados.

3. Febre Aftosa

Febre aftosa é uma doença viral (vírus Picornaviridae aphthovirus) transmitida pela baba ou pelo sangue de animais infectados. Também pode ser transmitida pela água, por aves e por pessoas que têm contato com o rebanho (que levam o vírus nas roupas ou nas mãos).

O vírus causador da doença é bastante resistente, permanecendo ativo no pasto, no couro e na medula óssea depois que o animal morre.

Os principais sintomas são falta de apetite, aftas na boca, gengiva e língua, febre e machucados no casco (o que causa dificuldade de locomoção para o animal).

No Brasil, o rebanho precisa ser obrigatoriamente vacinado a cada seis meses, desde o terceiro mês de vida.

Para tratar a doença, é importante tratar os machucados dos animais afetados e os tônicos cardíacos com medicamentos.

Também é fundamental DESINFETAR O LOCAL para não contaminar os animais sadios.

4. Brucelose

A Brucelose é uma doença bovina causada pela bactéria Brucella abortus. Também é chamada de febre de malta ou aborto infeccioso.

A contaminação do animal pode ocorrer via oral ou durante o parto de animais infectados. Também há uma grande taxa de contaminação em inseminações artificiais, quando o sêmen contaminado é depositado diretamente no útero do animal.

Dentro do organismo do bovino, a bactéria é levada pela corrente sanguínea e contamina diversos tecidos do animal.

Os principais sintomas apresentados são o aborto no final da gestação e o nascimento de bezerros mortos ou fracos.

O aborto costuma acontecer na primeira gestação da vaca infectada, sendo mais raro nas seguintes.

Nos machos, pode ocorrer inflamação nos testículos.

A Brucelose também pode deixar o animal infértil.

Para controlar a doença, é importante diagnosticá-la o quanto antes, repor os animais infectados e proteger o rebanho sadio com vacinas.

5. Tuberculose

A tuberculose é uma doença com sinais pouco perceptíveis aos criadores de bovinos.

Os principais sintomas são perda de peso e tosse. A produção de leite pode ser consideravelmente prejudicada quando os animais são afetados pela tuberculose.

A bactéria responsável pela disseminação da doença é a Mycobacterium bovis.

A infecção ocorre pelo ar, por meio de gotículas em suspensão ou pela inalação do pó contaminado.

Bezerros também são infectados ao ingerir leite com a bactéria.

Não existe tratamento ou vacina para esta doença.

O controle para prevenir a tuberculose bovina é a melhor maneira de proteger o rebanho leiteiro.

6. Mamites ou mastites

Mamite ou mastite é uma doença que afeta as glândulas mamárias do animal. Ela pode ser causada, principalmente, pelas bactérias dos gêneros Estreptococos e Estafilococos e por coliformes.

Problemas no modo como a ordenha é feita e a falta de higiene do ambiente em que a vaca fica são os principais facilitadores para que o rebanho se contamine.

Para prevenir a doença, é preciso observar os processos utilizados para retirar o leite, garantir que os equipamentos sejam utilizados como recomendado pelo fabricante e manter a limpeza dos locais em que os animais ficam.

Os sintomas da mamite incluem úbere inchado, avermelhado e quente.

O leite também pode ser afetado, saindo mais aguado ou grosso, com flocos ou coágulos. Além disso, a vaca apresenta perda de apetite e perda de peso.

Os prejuízos podem ser grandes para o criador, uma vez que a doença também causa uma diminuição na produção de leite.

Os sintomas da mamite clínica podem ser vistos a olho nu.

Já a mamite subclínica, precursora da mamite clínica, precisa ser diagnosticada por meio de exames como o California Mastitis Test (CMT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS).

Uma vez diagnosticada a mamite, é importante separar os animais doentes e seguir a ordem para ordenha: vacas sadias, vacas que tiveram mamite e estão curadas e vacas que têm mamite e estão em tratamento.

O tratamento pode variar de acordo com a gravidade do quadro do animal. De forma geral, é preciso fazer a ordenha da vaca doente cerca de quatro vezes por dia e, depois da última ordenha, dar medicamentos, quando necessário.

Vacas em período de descanso, que não estão produzindo leite, precisam ser medicadas com remédios especiais para esta fase.

7. Verminoses

Outra doença que pode afetar a produção de leite é a verminose. Em alguns casos mais graves, pode causar a morte do animal. Mas o principal prejuízo é mesmo em relação à diminuição da produção. É importante saber que em 95% dos casos a verminose se manifesta de forma subclínica, portanto, não apresenta sintomas aparentes. Assim, na maioria das vezes a doença só é percebida quando está em estágio avançado.

Para evitar que a doença afete o rebanho leiteiro, é fundamental fazer o controle de parasitos. Para isso, é preciso vermifugar os animais na época certa.

Vale destacar que, assim como todas as doenças citadas neste artigo, a verminose pode variar de uma região para outra. Na região central do Brasil, por exemplo, o controle dos parasitas deve ser feito nos meses de maio, julho e setembro.

Porque em maio começa a estação seca na região e em setembro é possível reduzir a contaminação das pastagens no período chuvoso.

Você já teve experiência com animais contaminados com alguma destas doenças? Compartilhe nos comentários!

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