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Boa leitura!
**O andamento da colheita da segunda safra de milho no Brasil e as melhores condições climáticas nos Estados Unidos afastam compradores**
A colheita da segunda safra de milho no Brasil está avançando e é esperado que bata recorde de produção. Além disso, as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da lavoura no país influenciaram na alta da produção na safra 2022/23. Por outro lado, nos Estados Unidos, o mês de junho foi marcado por estiagem e calor, mas a volta das chuvas entre o final de junho e início de julho recuperou muitas lavouras, elevando o otimismo quanto à produtividade na safra 2023/24.
Com o andamento da safra e as estimativas de aumento da produção mundial, os compradores têm se afastado do mercado spot brasileiro. Isso acarretou em uma queda nas vendas de milho no país e, consequentemente, nas cotações. Os compradores estão aguardando uma queda mais significativa nos preços antes de realizarem suas compras.
A queda nas cotações domésticas do milho também está relacionada ao avanço da safra, que tem pressionado os produtores a venderem seus estoques. Além disso, a maior área destinada à cultura do milho na safra atual e as dificuldades de armazenamento no Centro-Oeste do Brasil também contribuíram para essa queda nos preços.
Apesar das valorizações no exterior e da maior paridade de exportação, os portos brasileiros ainda enfrentam dificuldades em aumentar a liquidez do milho. Isso se deve, em parte, às exportações elevadas de soja, que têm dificultado a logística do milho.
Segundo estimativas divulgadas pela Conab, a produção brasileira de milho na safra 2022/23 pode ser 13% superior à de 2021/22, com as estimativas para a segunda safra sendo 14% maiores, totalizando 98,04 milhões de toneladas. Levando em consideração os estoques iniciais, a produção e importações, a disponibilidade interna de milho está estimada em 137,76 milhões de toneladas, com um consumo previsto de 79,43 milhões de toneladas. As estimativas de exportações foram mantidas em 48 milhões de toneladas e as de importações em 1,9 milhão de toneladas. Ao final da safra, os estoques devem totalizar 10,33 milhões de toneladas, um aumento de 28% em relação à temporada anterior.
A colheita da segunda safra de milho já atingiu 29,3% da área nacional até o dia 8 de julho, de acordo com dados da Conab.
**Perguntas e Respostas Frequentes**
1. Por que os compradores estão se afastando do mercado spot brasileiro?
– Os compradores estão aguardando uma queda mais significativa nos preços antes de realizarem suas compras.
2. O que está influenciando na queda das cotações do milho?
– O avanço da safra e a pressão dos produtores para venderem seus estoques, além das dificuldades de armazenamento no Centro-Oeste do Brasil.
3. Por que os portos brasileiros ainda enfrentam dificuldades em aumentar a liquidez do milho?
– As exportações elevadas de soja têm dificultado a logística do milho nos portos.
4. Quais são as estimativas de produção de milho na safra 2022/23 no Brasil?
– Estima-se que a produção brasileira de milho na safra 2022/23 seja 13% superior à de 2021/22, com as estimativas para a segunda safra sendo 14% maiores, totalizando 98,04 milhões de toneladas.
5. Qual é a porcentagem da área nacional de milho segunda safra que já foi colhida até o momento?
– Até o dia 8 de julho, 29,3% da área nacional de milho segunda safra já foi colhida.
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Cepea, 18 de julho de 2023 – O andamento da colheita da segunda safra de milho no Brasil, que deve bater recorde, e as melhores condições climáticas nos Estados Unidos – que elevam as estimativas da produção mundial, apesar das recentes preocupações com seca no país – afastou compradores do mercado spot brasileiro na primeira quinzena de julho. Assim, as vendas de milho caíram no Brasil e as cotações caíram.
Além da maior área destinada à cultura do milho na safra atual, as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da lavoura no Brasil influenciaram na alta da produção na safra 2022/23. Já nos EUA, o mês de junho foi marcado por estiagem e calor, porém, a volta das chuvas entre o final de junho e início de julho recuperou muitas lavouras, elevando o otimismo quanto à produtividade na safra 2023/24.
PREÇOS – Com o avanço da safra, os compradores continuam afastados (esperando que as cotações caiam mais fortemente) e os vendedores precisam vender o milho, pressionando os preços domésticos. Entre 30 de junho e 14 de julho, o Índice ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) caiu 1,95%, para R$ 54,28 (US$ 11,32) a saca de 60 quilos no dia 14 de julho.
Regionalmente, os preços caíram mais fortemente no Centro-Oeste do Brasil na primeira quinzena de julho, uma vez que a colheita está avançando mais rápido nesta região, aumentando as necessidades de vendas devido às dificuldades de armazenamento. Por outro lado, em São Paulo – onde as atividades ainda não começaram –, as cotações subiram.
PORTOS – Nem mesmo o andamento da safra, as valorizações no exterior e a maior paridade de exportação foram capazes de elevar a liquidez nos portos brasileiros. Os agricultores estavam entregando lotes comprados anteriormente. Além disso, as exportações de soja têm sido elevadas, dificultando a logística do milho.
ESTIMATIVAS – No Brasil, estimativas divulgadas pela Conab na primeira quinzena de julho apontavam que a produção brasileira de milho na safra 2022/23 pode ser 13% superior à de 2021/22. Para a segunda safra, as estimativas são 14% maiores, de 98,04 milhões de toneladas.
Assim, considerando os estoques iniciais, a produção e as importações, a disponibilidade interna de milho na safra 2022/23 está estimada em 137,76 milhões de toneladas. O consumo está previsto em 79,43 milhões de toneladas. As estimativas de exportações foram mantidas em 48 milhões de toneladas e as de importações em 1,9 milhão de toneladas. Assim, até o final da safra, os estoques devem totalizar 10,33 milhões de toneladas, 28% superior ao da temporada anterior.
SAFRAS – A colheita do milho segunda safra avança na maioria das regiões brasileiras, tendo atingido, até o dia 8 de julho, 29,3% da área nacional, segundo dados da Conab.
(Cepea-Brasil)
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Fonte: Cepea
