CPI das Invasões de Terras aprova 21 requerimentos em última sessão antes do recesso

CPI das Invasões de Terras aprova 21 requerimentos em última sessão antes do recesso

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura atos de invasão de terras no país aprovou, nesta quarta-feira (12), os convites a Marcelo Werner, secretário de Segurança Pública da Bahia, e ao coronel Paulo José Reis de Azevedo, comandante da Polícia Militar da Bahia. O estado era um dos principais alvos de invasões desde janeiro deste ano.

Também foi aprovada a intimação de João Henrique Bernardes, auditor da CGU, e o pedido de informações da Suzano sobre as invasões na Bahia e do Banco Central, sobre o LeftBank – instituição financeira ligada às ações do MST. Nesta terça-feira (11), os parlamentares da CPI solicitaram o convite ao general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do GSI – a análise da convocação do general será analisada após o recesso parlamentar.

Durante o debate, o presidente da comissão, deputado tenente coronel Zucco (Republicanos-RS) destacou que o número de invasões do MST, no governo Lula, despencou após a instalação da CPI. Apenas um ato ocorreu desde o início dos trabalhos do colegiado. Entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 56 ocupações.

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“Estamos conversando e dialogando com todos os parlamentares, sabemos que são inúmeras as famílias querendo produzir e por elas vamos lutar, por uma Reforma Agrária digna”.

Zucco afirmou que na volta do recesso parlamentar, em agosto, o foco do trabalho da comissão será apurar crimes como extorsão, invasão de terras, agressão e trabalho análogo à escravidão.

“Não é de boca aberta que vamos resolver a solução para a agricultura de pequenos, médios e grandes produtores. Que essa CPI possa continuar entre agosto e setembro para que não tenhamos mais invasões e que os títulos possam acontecer sem precisar invadir e sem sair da democracia”, enfatizou o parlamentar

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Vice-presidente da CPI, o deputado Kim Kataguiri (UNIÃO-SP) destacou que a comissão valoriza a agricultura familiar e o trabalho é atuar contra os crimes.

“Ninguém é contra a Reforma Agrária, o que está sendo discutido é a necessidade de dar dignidade para que as pessoas possam plantar suas próprias lavouras em suas terras. Ou seja, não foram dadas as condições mínimas para que as pessoas permanecessem naquela terra”, declarou Kim Kataguiri.

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O deputado, que é membro da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), destacou ainda que a comissão recebeu denúncias de extorsão contra lideranças de movimentos sem-terra, que invadiram propriedades produtivas privadas, principalmente no estado de São Paulo.

“Esse é um debate que vamos fazer nessa comissão em agosto para mostrar que em defesa da Reforma Agrária e dos mais vulneráveis, esse movimento não tem nada”, acrescentou.

A próxima reunião extraordinária está marcada para 1º de agosto, às 10h.

(Com FPA)

(Emanuely/Sou Agro)



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