Queda de custos na dieta de confinamento impulsiona rentabilidade
Quando a dieta de confinamento fica mais barata, a rentabilidade do lote aumenta. A gente percebe isso no dia a dia, com custo diário por animal caindo sem prejudicar o ganho de peso.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Neste trecho, vamos entender por que os custos caíram, como isso impacta a margem e o que fazer pra manter ou ampliar o ganho, sem complicar demais a rotina no campo.
O que explica a queda de custos
- Preços de milho e farelo caíram, aliviando a conta diária da ração.
- Melhor eficiência: os animais convertem mais alimento em peso ganho, reduzindo o custo por kg.
- Uso mais estratégico de ingredientes e substitutos pode baixar o custo por kg de ganho.
Além disso, ajustes na alimentação, como balancear proteína e energia, ajudam a evitar desperdícios e manter a performance.
Impacto na margem e no planejamento
A margem líquida por cabeça tende a aumentar quando a dieta fica mais barata sem reduzir o ganho. O segredo é acompanhar o ganho diário de peso, o consumo de ração e o peso final para estimar o custo por kg de ganho com precisão.
Práticas para manter rentabilidade
- Reavalie a fórmula da ração com base nos ingredientes disponíveis, sem comprometer a saúde rumina.
- Monitore o FCR (ganho de peso por kg de ração) e ajuste a dieta por faixa de peso.
- Negocie compras de milho e farelo com antecedência, aproveitando descontos e preços futuros.
- Inclua subprodutos permitidos para reduzir o custo por kg de ganho, mantendo a qualidade.
- Minimize desperdício com manejo adequado de comedouros e água.
Exemplo prático: um lote de 300 bovinos engorda 0,9 kg/dia. Se a dieta custa R$0,95/kg e cai para R$0,85, a economia é de R$0,10 por kg consumido. Com consumo de 270 kg/dia, economiza R$27/dia. Em 60 dias, são R$1.620 a menos de custo, mantendo o mesmo ganho de peso.
Desempenho do boi gordo em setembro e impactos regionais
Desempenho do boi gordo em setembro variou entre regiões, mesmo com o abate em alta. Os preços oscilaram pela oferta de animais prontos e pela demanda dos frigoríficos. A gente precisa entender onde houve pressão para planejar as próximas vendas.
Panorama por praça
Cada praça mostrou ritmo diferente. No Sul houve maior oferta de animais, o que comprimiu preços. No Centro-Oeste o boi gordo manteve peso e carcaça estáveis, sustentando margens. No Nordeste, a demanda local e o custo de reposição influenciaram o comportamento dos preços. Assim, o desempenho não é uniforme, e o timing de venda muda conforme a praça.
Fatores que explicam as variações
Vários fatores atuam juntos: disponibilidade de animais prontos, custo de alimentação e custos logísticos. A sensibilidade de preço depende do equilíbrio entre oferta e demanda regional. O peso final de abate e a qualidade da carcaça moldam o retorno por cabeça.
Implicações práticas para o pecuarista
Para o produtor, a lição é simples: venda alinhada com a demanda regional e ganho de peso estável. Mantenha o ganho de peso estável. Planeje a reposição para o peso alvo do mercado da praça. Monitore o desempenho de ganho de peso, consumo de ração e qualidade da carcaça. Adapte a alimentação para manter o ganho com custo controlado e reduza desperdícios. Converse com compradores locais sobre pagamento e frete.
- Defina a faixa de peso alvo conforme a praça e a demanda.
- Elabore um cronograma de venda que aproveite picos regionais.
- Ajuste a alimentação para manter o ganho com custo estável.
- Negocie com frigoríficos para condições de venda e pagamento.
Com esses ajustes, o boi gordo usa setembro como referência para lucrar mais no resto do ano.
Inflação do confinamento e a recuperação gradual dos custos
A inflação do confinamento aperta as contas no dia a dia, principalmente por causa da ração. A gente vê o peso disso na linha de frente: alimentação, energia e frete sobem, o que pressiona as margens, mesmo com ganho de peso estável. A boa notícia é que dá pra enfrentar esse cenário com ajustes práticos, planejamento e disciplina.
Causas da inflação no confinamento
A alta de milho e farelo eleva o custo da dieta diária. Energia, frete e logística sobem em períodos de demanda alta. Tudo isso se acumula e empurra o custo por cabeça para cima, impactando diretamente a lucratividade.
Como medir o impacto no seu negócio
Para entender o efeito, acompanhe o custo por kg de ganho (C/kgG) e o ganho diário de peso. Monitore o consumo de ração por cabeça e compare com o peso final desejado. Esses números ajudam a ajustar a estratégia antes que as margens se comprimam.
Estratégias para recuperar custos de forma gradual
Use o FCR (ganho de peso por kg de ração) para comparar dietas e manter o ganho com menos ração. Reavalie a fórmula da ração com ingredientes disponíveis e preços atuais. Negocie prazos e descontos com fornecedores, buscando opções de compra antecipada.
- Busque substitutos com boa relação custo-benefício sem perder proteína.
- Melhore a eficiência alimentar ajustando o FCR por faixa de peso.
- Reduza desperdícios com manejo adequado de comedouros e água.
- Planeje a reposição e venda por peso alvo conforme a praça.
Exemplo prático: o custo por kg de ganho cai de 1,00 para 0,90. A economia fica em 0,10 por kg. Com 2.400 kg de ganho, isso representa 240 reais a menos por mês. Pequenas variações assim somam bastante.
Resumo: mesmo com inflação, dá para sustentar a margem ajustando compra de insumos, dietas e manejo, sempre com monitoramento ativo. Assim, a recuperação gradual dos custos começa a acontecer e a rentabilidade se mantém estável.
Estratégias para pecuaristas diante do novo cenário do Cepea
Cepea sinaliza novas direções para o boi gordo, e a gente precisa agir rápido para proteger a margem.
As cotações ajudam a decidir quando vender, quanto manter em estoque e como ajustar a dieta para manter o custo sob controle. O cenário muda de região para região, então vale ficar de olho nos números locais e na tendência geral.
Como interpretar os dados do Cepea
Cepea publica índices como boi gordo, carcaça e peso médio. Use esses números para comparar com seus custos e com o peso alvo do mercado da sua praça. Se a carcaça está valorizada, pode ser sensato adiantar parte da venda. Se está mais baixa, considere manter parte do lote ou buscar mercados alternativos.
Estratégias práticas diante do novo cenário
- Acompanhe as cotações semanalmente e ajuste o calendário de venda conforme a tendência.
- Alinhe a reposição com o peso alvo do mercado da sua praça para evitar surpresas.
- Ajuste a dieta para manter o ganho de peso com o menor custo, usando o FCR como guia.
- Negocie condições de pagamento, frete e descontos com frigoríficos para melhorar a liquidez.
- Considere mercados diferentes e venda em etapas para reduzir o risco da volatilidade.
Exemplo simples: se Cepea aponta alta na carcaça, venda em lotes escalonados nos próximos dias para capturar o pico. Se a tendência é de baixa, mantenha o lote mais tempo e venda progressivamente para não pegar o queda de uma vez.
Em resumo, use o Cepea como um guia confiável, mas combine com seu conhecimento do campo, dados de consumo e planejamento de reposição para sustentar a margem mesmo em tempos de volatilidade.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
