Obesidade no final da gestação não beneficia o parto
Quando as vacas chegam perto do parto, obesidade no final da gestação não traz benefício. O excesso de peso aumenta o risco de parto difícil e de problemas na recuperação.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A gordura extra também eleva as chances de doenças metabólicas, como cetose, e piora o equilíbrio energético na transição. Por isso, o objetivo é manter a vaca em boa condição, sem gordura em excesso.
Como identificar se está acima do ideal
Use o BCS (Índice de Condição Corporal). Em uma escala de 0 a 5, valores acima de 3,5 costumam indicar risco no final da gestação. Toque suave nos flancos e observe a gordura na linha do dorso. Se as costelas não forem sentidas com leve pressão, pode estar acima do ideal.
Práticas para evitar obesidade na reta final
- Monitore o BCS semanalmente e ajuste a alimentação conforme o resultado.
- Priorize fibra e volumoso na dieta; reduza grãos e energéticos na fase final.
- Garanta uma dieta de transição de boa qualidade nas 4–6 semanas antes do parto.
- Estimule atividade leve, como pastejo adequado, para ajudar na mobilização de energia.
- Disponibilize água limpa e minerais adequados para evitar desequilíbrios.
Com esse manejo, o parto tende a ser mais tranquilo, a recuperação mais rápida e a lactação começa com menos problemas.
Vacas não obesas mantêm peso ideal e mostram melhor recuperação no pós-parto
Vacas não obesas mantêm peso ideal e recuperam-se melhor no pós-parto. Isso evita problemas metabólicos e facilita a transição energética para a lactação.
A chave está em manter a condição corporal adequada ao longo do manejo. Com boa alimentação, o parto tende a ser mais tranquilo e a recuperação rápida.
Impacto da condição corporal na transição
Na transição entre fim da gestação e começo da lactação, a energia é tesouro. Vacas acima do peso precisam de cuidado para não acumular gordura excessiva. Vacas muito magras perdem condicionamento e podem ter menor produção.
Práticas simples para manter o peso ideal
- Monitore o BCS semanalmente e ajuste a ração conforme o resultado.
- Priorize fibra e volumoso; reduz grãs na fase final.
- Garanta uma boa dieta de transição nas 4–6 semanas antes do parto.
- Ofereça água limpa e minerais adequados para evitar desequilíbrios.
- Estimule atividade leve para facilitar a mobilização de energia.
Com esse manejo, você aumenta as chances de parto suave, recuperação rápida e lactação estável.
Manejo do período seco evita doenças na transição
Durante o período seco, a vaca se recompoe e se prepara para a lactação. Essa fase evita doenças graves na transição.
Conservar boa condição corporal sem engordar é o objetivo. Um equilíbrio evita cetose, parto difícil e quedas de imunidade.
Importância do período seco
Esta fase define se a vaca entra na lactação estável. Evita cetose, mastite e distúrbios reprodutivos, mantendo o ganho produtivo no longo prazo.
Práticas-chave para manejo
- Monitore o BCS semanalmente e ajuste a alimentação conforme o resultado.
- Garanta cama seca, limpa e boa ventilação no estábulo.
- Ofereça água fresca e minerais adequados para evitar desequilíbrios.
- Minimize o estresse com manejo tranquilo, especialmente durante a transição.
- Mantenha uma rotina estável de alimentação para evitar variações bruscas.
Com esses cuidados, a vaca entra na lactação com reservas estáveis e menos estresse.
Nutrição no período seco
A nutrição foca em fibra de qualidade, volumoso adequado e proteína moderada. Evite picos de energia que levem ao ganho excessivo de peso. Use rações de transição bem balanceadas, com cálcio disponível.
- Feno de boa qualidade como base da alimentação.
- Silagem bem fermentada para reservas energéticas estáveis.
- Suplementação mineral adequada com cálcio, fósforo e magnésio conforme necessidade.
- Água fresca sempre disponível e higiene na água para evitar contaminação.
Essas práticas ajudam a manter o peso adequado e a resposta da lactação, com parto mais tranquilo.
Monitoramento de sinais de alerta
Fique atento ao consumo de alimento e água, ao peso e ao BCS. Sinais de alerta incluem:
- Redução repentina no consumo de alimento ou água.
- Perda de peso ou queda no BCS.
- Mudanças no comportamento, cansaço ou apetite menor.
- Sinais de estresse térmico ou diarreia que indiquem manejo inadequado.
Detectar cedo permite agir rápido e evitar doenças na transição.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
