A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério da Fazenda suplementação orçamentária de R$ 1,5 bilhão para equalização das taxas de juros dos programas oficiais de crédito rural.
No ofício encaminhado à pasta, o presidente da entidade, João Martins, justifica que parte do orçamento de 2023 destinado a essa equalização já está comprometida e diversas linhas de crédito, como os investimentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão suspensas.
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De acordo com a pasta, em nota, a alta da taxa de juros e o orçamento insuficiente fizeram com que os recursos para a equalização das taxas no crédito rural acabassem antes do previsto.
“Além disso, a elevação dos custos de produção impactou no aumento do tíquete médio das operações”, o que fez o produtor precisar de mais recursos para financiar a produção, afirma a CNA.
A entidade diz entender as dificuldades enfrentadas com o orçamento, mas avalia que a aprovação e a liberação do volume de recursos solicitado “é imprescindível e urgente para garantir a continuidade dos investimentos do setor”.
