Cepea aponta que a carne suína ganhou atratividade em relação à bovina ao longo de 2025.
A carne suína tem ganhado atratividade em 2025, mudando o equilíbrio com a carne bovina. Isso não significa que a bovina perdeu importância, mas sinaliza novas oportunidades de margem. O Cepea aponta que compradores e exportadores têm respondido com mais demanda pela suína. Para o produtor, isso pode significar maior poder de negociação e rotação rápida de estoque. Mas é preciso cuidado: a volatilidade de preço e os custos de ração influenciam o resultado.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Entendendo o movimento
O principal motor é a combinação de demanda por proteína e pressão de custos na carne bovina. Quando a demanda por suínos aumenta, as cotações sobem mais rápido e as margens podem melhorar para quem ajusta o manejo.
Como aproveitar
- Avalie o ciclo de cria e a conversão alimentar para reduzir custos.
- Antecipe contratos de venda para evitar quedas de preço.
- Sincronize compra de milho e farelo com a demanda para não atrasar o manejo.
- Considere diversificar mercados, incluindo exportação e varejo.
- Invista em biossegurança e bem-estar para manter a produtividade.
Gestão de riscos
Use cobertura de preço simples, se disponível. Guarde parte da produção para picos de preço, evitando quedas bruscas.
A lucratividade depende de alinhar mercado, custos e qualidade do produto, além de manter o foco no planejamento e na qualidade do manejo.
Diferencial de preços entre carcaças suína e bovina ficou em torno de 9 a 10 reais/kg.
A diferença de preço entre carcaças suínas e carne bovina ficou entre 9 e 10 reais por kg em boa parte de 2025, criando oportunidades e riscos para produtores das duas cadeias. Entender esse movimento ajuda a planejar venda, estoque e manejo.
O que está por trás desse diferencial
O preço da carne suína responde rapidamente à demanda, custos de ração e condições de exportação. A carne bovina costuma seguir o custo de milho e farelo, principalmente quando a ração sobe. Quando a demanda por suínos aumenta, o prêmio da suína sobe e as margens melhoram para quem ajusta o manejo.
Como isso impacta a sua operação
Se você trabalha com suínos, o diferencial favorece a venda de carne pronta. Se você tem gado para abate, o cenário pode exigir ajustes de estoque e de venda para manter margens. Em ambos os casos, controle de custos e planejamento de venda são cruciais.
- Monitore as cotações diárias do Cepea para as duas carnes e compare com seus custos.
- Faça contratos de venda quando houver sinal de alta no diferencial, ou hedge simples para reduzir riscos.
- Sincronize a compra de milho e farelo com o momento de abate para manter margens estáveis.
- Considere diversificar mercados, incluindo interno e exportação, para suavizar ciclos de preço.
- Revise o manejo de peso, reposição de animais e custos fixos para não deixar margens escaparem.
Gestão de risco e oportunidades
A proteção de preço ajuda a reduzir perdas quando o diferencial recua. Guardar parte da produção para períodos de preço baixo também pode manter a lucratividade. Lembre-se: a decisão depende de disponibilidade de ração, mão de obra e objetivos da propriedade.
Momento de maior competitividade ocorreu em janeiro, com diferencial de 11,69 reais/kg.
O diferencial de preço de 11,69 reais por kg entre carcaças suínas e bovinas consolidou em janeiro o momento de maior competitividade da carne suína. A gente precisa entender o que aconteceu pra saber como reagir nos meses seguintes.
Por que janeiro ficou tão favorável à suína
Em janeiro, a demanda por carne suína ganhou impulso no mercado interno e impulsionou as cotações. O peso dessa demanda se refletiu na prática: o preço da carne suína subiu mais rápido que o da bovina, enriquecendo as margens de quem optou pela suína.
Além disso, o custo de rações pesou sobre a bovina. Milho e farelo seguiram trilhas de altas, reduzindo as margens da carne bovina e ajudando a ampliar a diferença de preço entre as duas carnes.
A exportação de carne suína também manteve ritmo firme, fortalecendo o preço externo e contribuindo para o diferencial observado.
O que isso significa para a sua operação
- Se você trabalha com suínos, o diferencial aponta para o melhor momento de venda. Planeje o fechamento de lotes para capturar esse prêmio.
- Se você cria gado para abate, pense em como ajustar o timing de venda para não ficar com margens comprimidas quando o diferencial fecha.
- Não dispense a gestão de custos. Mesmo com o diferencial alto, rações caras podem erodir parte do ganho.
- Considere diversificar mercados para suavizar ciclos de preço e reduzir dependência de um único canal.
Ações práticas para não perder o timing
- Acompanhe diariamente as cotações do Cepea e compare com seus custos de produção.
- Planeje o peso de abate para aproveitar o pico de preço quando o diferencial estiver favorável.
- Utilize contratos de venda com preço previsível ou hedge simples para reduzir volatilidade.
- Otimize a conversão alimentar para manter margem mesmo com variações de custo.
- Invista em qualidade, bem-estar animal e biossegurança para sustentar preços e confiança do mercado.
O janeiro de maior competitividade exige planejamento, monitoramento de custos e flexibilidade comercial. Com esses passos, a gente aproveita o momento sem comprometer a lucratividade.
Impactos para pecuaristas: estratégias de gestão, precificação e estoque diante da nova dinâmica.
Com a nova dinâmica de preços, pecuaristas precisam ajustar gestão, precificação e estoque para manter lucratividade. Essa mudança exige planejamento prático para não perder margem com as oscilações do mercado.
Gestão de custos e alimentação
A alimentação continua sendo a maior parte do custo. Para manter ganho de peso, invista em forragens de qualidade, rotate pastagens e use silagem bem conservada. Mantém-se importante controlar o consumo de ração e evitar desperdícios.
Para começar, monitore o custo por kg de ganho e defina metas de peso de abate. Use rotação de pastagens para reduzir a dependência de ração cara. Compare sempre o preço da ração com o ganho real de cada grupo no peso ideal.
- Compare custos mensais de alimentação com o ganho de cada lote.
- Priorize forragens de qualidade e manejo de pastagens para reduzir a necessidade de ração.
- Prepare silagem de milho ou sorgo com boa compactação e vedação para manter a qualidade.
- Treine o manejo de animais para melhorar a conversão alimentar sem aumentar custos.
Estratégias de preciação
Defina bandas de venda com base no custo e na margem desejada. Use contratos de venda antecipada para reduzir incertezas e considere hedges simples com frigoríficos para suavizar a volatilidade.
Divida a tomada de decisão por lote e monitorize o mercado com frequência. Estabeleça metas de preço por grupo de animais e revise-as mensalmente para adaptar-se a novas condições.
- Monitore Cepea e índices de exportação para guiar decisões de venda.
- Utilize contratos com preço fixo ou indexado para reduzir surpresas.
- diversifique canais de venda, incluindo interno, exportação e venda a prazo.
Gestão de estoque e planejamento de abate
Planeje o tamanho do lote de abate e o peso ideal para cada ciclo. Separe o rebanho em grupos por idade e peso para otimizar ganho, tempo de engorda e sacrifício.
Evite acúmulo excessivo de animais prontos e mantenha rotação constante. Fale com frigoríficos sobre prazos de pagamento, exigências de qualidade e contratos de fornecimento.
- Defina janelas de abate de acordo com o cenário de preços.
- Alinhe reposição de animais com demanda e custos de alimentação.
- Invista em manejo de bem-estar e qualidade de carcaça para obter melhor aceitação de preço.
Gestão de riscos e oportunidades
Além da variação de preço, clima, doença e disponibilidade de ração podem impactar a lucratividade. Tenha reserva de pasto e alimento, além de diversificar mercados para não depender de um único canal.
O segredo é planejar com dados atualizados, manter o controle de custos e agir rápido quando as condições mudam. Com disciplina, dá pra navegar na nova dinâmica mantendo margem estável.
Evolução do cenário 2025 e perspectivas para 2026 com a suína mantendo espaço no mix de carnes.
Em 2025, suína ganhou espaço no mix de carnes, mudando o cenário para quem produz e vende carne. A demanda interna manteve o ritmo e as exportações contribuíram para a estabilidade de preços.
O que impulsionou o movimento
A combinação de custos de ração altos e a eficiência da suína pressionou menos as margens. Com isso, a suína manteve competitividade frente à bovina, especialmente quando milho e farelo subiram.
Perspectivas para 2026
Espera-se que a participação da suína no mix se mantenha estável, com demanda robusta. No entanto, a volatilidade de custos de ração e movimentos cambiais podem testar as margens.
Estratégias de preparação
- Monte contratos com preço previsível para reduzir a incerteza.
- Monitore Cepea e os dados de exportação para orientar suas vendas.
- Garanta boa conversão alimentar com manejo de alimentação e bem estar.
- Planeje rotação de pastagem e estoque para suavizar o impacto de custos.
- Diversifique mercados internos e externos para reduzir dependência.
Riscos e oportunidades
O principal risco é a volatilidade de ração e preço. A oportunidade é manter a suína no mix e aproveitar momentos de diferencial de preço quando surgirem.
Implicações para cadeia produtiva: oferta, demanda e exportação influenciadas pela competitividade da proteína suína.
A competitividade da proteína suína redefine as implicações para a cadeia produtiva, impactando oferta, demanda e exportação. Entender esse movimento ajuda você a planejar melhor a produção, venda e logística.
Impactos na oferta e nos custos
A oferta de carne suína cresce com ciclos mais curtos e eficiência maior. Isso encurta o tempo entre nascimento e abate, acelerando o retorno do investimento. Contudo, custos de ração, energia e transporte continuam exigentes e podem comprimir a margem.
Para manter a lucratividade, priorize boa conversão alimentar, sanidade e manejo de animais. Acompanhe o custo por kg de ganho e a reposição de animais para ajustar o tamanho do lote com antecedência.
Impactos na demanda e nos canais
A demanda interna reage ao custo relativo entre suína e outras carnes. Quando a suína fica mais competitiva, varejo e restaurantes ampliam as compras. O canal de exportação também ganha, desde que a qualidade permaneça estável.
Às vezes, a demanda externa varia conforme acordos sanitários, câmbio e preferências regionais. Investir em rastreabilidade e bem-estar animal pode abrir portas em mercados exigentes.
Riscos para exportação
- Variação cambial que afeta o valor recebido em reais.
- Mudanças de requisitos sanitários em acordos comerciais.
- Logística e prazos que elevam custos e podem atrasar o embarque.
Apostas estratégicas para a cadeia
- Diversificar mercados internos e externos para reduzir dependência de um único canal.
- Firmar contratos com preço previsível ou usar hedge para reduzir volatilidade.
- Melhorar qualidade, rastreabilidade e bem-estar para conquistar compradores exigentes.
- Otimizar a logística, desde o transporte até o desembarque nos portos.
Como aproveitar as oportunidades
- Monitore Cepea e as tendências de exportação para posicionar venda e estoque.
- Planeje rotação de lote e peso de abate para capturar picos de demanda.
- Conte com uma reserva de ração e insumos para enfrentar variações de custo.
Com planejamento robusto, a cadeia fica mais resiliente e lucrativa, aproveitando a posição da suína no mercado.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
