No dia 22 de maio, uma equipe de pesquisadores, em sua maioria brasileiros, viajará a Cingapura com o mesmo objetivo: passar para a final do XPRIZE-Rainforest e ficar ainda mais perto de ganhar o prêmio de US$ 10 milhões, apresentando tecnologias inovadoras para o preservação das florestas tropicais. A Seleção Brasileira está entre as 15 equipes semifinalistas da competição internacional, que começou em 2019 com 800 inscritos e agora chega à fase de testes de campo. Para esta etapa, a equipe busca patrocínios e outras formas de apoio.
Segundo o coordenador da Seleção Brasileira, Vinicius Souza, o grupo está bastante otimista e leva vantagens sobre os demais classificados. “Apesar de Cingapura ser um país pouco conhecido para nós, o ambiente da floresta tropical é muito familiar e faz parte do nosso dia a dia como pesquisadores, o que é vantajoso em comparação com equipes de países do Hemisfério Norte, onde a maioria dos demais está localizada. concorrentes. Estamos preparados e acreditamos que a Seleção Brasileira é a que apresenta a maior diversidade de soluções e algumas das maiores autoridades científicas nas estratégias que vamos utilizar”, afirma Souza, que é professor do Departamento de Ciências Biológicas na Esalq/USP.
Por meio do uso de novas tecnologias, algumas inéditas, a equipe pretende obter resultados que acelerem o processo de estudo da biodiversidade. “Já atingimos as metas iniciais e estamos bem avançados em inovação e desenvolvimento. Ferramentas de mapeamento da biodiversidade, inteligência artificial e sequenciamento genético, por exemplo, ajudarão a definir áreas prioritárias para conservação e identificar onde estão as espécies mais sensíveis dentro dos ambientes naturais.”
Um dos maiores esforços agora é conseguir um patrocinador máster. “Já temos alguns parceiros, mas precisamos de mais apoio para viabilizar financeiramente nossa ida a Cingapura e também a final. O patrocínio de uma empresa nacional enfatizaria ainda mais a força e o pioneirismo do Brasil no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o estudo da biodiversidade”, afirma o professor.
Além dos gastos com envio de equipamentos que serão utilizados durante os três dias de desafios, como drones, robôs, sensores, Souza explica que parte dos custos com deslocamento e hospedagem também precisarão ser arcados.
As finais da competição acontecerão em 2024 em local não divulgado. O vencedor será a equipe capaz de pesquisar a maior biodiversidade contida em 100 hectares de floresta tropical em 24 horas e fornecer as ideias mais impactantes em 48 horas, no sentido de identificar também os serviços ecossistêmicos das espécies identificadas – sejam de abastecimento, culturais , ou serviços de proteção de recursos naturais (solo, água, sequestro de carbono) e outros já em uso ou com potencial de uso, envolvendo a sociedade, e com ênfase nos povos da floresta.
Com o valor do prêmio, a Seleção Brasileira pretende formar um fundo dedicado à pesquisa e treinamento para conservar e restaurar a Amazônia e a Mata Atlântica. A participação da equipe na iniciativa conta com o apoio da Fundação Luiz de Queiroz de Estudos Agropecuários (Fealq).
Equipe
A Equipe Brasileira é formada por mais de 50 pesquisadores e outros profissionais com conhecimento técnico-científico multidisciplinar, entre eles botânicos, zoólogos, ecologistas, advogados, economistas e engenheiros do Brasil e também de países como França, Colômbia, Espanha, Portugal, EUA e Bélgica, de instituições como USP, UNESP, Unicamp, UFSCar, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, UNITAU, Pl@ntNet (Cirad, Inria), CNRS, ENS, Pinheiro Neto Advogados, SIMA, RBMA e meio diploma.
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