Importância da sanidade na pré-estação de monta
Antes da pré-estação de monta, a saúde do rebanho é a diferença entre boa temporada e prejuízo. Quando o gado está bem nutrido, vacinado e livre de parasitas, a prenhez ocorre com menos perdas e com melhor peso no desmame.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Nutrição e condição corporal
Verifique a condição corporal do rebanho. O alvo fica entre 2,5 e 3,0 numa escala de 1 a 5. Alimente com forragem de qualidade, proteína adequada e água sempre disponível. Com boa nutrição, a concepção fica mais estável e o ganho de peso inicial é melhor.
Vacinação e bem-estar
Planeje uma vacinação completa 4 a 6 semanas antes da monta. Inclua vacinas básicas contra doenças comuns, conforme orientação do veterinário. Cuidar do bem-estar, reduzir o estresse e manter áreas limpas ajuda a manter a libido estável e a concepção.
Controle de parasitas
Faça desparasitação estratégica e controle de ectoparasitas. Siga a orientação do veterinário para o cronograma e os produtos. Parasitas afetam a saúde geral e a fertilidade, então trate a tempo.
Avaliação reprodutiva e planejamento
Peça ao veterinário uma avaliação reprodutiva do plantel 6 a 8 semanas antes da monta. Verifique sinais de doença, lesões nos cascos e a saúde dos touros. Registre dados de cada animal para ajustar a monta e a nutrição.
Com esses passos, a gente aumenta a chance de prenhez estável, menos perdas e melhor peso das crias. Converse com seu veterinário para adaptar o plano à sua realidade.
Bezerro do cedo e ganho de peso na desmama
Bezerro do cedo significa ter o bezerro pronto para ganhar peso rapidamente desde o nascimento, aumentando as chances de desmame pesado. O manejo começa no parto e continua nos primeiros dias, com foco em nutrição, saúde e registro de ganhos.
Nutrição desde o nascimento
O colostro fornece anticorpos, energia e calor corporal ao bezerro recém-nascido. Administre-o nos primeiros horários após o parto, para garantir proteção. Se a mãe não permitir mamada suficiente, use substituto de leite conforme orientação veterinária. A partir de 7 a 14 dias, ofereça alimentação de estímulo com boa energia e proteína.
Medição de peso e metas de ganho
Pese o bezerro semanalmente ou a cada 14 dias. A meta de ganho diário (ADG) entre 0,6 e 0,8 kg é um bom referencial no início. Ajuste a alimentação para manter esse ritmo, usando ração de estímulo e água abundante. Registre cada peso para acompanhar o progresso.
Desmame e manejo de estresse
Desmame gradual reduz estresse. Combine a retirada do leite com alimentação de estímulo estável e água limpa. Mantenha o grupo com outros bezerros para socialização, o que ajuda no ganho. Evite mudanças repentinas no manejo perto do desmame.
Saúde e prevenção
Vacinas básicas, vermifugação e controle de parasitas devem seguir orientação veterinária. Um bezerro saudável cresce melhor e reduz perdas. Mantenha ambiente limpo, seco e bem ventilado para prevenir doenças respiratórias e diarreias.
Impacto econômico e prática diária
Bezerros desmamados com peso adequado ajudam na margem de lucro. Peso maior no desmame melhora a conversão alimentar e o retorno financeiro. Adote registros simples, como peso, dieta e datas de vacinação, para evoluir o manejo com o tempo.
Protocolos-chave: vermifugação, indução de ciclicidade, vacinas reprodutivas
A vermifugação estratégica, a indução de ciclicidade e as vacinas reprodutivas formam a base da reprodução confiável do rebanho.
Vermifugação estratégica
Antes da monta, trate os parasitas com uma estratégia planejada. Converse com o veterinário para definir quais vermífugos usar. Mantenha refugos, deixando parte do rebanho sem tratamento. Isso reduz resistência e garante eficácia no longo prazo.
- Identifique parasitas com a orientação do veterinário.
- Escolha o vermífugo certo para cada faixa.
- Mantenha refugos para evitar resistência.
- Reavalie parasitas e peso periodicamente.
Indução de ciclicidade
Essa prática ajuda vacas com cio irregular a engravidar mais rápido. Um protocolo típico usa hormônios para sincronizar o cio e a inseminação. Ao planejar, avalie idade, condição corporal e histórico reprodutivo com o veterinário. Depois do protocolo, acompanhe sinais de cio e confirme a inseminação. Reforçar a parceria com o técnico evita falhas.
Vacinas reprodutivas
Vacinas protegem a reprodução ao evitar doenças que causam abortos. Converse com o veterinário sobre vacinas básicas para brucelose, leptospirose e clostridioses. Faça o calendário de vacinação, registre e siga prazos. Essas vacinas reduzem abortos, fortalecem a concepção e protegem o investimento.
Controle de ectoparasitas e bem-estar
O controle de ectoparasitas e o bem-estar caminham juntos na fazenda. Parasitas prejudicam ganho de peso, consumo de alimento e a saúde da pele. Quando a gente reduz a infestação, o manejo fica mais eficiente e a produção melhora.
Identificação de ectoparasitas e sinais
Observe carrapatos, piolhos e ácaros na pele. Sinais comuns são coceira excessiva, irritação, queda de pelos e pele áspera. Animais com parasitas costumam comer menos e ganhar menos peso.
Rotina de monitoramento
Programe inspeções semanais na cabeça, pescoço, ombros e flancos. Use uma planilha simples para registrar onde viu infestação, data e o que foi feito. A cada mês, confira peso, ganho e resposta ao tratamento.
Tratamento e prevenção
Converse com o veterinário para escolher produtos apropriados e as dosagens. Use uma estratégia de refugia para evitar resistência, deixando parte do rebanho sem tratamento. Combine com higiene, manejo de pastos e rotação de ativos antiparasitários para reduzir reinfestação.
Bem-estar e conforto
Proporcionar sombra, água limpa, piso seco e cama seca ajuda a manter o gado saudável. Manejos gentis reduzem estresse, o que fortalece a imunidade. Bons manejos também evitam quedas de produtividade durante o cuidado.
Registro e tomada de decisão
Mantenha um registro simples com o id do animal, data, tratamento e peso. Use esses dados para ajustar a frequência de tratamentos externos, o tipo de produto e o manejo de pasto. A tomada de decisão baseada em dados evita retrabalho e perdas.
Cuidados com bezerrada: colostragem e cura do umbigo
Cuidados com bezerrada: colostragem e cura do umbigo são essenciais logo após o nascimento. O colostro fortalece a imunidade e dá energia. A higiene do umbigo evita infecções que prejudicam o crescimento e a sobrevivência do bezerro.
Colostragem: tempo, quantidade e qualidade
Ofereça colostro nos primeiros 6 horas de vida. Em média, dá-se cerca de 10% do peso do bezerro nesse período. Sempre que possível, use o colostro materno, pois tem mais anticorpos. Se a mãe não amamenta bem, use mamadeira ou sonda com cuidado para evitar engasgos.
- Garanta colostro de boa qualidade, espesso e de cor estável.
- Administre rapidamente, preferindo as primeiras horas após o parto.
- Se necessário, armazene o colostro excedente na geladeira por até 24 horas ou congele para uso futuro.
- Registre a data, o volume fornecido e a fonte do colostro.
Administração prática
Para bezerros recém-nascidos, use mamadeira com bico macio ou uma sonda de alimentação, conforme orientação do veterinário. Controle a velocidade para evitar engasgos. A temperatura do leite deve estar morna, não fria nem quente demais.
Cura do umbigo
Logo após o parto, limpe o umbigo com gaze limpa e desinfete com uma solução de iodo suave ou clorexidina. Mantenha o umbigo seco e arejado durante as primeiras 24 a 48 horas. Evite atrito excessivo e mantenha o ambiente limpo para prevenir infecções.
Fique atento a sinais de infecção, como odor forte, vermelhidão, inchaço ou secreção purulenta. Se aparecer qualquer um desses sinais, peça orientação ao veterinário rapidamente.
Observação e registro
Mantenha um registro simples do peso diário, do consumo de colostro e de qualquer tratamento no umbigo. Esses dados ajudam a identificar problemas precocemente e a ajustar os cuidados para a próxima cria.
Apoio técnico e casos de sucesso na prática
O apoio técnico é o caminho para transformar teoria em resultados reais no campo. Com orientação prática, você define ações e alcança metas com mais consistência.
Como funciona o apoio técnico
Profissionais como veterinários, agrônomos e técnicos atuam presencialmente, ou de maneira remota quando possível. Eles analisam dados, inspecionam áreas e criam um plano de manejo com metas claras. A ideia é orientar você e a equipe, para cada etapa ter responsável e prazo definido.
O apoio usa ferramentas simples, como planilhas, checklists, fotos e vídeos. Sempre que possível, há registro de peso, consumo de água e produção. Tudo fica guardado para acompanhar ganhos e saúde do rebanho.
Casos de sucesso na prática
Na prática, produtores que aceitaram o suporte técnico viram resultados reais. Um lote de bezerras ganhou peso mais rápido e reduziu o tempo até o desmame. Em outra fazenda, a rotação de pastagens melhorou a qualidade da forragem e a produção de leite. Em terceiro exemplo, o acompanhamento reprodutivo elevou a taxa de concepção em poucos ciclos.
Esses casos mostram como o diagnóstico simples, aliado a um plano objetivo, pode evitar perdas e aumentar a lucratividade.
Como implementar no seu manejo
- Identifique suas principais necessidades de apoio, como nutrição, reprodução ou bem-estar.
- Busque um profissional confiável pela cooperativa, veterinário ou instituição local.
- Defina KPIs simples: peso médio, ganho diário, taxa de concepção e consumo de água.
- Elabore um plano com atividades, responsáveis e prazos claros.
- Faça visitas de acompanhamento e registre dados semanalmente.
- Ajuste as ações com base nos resultados e compartilhe aprendizados com a equipe.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
