Nos mercados pecuários paulistas, os compradores que atendem ao mercado interno encontram resistência dos pecuaristas, que, desde o embargo chinês à carne bovina brasileira, reduziram a oferta de gado gordo, amparados pelas boas condições das pastagens, segundo analistas da Scot Consultoria.
Com isso, a pressão baixista imposta pelos frigoríficos paulistas perdeu força e o preço do boi gordo destinado ao mercado interno, que estava estável desde 24/2, subiu nesta terça-feira, 21, apurou a consultoria de Bebedouro. (SP).
Dessa forma, os compradores abriram o dia oferecendo R$ 3 a mais pelo boi gordo paulista, agora negociado por R$ 280 (a prazo, valor bruto).
Por sua vez, os preços da vaca e novilha terminadas permaneceram estáveis no mercado paulista, em R$ 257 e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e futuros).
Para o “Boi-China” (abatido mais jovem, com idade até 30 meses), não houve oferta de compra.
“As indústrias exportadoras continuam reorganizando escalas de abate e bem posicionadas, ou em férias coletivas”justifica Scot Consultoria.
Segundo a S&P Global, repetindo no dia anterior, o volume de negócios no mercado físico de boi gordo segue truncado.
“Os cronogramas de abate dos frigoríficos são curtos, mas o número de plantas que estão paralisadas e com menor apetite por compra de gado limitam avanços mais consistentes nos preços da arroba”esclarece a consultoria.
Além disso, a fragilidade dos preços da carne bovina no atacado e o enorme imbróglio nas negociações com a China, após o registro de um caso atípico de “vaca louca”, trazem mais incertezas ao setor quanto à consistência do escoamento da produção de a proteína, acrescentam os analistas da S&P Global.
Dentro das comportas, os pecuaristas continuam mantendo os animais no campo – graças às boas condições do pasto –, esperando melhores preços para os lotes.
Na avaliação da S&P Global, “As quedas acumuladas nos preços da arroba desde meados de fevereiro, quando foi noticiado o caso atípico da ‘vaca louca’ no Pará, tiveram impactos severos nas margens operacionais dos pecuaristas que, até então, se animavam com a recuperação dos preços da arroba nesse período”.
Cotações máximas para homens e mulheres nesta terça-feira, 21/03
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
carne bovina a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MS-Gold:
carne bovina a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (dinheiro)
MS-C.Grande:
carne bovina a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
carne bovina a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
carne bovina a R$ 243/@ (dinheiro)
vaca a R$ 221/@ (dinheiro)
MT-Collider:
carne bovina a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 215/@ (dinheiro)
GO-Goiânia:
carne bovina a R$ 251/@ (prazo)
vaca R$ 236/@ (prazo)
Vá para o sul:
carne bovina a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
PR-Maringá:
carne bovina a R$ 273/@ (dinheiro)
vaca a R$ 246/@ (dinheiro)
MG-Triângulo:
carne bovina a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
MG-BH:
carne bovina a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
BA-F. Santana:
carne bovina a R$ 246/@ (dinheiro)
vaca a R$ 236/@ (dinheiro)
RS-Fronteira:
carne bovina a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (prazo)
PA-Marabá:
carne bovina a R$ 226/@ (prazo)
vaca a R$ 223/@ (prazo)
PA-Resgate:
carne bovina a R$ 233/@ (prazo)
vaca a R$ 219/@ (prazo)
PA-Paragominas:
carne bovina a R$ 247/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
TO-Araguaína:
carne bovina a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
RO-Cacoal:
carne bovina a R$ 227/@ (dinheiro)
vaca a R$ 207/@ (dinheiro)
MA-Açailândia:
carne bovina a R$ 231/@ (dinheiro)
vaca a R$ 205/@ (dinheiro)
