Depois de enfrentar dois anos de fortes aumentos nos custos de produção, produtores de hortaliças devem passar por um período um pouco mais “tranquilo” em 2023. na região de Mogi Guaçu (SP), os custos totais podem crescer apenas 1% de 2022 a 2023.
No entanto, a elevação dos custos de produção nos últimos anos tem sido muito acentuada, e esse cenário ainda limita a margem e os investimentos em área no setor in natura nacional. Os preços de fertilizantes e outros insumos atingiram patamares bastante elevados no início do segundo semestre de 2022. Assim, ao avaliar as safras 2020/21 a 2022/23, o aumento dos custos é bastante elevado – neste período, o aumento para o produtor de tomate (pequena escala) da região de Caçador (SC) chega a 93%.
Custos de produção para 2023/24
Para a época 2023/24, os dados atuais apontam para uma possível quebra de custos, mas as despesas ainda deverão ficar bem acima das registadas na época 2020/21. Esse contexto vai depender do cronograma de compra de insumos e da intensidade do reajuste da mão de obra (salários) em 2023.
No contexto global, embora Rússia e Ucrânia ainda estejam em conflito, a região voltou a comercializar seus insumos, e outros fornecedores globais ganharam destaque no mercado global. Com o ajuste da cadeia produtiva em 2023, aliado a um crescimento global muito baixo neste ano, os preços das commodities recuaram e os agricultores brasileiros também desaceleraram a ânsia de aumentar a produção, o que, consequentemente, vem limitando a demanda por insumos agrícolas .
E o insumo que registra uma das maiores desvalorizações é justamente o fertilizante, que vem sendo fortemente impulsionado nos últimos anos. Para os próximos meses, e ainda em 2024, essa tendência de reajuste de preços de insumos deve se manter, uma vez que, por enquanto, não há fundamentos externos e domésticos que indiquem maior demanda por alimentos e/ou insumos agrícolas.
