Produção de leite em Rondônia cai 11,5% e preocupa produtores
Queda na Produção e Aumento do Gado de Corte
A queda de 11,5% na produção de leite em Rondônia, revelada pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (21), confirma a opção dos produtores de leite em abandonar a ordenha e optar pelo gado de corte no estado. Essa mudança tem impactos econômicos importantes para a região.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Impacto nos Preços e No Consumidor
A pesquisa revela que entre 2021 e 2022, o número de vacas leiteiras no campo caiu de 412 mil para 366 mil cabeças no estado. Em contrapartida, nesse mesmo período, o rebanho bovino do estado aumentou 17,1%, saindo de 15.110.301 cabeças para 17.688.225. Isso reflete diretamente na oferta de leite e no aumento do preço para o consumidor, como apontado pelo professor Jonas Cardoso, tutor do Programa de Educação Tutorial (PET) de Economia da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Preço Mínimo para o Produtor
Um dos motivos que levou o produtor de leite a mudar de ramo, é a queda no preço pago pelo litro de leite. Rondônia é o 2º estado que menos paga ao produtor de leite no Brasil, de acordo com o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor de referência do leite entregue em agosto, mas que será pago em setembro, deve ser de R$ 1,82, o que dificulta o sustento dos produtores de leite na região.
Comparação com Outros Estados
Atualmente, os produtores de Rondônia só recebem mais que os produtores da Bahia, que, de acordo com a tabela, receberam R$ 2,20 pelo litro em julho de 2023. Essa comparação demonstra a dificuldade enfrentada pelos produtores de leite em um mercado altamente competitivo e desafiador.
Impacto na Economia e nos Preços para o Consumidor
Devido à queda na oferta do leite, a tendência é de aumento no preço para o consumidor, como explicado pelo professor Jonas Cardoso. A queda no preço do leite em relação ao ano passado está relacionada ao barateamento dos insumos de produção, principalmente a ração animal. Portanto, a queda na produção de leite pode ter efeitos negativos tanto para os produtores locais, quanto para os consumidores finais, que enfrentarão preços mais altos nas gôndolas dos supermercados.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
A queda de 11,5% na produção de leite em Rondônia, revelada pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (21), confirma a opção dos produtores de leite em abandonar a ordenha e optar pelo gado de corte no estado.
A pesquisa revela que entre 2021 e 2022, o número de vacas leiteiras no campo caiu de 412 mil para 366 mil cabeças no estado, em contrapartida, no mesmo período, o rebanho bovino do estado aumentou 17,1%, saindo de 15.110.301 cabeças para 17.688.225.
Em nota, o coordenador estadual das Pesquisas Agropecuárias do IBGE, Airton Dalpias, explicou que a valorização da arroba do boi levou muitos produtores a venderem seus rebanhos leiteiros e que “isso gerou queda significativa na produção de leite e aumento do preço nos supermercados”.
Um dos motivos que levou o produtor de leite a mudar de ramo, é a queda no preço pago pelo litro de leite. O mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que Rondônia é 2º estado que menos paga ao produtor de leite no Brasil. De acordo com o levantamento, o produtor recebeu, em julho deste ano, R$ 2,37 por litro.
Atualmente, os produtores de Rondônia só recebem mais que os produtores da Bahia, que de acordo com a tabela, receberam R$ 2,20 pelo litro em julho de 2023.
De acordo com o novo boletim informativo divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) com preços de referência do leite e de derivados lácteos, o valor de referência do leite entregue em agosto, mas que será pago em setembro, deve ser de R$ 1,82.
Como o consumidor é impactado?
Segundo o professor Jonas Cardoso, tutor do Programa de Educação Tutorial (PET) de Economia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), a queda na produção pode fazer com o que os preços do produto nas gôndolas dos supermercados aumentem.
“Devido à queda na oferta do leite, a tendência é aumento no preço para o consumidor”, explicou.
Na mais recente pesquisa divulgada pelo PET, o preço do leite aumentou 1,65% de julho para agosto deste ano, mas em relação a agosto do ano passado, o produto registrou queda de -19,40%. Para Jonas Cardoso, a queda no preço do produto está relacionada ao barateamento dos insumos.
“A queda no preço do leite em relação ao ano passado é explicado principalmente pelo barateamento dos insumos de produção, principalmente a ração animal que baixou de preço devido à queda no preço dos grãos”, falou.
Perguntas Frequentes Sobre a Queda na Produção de Leite em Rondônia
Por que houve uma queda na produção de leite em Rondônia?
A queda na produção de leite em Rondônia ocorreu devido à opção dos produtores de leite em abandonar a ordenha e optar pelo gado de corte, impulsionada pela valorização da arroba do boi.
Como a queda na produção de leite em Rondônia impacta o consumidor?
Devido à queda na oferta do leite, a tendência é que os preços do produto nas gôndolas dos supermercados aumentem, impactando o consumidor.
Qual foi a implicação no preço do leite para os produtores e consumidores?
A queda na produção de leite levou a uma queda significativa na produção do leite e aumento do preço nos supermercados, impactando tanto os produtores quanto os consumidores.
Como o barateamento dos insumos influenciou no preço do leite?
A queda no preço do leite em relação ao ano passado está relacionada ao barateamento dos insumos de produção, principalmente a ração animal, que baixou de preço devido à queda no preço dos grãos.
