Atualização do Mercado do Boi Gordo
Demandas de Fim de Ano Pressionam Mercado do Boi Gordo
Ainda que o mercado brasileiro do boi gordo esteja operando com cotações firmes, as consultorias relatam que os pecuaristas reduziram as vendas nos dias finais de 2023. Isso resultou em uma oferta mais comedida de boiada gorda, pressionando os frigoríficos a se prepararem para as semanas iniciais de 2024. No Estado de São Paulo, os frigoríficos estão sob pressão dos distribuidores para entregas de “última hora” para as festividades de fim de ano, influenciando as escalas de abate que rondam em 9 dias úteis.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Efeitos das Festividades nas Negociações
A festividade de fim de ano afastou os pecuaristas das negociações, contribuindo para a estabilidade no preço do boi gordo, já que os frigoríficos estão confortáveis com as escalas de abate. Além disso, o bezerro apresentou uma desvalorização em Mato Grosso do Sul.
Mercado Futuro e Perspectivas para 2024
Embora as negociações no mercado futuro estejam avançando, o preço do boi gordo enfrentou dificuldades na última semana, com destaque para o contrato com vencimento em maio/24. Os contratos futuros aumentaram, mas o preço do boi gordo na B3 enfrentou uma semana de queda significativa. Todos os vencimentos futuros encerraram com um forte aumento do deságio perante o preço físico.
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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
O mercado brasileiro do boi gordo vem operando com as cotações firmes, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Segundo apuração da Agrifatto, os pecuaristas tiraram o pé das vendas nos dias finais de 2023.
“A oferta (de boiada gorda) fica um pouco mais comedida e a indústria frigorífica já começa a se preparar para as primeiras semanas de 2024”, afirmam os analistas da Agrifatto.
No Estado de São Paulo, importante referência para as demais praças pecuárias, os frigoríficos estão sendo os mais pressionados pelos distribuidores para entregas de “última hora” para as festividades de fim de ano, com escalas de abate rondando em 9 dias úteis, relata a consultoria.
De acordo com apuração da Scot Consultoria, nesta segunda-feira pós-Natal (26/12), o mercado brasileiro do boi gordo seguiu morno, com poucas negociações.
No mercado paulista, informa a Scot, a arroba do boi segue negociada em R$ 245, a da vaca em R$ 220 e a da novilha em R$ 237 (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi China” está apregoada em R$ 250/@, bruto e a prazo (praça de SP).
“As festividades afastaram os pecuaristas das negociações e, como os frigoríficos encontram-se confortáveis no quesito escalas de abate, o preço do boi gordo respondeu com estabilidade”, reforça a Agrifato.
O bezerro apresentou desvalorização ao longo da semana em Mato Grosso do Sul, ficando cotado a R$ 2.128/cabeça, valor 0,62% inferior ao da semana retrasada, acrescenta a consultoria.
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“Como no caso do boi gordo, as comemorações reduziram a liquidez e os preços ofertados”, justifica a Agrifatto, referindo-se aos valores do bezerro.
Futuro em queda – Na B3, as negociações no mercado futuro seguiram avançando na última semana.
“O volume de contratos em aberto aumentou 1,26%, atingindo 94,98 mil, puxados pelo avanço dos contratos futuros, que aumentaram 5,02% na semana, atingindo 17,38 mil”, informa a Agrifatto.
No entanto, dizem os analistas, o preço do boi gordo na B3 enfrentou dificuldades e passou por uma semana de queda, com destaque para o contrato com vencimento em maio/24, que recuou 1,90%, no comparativo semanal.
“Ao que tudo indica, os operadores do mercado futuro estão com dificuldades em enxergar as cotações da arroba subindo até maio/24”, acredita a Agrifatto, acrescentando: “As festas de fim de ano não foram capazes de puxar fortemente a demanda (pelos cortes bovinos) e, consequentemente, o preço do boi também não ultrapassou os R$ 255/@ em São Paulo”.
Com isso, na última semana, todos os vencimentos futuros encerraram com um forte aumento do deságio perante o preço físico, com destaque para o contrato de abril/24, que fechou a última sexta-feira em R$ 237,95/@ – “valor 5,54% inferior ao registrado no mercado físico paulista no mesmo dia (R$ 251,90/@)”, compara a Agrifatto.
De acordo com levantamento da consultoria, na semana que passou, as vendas de carne bovina foram consideradas razoáveis.
“Ainda que a demanda no varejo tenha seguido firme com as compras para o Natal, diversas processadoras de carne desossada (usuais compradoras de carcaças) encerraram as suas atividades em 2023, resultando no fechamento temporário de um segmento de mercado para os frigoríficos”, relata Agrifatto.
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Com isso, a carcaça casada iniciou a semana com os preços firmes, mas desde quinta-feira começou a cair e fechou a sexta-feira em R$ 16,55/kg, com variação semanal positiva de 0,26%.
Por sua vez, continua a Agrifatto, o dianteiro bovino segue enfrentando dificuldade em sustentar os preços.
“Com a pressão (negativa) dos importadores chineses sobre o produto, o dianteiro voltou a ser cotado no mercado atacadista a R$ 11,90/kg, níveis vistos pela última vez no final de março/20”, informa a Agrifatto.
Diante de tal movimento, a diferença entre o traseiro e o dianteiro segue avançando fortemente e está em 74%, maior nível desde o final de janeiro/19, compara a consultoria.
Cotações máximas de machos e fêmeas na última sexta-feira, 22/12
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MT-Cáceres:
boi a R$ 215/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-Cuiabá
boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)
GO-Sul:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 245/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 220/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
FAQ sobre o Mercado do Boi Gordo no Brasil
1. O que está influenciando as cotações do boi gordo?
O mercado brasileiro do boi gordo vem operando com as cotações firmes, influenciadas pela oferta mais comedida e preparativos da indústria frigorífica para as primeiras semanas de 2024.
2. Como as festividades de fim de ano afetaram o mercado do boi gordo?
No Estado de São Paulo, os frigoríficos estão sendo pressionados para entregas de “última hora” para as festividades de fim de ano, o que tem mantido as escalas de abate em torno de 9 dias úteis, resultando em poucas negociações.
3. Qual a previsão para o mercado do boi gordo em 2024?
Segundo a Agrifatto, as festividades afastaram os pecuaristas das negociações, mas a expectativa é que a demanda se mantenha firme, sustentando os preços da arroba.
Conclusão:
O mercado do boi gordo no Brasil está operando com cotações firmes, com influência das festividades de fim de ano e expectativas para o início de 2024. Apesar da oferta comedida, a demanda interna e o apetite chinês sustentam os preços da arroba.
