#sou agro | Duas reuniões entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e provedores de serviços financeiros e de seguros para a agricultura aconteceram esta semana em São Paulo. O objetivo dos encontros foi estreitar o relacionamento com o mercado e com empresas que prestam serviços financeiros e de seguros para a agricultura brasileira.
“Queremos entender como melhorar o ambiente de negócios e garantir que esses serviços cheguem da melhor forma possível aos produtores rurais, fazendo as adequações necessárias”, explica José Angelo Mazzillo, assessor especial do ministro Carlos Fávaro.
As reuniões aconteceram na Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP). Na manhã desta segunda-feira (22), participantes presenciais e remotos discutiram como melhorar o seguro rural para os produtores. “O agricultor, no mundo da sustentabilidade, precisa tornar sua atividade mais resiliente, mais imune a crises, oscilações de preços, problemas climáticos. Para isso, ele precisa ter acesso a instrumentos para gerenciar adequadamente seus riscos. Isso é governança”, disse Angelo.
Resiliência da atividade, governança e gestão de riscos são temas inter-relacionados e para garantir o sucesso em todos eles, o produtor rural precisa de ferramentas adequadas. O encontro discutiu o programa de subsídio ao prêmio do seguro rural, instrumento considerado de extrema relevância para o agronegócio brasileiro. O Mapa estuda a possível criação de uma câmara temática para melhorar a gestão dos riscos agrícolas no país.
Participaram do encontro técnicos do Departamento de Gestão de Riscos (Deger) do Ministério de Política Agrícola (SPA), da Coordenação-Geral das Câmaras Temáticas e representantes de seguradoras que oferecem seguro rural.
Mercado
A outra reunião foi dividida em duas partes. A primeira discutiu a CPR temática, uma evolução da chamada CPR Verde, que foi objeto do Decreto 10.828, de outubro de 2021. “A CPR Verde não funcionou como o esperado. Estamos revisitando este artigo para tentar encontrar um caminho pelo qual o financiamento do agronegócio possa transitar pela sustentabilidade de forma ordenada e clara, tanto para o produtor rural quanto para o investidor”, disse Angelo.
Um dos pontos debatidos foi a denominação. A nomenclatura internacional não se refere mais a títulos verdes, mas a títulos temáticos, que são divididos em cinco temas: ambiental, social, socioambiental, transição e índice de sustentabilidade. Estamos avaliando a possibilidade de trazer essa nomenclatura para a CPR e com isso deixar claro ao produtor e ao investidor os caminhos a serem seguidos na busca de um financiamento sustentável para o agro.
A segunda parte do segundo encontro abordou diversos temas, que dizem respeito ao melhor aproveitamento dos dados disponíveis nos cadastros para fomento e desenvolvimento do mercado, como o BNDES pode ajudar a desenvolver e alavancar o mercado de capitais, como aprimorar ainda mais os negócios para agrofinanças privadas (incluindo ajustes que ainda podem ser feitos nos títulos de agrofinanças) e como os notários podem melhorar seus serviços para facilitar o desenvolvimento das agrofinanças. “Também discutimos o andamento da regulamentação do Fiagro e as emendas que foram propostas pelos parlamentares da FPA à recém-publicada MP 1171 para melhorar as finanças do agro.”
Estiveram presentes representantes de entidades de classe, como a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Associação Brasileira das Securitizadoras de Imóveis e Agronegócios (ABSia), a Associação Brasileira das Fintechs ( ABFintechs), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), representantes da SPA, SFA-SP e escritórios de advocacia. Também participou o novo coordenador de agro da FGV, Guilherme Bastos.
(Com MAPA)
(Emanuely/Sou Agro)


