Neste episĂłdio final sobre “como criar um gado de corte para que fique o menor tempo possĂvel no sistema intensivo”, atingindo a expectativa de engorda no abate, o tema agora Ă© “o animal já dentro das estruturas de confinamento”.
Relembrando o que foi publicado até aqui, o pecuarista executou um plano de trabalho bem feito, avançou em sua estrutura de manejo e nutrição, conheceu muito bem a genética que tem em mãos e atendeu com eficácia todas as exigências de seus protocolos de saúde. Agora, no confinamento, os mesmos pilares de toda a criação estão se sustentando.
Quem apresenta a rodada final da série é Alexandre Campos Gonçalves, agrônomo formado pela Esalq/USP (Piracicaba, SP) e diretor da Alecrim Consultoria, com quase três décadas de experiência na pecuária brasileira.
Foto: arquivo pessoal “É fundamental que todo o sistema tenha sido bem pensado e cumprido para que os animais chegassem prontos”explica.
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Outra questão é o ambiente. De acordo com os conceitos de boas práticas de bem-estar animal, os bovinos são territoriais e tendem a competir entre si. Se o sistema for vertical, coloque animais que já se conheçam; ou seja, grupos que já têm sua hierarquia estabelecida. “Os conflitos serão muito menores”explica Gonçalves.
Se forem adquiridos de outras propriedades, dimensionar grupos por tamanho fĂsico e com espaço mĂnimo de 24m2 para cada indivĂduo, minimiza conflitos onde perdem tempo e estresse para comer, todos os envolvidos, evitando inclusive a sodomia, motivo de tantos prejuĂzos.
Portanto, promover a adaptação de convivência e dieta por pelo menos uma semana, em bom pasto com disponibilidade de cocho e água, ainda é a melhor forma de escapar desses contratempos. Assim, eles passarão a conviver com mais empatia e com o metabolismo mais acostumado com a nova dieta.
E tudo isso funcionará muito bem se for possĂvel garantir uma boa alimentação e um perfil do animal responsivo ao manejo e alimentação no cocho. Gonçalves parte do entendimento de que “tudo isso foi discutido e está no planejamento que o pecuarista e sua equipe fizeram”anteriormente.
“Gado sem a genĂ©tica necessária para se converter bem Ă nutrição que Ă© oferecida Ă© desperdĂcio de dinheiro”. Da mesma forma, se forem mais velhos, a proteĂna e a energia oferecidas vĂŁo para a manutenção do ganho de peso. “VocĂŞ deve sempre confinar os animais jovens e, principalmente, separar os machos inteiros dos castrados e das fĂŞmeas”explica o agrĂ´nomo.
Por fim, ainda é preciso saber a hora exata de retirar os animais do confinamento e encaminhá-los para o abate.
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