Uma retrospectiva às exportações de carne de frango de 2012 aponta que, então, 14 Unidades Federativas (UFs) brasileiras participaram do processo. Como em 2022 esse número subiu para 22 UFs, verifica-se aí aumento de, quase, 60%. Embora significativo, esse aumento não mudou o panorama do setor. Pois ainda que o volume exportado também tenha aumentado (perto de 20%), o Centro-Sul continua respondendo por mais de 99% das exportações brasileiras de carne de frango.
As principais UFs exportadoras de 2022 permanecem as mesmas, com, somente, algumas trocas de posição. E, neste caso, o que fica mais visível é o avanço do Paraná em relação a Santa Catarina, principal exportadora 10 anos atrás. O mais curioso, aqui, é que enquanto o volume exportado pelo Paraná aumentou 68%, o de Santa Catarina permaneceu praticamente no mesmo nível, registrando agora pequena redução.
Não foi caso isolado. No Centro-Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal também exportaram em 2022 volume menor que o registrado em 2012. Assim, além do Paraná, apenas Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo foram as exceções. Este último, por sinal, registrou aumento superior a 1.600%, mas porque o volume de 2012 foi mínimo, de cerca de 500 toneladas, subindo agora para cerca de 8.700 toneladas.
Em termos regionais a participação do Sul aumentou perto de 7,5%, subindo de pouco mais de 73% para cerca de 79%. No Centro-Oeste ela recuou quase 25%, caindo de cerca de 15% para não mais que 11%, mesma situação experimentada pelo Sudeste, onde o recuo ficou próximo de 20% – de 11,7% para 9,5% de participação.
Nas Regiões Nordeste e Norte o aumento de participação foi significativo. Mas, ainda assim, os índices alcançados, tanto em 2012 como em 2022, mesmo somados, não chegaram a meio por cento do total exportado pelo Brasil.
